Ibaneis retoma carteira da OAB

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ANA MARIA CAMPOS

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, retomou oficialmente sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesta segunda-feira (30/3), em cerimônia na sede da entidade, ao lado do presidente nacional, Beto Simonetti, e do presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira, o Poli.

Ibaneis foi presidente da OAB-DF, entre 2013 e 2015, e conselheiro federal da Ordem, cargo ao qual renunciou em 2018 para se candidatar ao Palácio do Buriti.

Também exerceu funções como conselheiro seccional, vice-presidente da OAB-DF, secretário-geral da Comissão Nacional de Prerrogativas, além de diretor e corregedor-geral do Conselho Federal. Consolidou-se como uma das principais lideranças da advocacia no Distrito Federal.

Desde que foi eleito, Ibaneis se afastou da advocacia, embora o escritório que tem o seu nome tenha permanecido em funcionamento sob a liderança de sócios e do filho primogênito, Caio Barros.

Agora Ibaneis, em pré-campanha ao Senado, retoma a carteira da OAB, no mesmo dia em que transmitiu o cargo de governador à agora governadora Celina Leão, em cerimônia na Câmara Legislatival.

Em discurso, Ibaneis falou sobre sua trajetória na advocacia como base de sua atuação pública.

Com longa carreira na advocacia, Ibaneis também integra a Academia Brasiliense de Direito.

Ao longo do discurso, Ibaneis conectou sua origem na advocacia com a decisão de entrar na política. “Disseram que ninguém nunca tinha feito isso. Eu respondi: estou sendo chamado para um compromisso com a minha cidade. E fui.”

Ele também reforçou sua identidade como liderança local. “Fui o primeiro presidente da OAB-DF nascido em Brasília e o primeiro governador do Distrito Federal nascido em Brasília, e isso ninguém tira.”

Em um dos momentos mais emblemáticos, Ibaneis compartilhou um diálogo com o filho para marcar sua visão sobre a política. “Política não é profissão. Profissão é advocacia, medicina, engenharia. Política é missão”. Na sequência, indicou claramente seus próximos passos. “Pretendo, sim, disputar o Senado. Sabemos que não existe eleição fácil.”

Ao projetar sua atuação futura, o governador buscou ocupar um espaço de moderação e articulação institucional. “Quero levar ao Congresso algo que está faltando hoje: o diálogo. Fazer política é dialogar com quem concorda e com quem discorda. É respeitar quem pensa diferente.”

Formado em direito pelo Centro Universitário de Brasília, em 1993, especializou-se em direito e processo do trabalho e em processo civil.

📸 Roberto Firmino/OAB-DF

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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