Veja qual era a função no esquema de cada um dos presos pela Operação Dubai

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Confira o que faziam no cartel de combustível cada um dos sete presos temporariamente na última terça-feira:

Adão do Nascimento Pereira: gerente da BR Distribuidora. Por ele passaria toda a política de preços de combustíveis no DF. Era a ligação dos empresários revendedores locais com as distribuidoras dos combustíveis. Tinha conhecimento dos preços de aquisição e de venda dos postos envolvidos no esquema.

André Rodrigues Toledo: teria a mesma função de Pereira, mas como representante da Ipiranga, outra distribuidora de gasolina e etanol. Também participava das negociações de valores e sabia os preços cobrados pelos postos.

Antônio Matias: proprietário da Cascol, maior rede de postos do DF, teria “atuação destacada” no esquema, como descreve a decisão da Primeira Vara Criminal de Brasília. Manipulava o mercado, fixava os valores e fazia contato com outros donos de postos para retaliar os estabelecimentos dissidentes do esquema.

Cláudio Simm: dono da rede Gasoline, exerceria o mesmo papel que Matias, segundo a decisão judicial. Influenciava na especulação de preços, trocava informações constantes com outros atores do esquema e retaliava quem se recusava a obedecer aos preços do esquema.

José Carlos Ulhôa: a Justiça classifica o presidente do Sindicombustíveis-DF como “verdadeiro porta-voz” do esquema. Além de atuar como presidente da entidade, também agia como proprietário de posto e recebia salário mensal da Cascol, a quem, na prática, era subordinado. Era função dele contemporizar conflitos com postos menores a fim de evitar guerras de preços, intimidando-os.

José Miguel Simas: homem-forte da Cascol, faria a articulação entre a empresa e as distribuidoras BR e Ipiranga. Anos atrás, ocupou o cargo máximo da BR no DF na época em que a companhia firmou contratos “excessivamente favoráveis” à Cascol, de acordo com a decisão judicial. Logo depois de se aposentar, foi contratado pela própria Cascol e tornou-se um dos cabeças do cartel.

Marcello Dorneles: para a Justiça, como um dos diretores do sindicato, seria o “coordenador regional do cartel”. Mantinha contato com donos de postos a fim de formar acordos sobre preços a serem cobrados. Fazia negociações para elevar preços e também para rebaixar valores a fim de retaliar postos dissidentes.

Matheus Teixeira

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Matheus Teixeira

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