Magela: “Estou sendo estimulado a disputar uma vaga de deputado federal”

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Da coluna Eixo Capital

À Queima Roupa: Geraldo Magela, ex-deputado federal, ex-deputado distrital, ex-presidente da Câmara Legislativa, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano

“Eu estou sendo estimulado a disputar uma vaga de deputado federal. O PT já estabeleceu que uma das prioridades para este ano é aumentar a bancada no Congresso Nacional para fazer frente ao crescimento da ultra-direita”

Faltam oito meses para as eleições, você ainda acredita que o PT-DF fará prévias para escolha do candidato ao Palácio do Buriti?

A prévia é democrática e uma garantia estatutária do PT. A direção nacional suspendeu a prévia, mas não cancelou. O PT-DF precisa cumprir o calendário nacional, que ainda não foi aprovado. Eu tenho convicção de que, não existindo consenso, o melhor caminho é a prévia.

Você tem recebido apelos para se unir à maioria e apoiar a pré-candidatura de Leandro Grass. Quando vai tomar uma decisão?

Eu sempre construí a unidade do PT. Já disputei duas prévias e fiz a unidade, ganhando ou perdendo. Na última eleição, eu abri mão de tudo para fazer a unidade do partido. A melhor forma de construir a unidade é com a participação da militância. Eu estou ouvindo e conversando muito. Devo tomar uma decisão na próxima semana.

A candidatura à Câmara dos Deputados é uma opção?

Eu estou sendo estimulado a disputar uma vaga de deputado federal. O PT já estabeleceu que uma das prioridades para este ano é aumentar a bancada no Congresso Nacional para fazer frente ao crescimento da ultra-direita. Com a grande experiência que tenho no Parlamento, acredito que posso ajudar no próximo governo do presidente Lula.

O que falta para decidir?

Quando a direção nacional suspendeu a prévia, solicitou ao PT-DF que buscasse um consenso por meio do diálogo. Infelizmente, esse consenso ainda não foi construído. A solução deve vir deste processo de conversas. A unidade não é construída apenas por uma parte fazendo concessões.Todos precisam dar a sua parcela de sacrifício para o acordo.

Essa demora em definir a candidatura atrapalha? Não vai acabar levando ao apoio ao candidato de outro partido da esquerda?

É claro que o ideal é que todas as decisões já estivessem tomadas. Mas, no início do ano passado eram poucas as lideranças que defendiam que o PT tivesse candidato ao GDF. Eu lancei a campanha Lula no Planalto, PT no Buriti. A militância abraçou esta ideia… Agora precisamos avançar nas definições. Temos duas possibilidades: o consenso ou as prévias. O consenso é mais rápido, certamente. Mas, não depende só de mim.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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