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O Ministério Público do Distrito Federal vai investigar denúncias de suposta ocultação de patrimônio do ex-distrital Leonardo Prudente. A suspeita é de que empresas e bens do ex-presidente da Câmara Legislativa estariam sendo transferidos para laranjas com o objetivo de escapar da execução da sentença que o condenou a pagar R$ 12,3 milhões aos cofres públicos, pelo envolvimento nas denúncias da Operação Caixa de Pandora. O ex-distrital está fora da política desde que renunciou ao mandato em 2010. A vice-procuradora-geral de Justiça do DF, Selma Sauerbronn, encaminhou o caso ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Denúncia do mercado
A denúncia de ocultação de patrimônio chegou ao MP por meio de uma representação aparentemente de alguém que conhece o mercado de prestação de serviços e os negócios de Prudente. Entre as empresas que integrariam o patrimônio do ex-deputado, mas que estariam sendo repassadas a testas de ferro, com a alteração do quadro societário, são citadas a JL Agroindustrial Ltda, a Global Segurança Ltda, a Saldo Mídia Propaganda e Publicidade Ltda, Cinco Estrelas Sistemas de Segurança, Conservadora Nacional de Imóveis Cinco Estrelas, SPE, G6 Empreendimentos Imobiliários, Multi-Segurança Eletrônica e Patrimonial. Representantes da Global negam vinculação com Prudente.
Defesa: “Ainda cabem muitos recursos”
Sobre a investigação do Gaeco, a defesa de Leonardo Prudente disse à coluna considerar a medida intempestiva porque o ex-deputado foi condenado em primeira instância e ainda cabem vários recursos. Também seria descabida porque Prudente teria liberdade para dispor de todo o seu patrimônio que não estiver indisponível por decisão judicial. As informações foram prestadas pelo advogado Herman Ted Barbosa, que o representa na ação de improbidade administrativa da Operação Caixa de Pandora. Não houve nenhuma manifestação sobre as supostas transações empresariais apontadas em representação enviada ao Ministério Público por um cidadão identificado como Francisco dos Santos.
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