MP apura conduta de médico de licença da rede pública que atendia em clínicas particulares

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Em investigação sobre o uso irregular de atestados médicos, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cumpriu ontem mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, nas Secretarias de Planejamento, Orçamento e Gestão e de Saúde.

O objetivo foi levantar informações sobre denúncia de que um médico teria sido liberado do trabalho na Secretaria de Saúde, alegando motivo de doença, com a manutenção do salário, enquanto mantinha os atendimentos em clínicas particulares, inclusive no horário em que deveria estar dedicado aos pacientes da rede pública.

Na Secretaria de Planejamento, o alvo foi a área de perícia médica. Na Saúde, os investigadores colheram informações no setor de informática que registra o ponto dos servidores.

Síndrome que faz mentir sobre doenças
O trabalho está sob a responsabilidade da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) e da Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários de Saúde (Pró-Vida).

A operação nas secretarias de Planejamento, Orçamento e Gestão e de Saúde foi batizada de Münchhausen, em referência à síndrome com esse nome que leva pacientes a fingirem sintomas de doenças. Os detalhes são mantidos sob sigilo, mas é certo que outras licenças estão sendo investigadas. O Ministério Público prepara desdobramentos.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Publicado por
Ana Maria Campos
Tags: atestado falso médico ministério público Operação Münchhausen pro-vida Prosus Secretaria de Planejamento

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