Mudança na composição da CLDF é mais um elemento na disputa da presidência da Casa

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Eixo Capital/ Por Helena Mader

A perspectiva de mudança na composição da bancada da Câmara Legislativa, com a troca de Telma Rufino (Pros) por Jaqueline Silva (PTB), interfere também nas tratativas para a eleição do futuro presidente da Casa. A votação será em 1º de janeiro e o clima é de indefinição. A disputa entre Rafael Prudente (MDB) e Cláudio Abrantes (PDT) está acirrada, com uma pequena vantagem para o emedebista. Telma Rufino era eleitora de Prudente e a decisão da Justiça Eleitoral favorece Abrantes. Os dois candidatos à presidência da CLDF são considerados parlamentares bem articulados, queridos pelos colegas e próximos ao governador eleito. Pela contabilidade das chapas, Rafael Prudente teria hoje pelo menos 11 votos, Cláudio contaria com 8, além de cinco indecisos. Mas os distritais avaliam os prós e os contras de cada candidatura.

Trunfo e desvantagem

O fato de pertencer ao partido de Ibaneis Rocha é, ao mesmo tempo, um trunfo e uma desvantagem para Rafael Prudente. Como o governador eleito toma posse com ampla base de sustentação na Câmara Legislativa, seu correligionário entra na disputa empurrado pela força política de Ibaneis — mesmo sem contar com seu apoio declarado. Por outro lado, muitos distritais têm receio de eleger um presidente da Casa muito associado ao Palácio do Buriti, o que poderia comprometer a autonomia e a independência do Legislativo. São pontos que entram na avaliação dos parlamentares para a escolha do voto.

Agora é vice

Rodrigo Delmasso, do PRB, retirou sua candidatura à presidência da Câmara e decidiu concorrer à vice-presidência da Casa. Na disputa pelo comando do Legislativo local, as eleições para os cinco cargos da mesa — presidência, vice e três secretarias — são desvinculadas. Delmasso ainda não decidiu quem vai apoiar, mas a tendência é que fique com Rafael Prudente.

Empate favorece Abrantes

Cláudio Abrantes só precisa de 12 votos para ganhar a presidência da Câmara. Um eventual empate favorece o pedetista, já que o primeiro critério de desempate é o maior número de legislaturas. A situação não é inédita: na última eleição para o cargo, o empate favoreceu o atual chefe do Legislativo, Joe Valle. Mas ele ainda precisa avançar muito até chegar aos 12 votos.

Insatisfeitos

Integrantes do PRB estão insatisfeitos com as indicações feitas pelo governador eleito, Ibaneis Rocha. O partido comandou a Secretaria de Esportes nos últimos dois governos e esperava manter a influência na área. Mas o PRB ficou com a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Agora, o distrital eleito Martins Machado negocia um nome para a Administração Regional de Samambaia, área que também está no horizonte do futuro deputado Jorge Viana (Podemos).

Costura difícil

Depois de montar todo o secretariado sem interferência de deputados distritais, é grande a pressão sobre Ibaneis Rocha para a escolha dos futuros administradores regionais. E essa delicada negociação pode interferir na eleição para a presidência da Câmara.

Silêncio

O ex-governador José Roberto Arruda optou por ficar em silêncio durante interrogatório realizado ontem, pelo juiz Newton Aragão Filho, da 7ª Vara Criminal de Brasília. Ele afirmou ao magistrado que espera há nove anos para falar sobre o caso, mas que achava conveniente aguardar o desfecho de um laudo pericial. Os advogados de Arruda contestam o resultado da perícia realizada pela Polícia Federal no aparelho usado por Durval Barbosa para gravar conversas na Operação Caixa de Pandora.

Mais mudanças

O governador eleito, Ibaneis Rocha, estuda novas alterações na equipe divulgada. O deputado distrital Wellington Luiz (MDB), anunciado para a presidência do Metrô, pode ficar com o comando da Agência de Fiscalização (Agefis), responsável pelo combate às invasões e grilagens.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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