Por Ana Maria Campos
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, assumiu a defesa do governador Ibaneis Rocha (MDB) nas representações que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a relatoria da ministra Isabel Gallotti. A noticia de fato protocolada pelo PT, PCdoB, PV, PDT e Rede, aponta suposto envolvimento de Ibaneis nas operações do BRB com Banco Master. Kakay pediu acesso aos documentos que estão em segredo de justiça. O criminalista já representou vários governadores e recentemente teve uma grande vitória no STJ, ao conseguir anular a condenação de Adriana Villela, apontada pelo Tribunal do Júri como mandante do crime da 113 Sul.
O vínculo do escritório de Ibaneis com Kakay é também pessoal. Nora de Ibaneis, Ananda Almeida trabalha na famosa banca de Brasília. Mas não deverá atuar no caso.
A posse do novo comando do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) será em 22 de abril. Pelo regimento interno, sempre ocorre no dia primeiro útil seguinte a 21 de abril.
A Universidade de Brasília (UnB) se prepara para três dias de estudos e debates intensos com o tema “O Ensino de Jornalismo e a crise climática”. O evento, que está com inscrições abertas para envio de trabalhos até 9 de março, é uma iniciativa da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ) e será realizado pela Faculdade de Comunicação (FAC) da UnB. O envio de trabalhos envolve vários temas da pesquisa em jornalismo. A Coordenadora Local do ENEJOR 2026, professora Dione Moura, defende que é fundamental que a pauta sócio-ambiental, em especial a crise climática, seja observada criticamente no ensino e na prática do jornalismo.
R$ 20.443,50
Foi o valor das diárias pagas pela Câmara Legislativa para custear — sem contar a passagem — a viagem do deputado distrital Martins Machado (Republicanos) para Roma. O parlamentar viajou para participar do evento intitulado United Freedom Forum.
Nildete Santana de Oliveira, diretora da Mulher da OAB/DF
Na próxima segunda-feira (23), a OAB/DF lançará a cartilha O voto feminino no Brasil: História, luta e democracia, com linha do tempo e marcos legais do sufrágio feminino — além de um recorte sobre desafios atuais, como sub-representatividade e violência política de gênero. Esta iniciativa antecipa as celebrações do Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil.
O que motivou a criação da cartilha e qual impacto vocês esperam gerar com o material?
A cartilha nasce para lembrar, com fatos e marcos legais, tirar essa história da invisibilidade, mostrar que o voto feminino foi conquista, e não concessão. Ao organizar a história em linha do tempo, ela conecta passado e presente e mostra como a democracia perde qualidade quando as mulheres seguem sub-representadas; quer mostrar que a democracia brasileira foi construída também com resistência feminina. Esperamos impacto em educação cívica, debate público e cobertura jornalística, com informação acessível e contextualizada, além de provocar reflexão pertinente.
Por que a representatividade feminina ainda é tão restrita, mesmo após avanços legais?
Porque a política não se resolve só no texto da lei: há filtros de acesso, financiamento desigual, redes fechadas e uma cultura que ainda cobra “pedágio” maior das mulheres. E mostra que o ciclo não se encerra: medidas mais recentes — como cotas e normas contra violência política — respondem a barreiras ainda atuais. Além disso, fatores como assédio e desigualdades no mundo do trabalho afetam autonomia, tempo e segurança para disputar espaço público. O resultado é um funil que mantém a presença feminina abaixo do que a sociedade já é. Quando a gente conhece o caminho percorrido, vota com mais consciência — e defende a democracia com mais coragem.
Como a violência política de gênero aparece hoje?
Ela aparece como tentativa de silenciar ou deslegitimar mulheres na vida pública, por meio de ataques pessoais, intimidações, campanhas de difamação e constrangimentos que miram gênero, corpo, maternidade ou vida privada, essa violência se reproduz rápida e especialmente nas redes sociais. Muitas vezes, não é um episódio isolado: é método para afastar mulheres da disputa e do exercício do mandato. A cartilha trata disso como um desafio contemporâneo central para a democracia.
Como escolas, instituições e a sociedade podem usar a cartilha?
Como ferramenta prática: a linha do tempo permite trabalhar o tema em sala de aula, formações e rodas de conversa, sem perder rigor histórico. O material ajuda a transformar a data em reflexão: o que foi conquistado, o que ainda falta e por quê. Também serve de apoio para imprensa e instituições tratarem o assunto com contexto, e não apenas como efeméride.
Como a OAB tem atuado para promover avanços na participação feminina nos espaços de poder?
A OAB atua ao dar visibilidade institucional ao tema, produzir conteúdo qualificado e sustentar o debate público com base histórica e jurídica. A cartilha é parte desse esforço: reforça direitos, aponta obstáculos e chama atenção para a necessidade de condições reais de participação, inclusive proteção contra violência política. É uma agenda de democracia e cidadania, não de ocasião.
Que mensagem a senhora deixaria para jovens mulheres que desejam participar da política ou da vida pública?
Que o voto foi só começo! A participação não deve ser exceção, mas regra democrática. As mulheres devem entrar na política e na vida pública com preparo e rede de apoio, sem aceitar a lógica do silenciamento e da intimidação como algo “normal” da política. E que a presença feminina precisa ser plural, porque o país é plural: mulheres negras, jovens, idosas e de diferentes realidades têm direito de representar e de serem representadas. Lembrar o passado, agir no presente e não abrir mão do futuro democrático que ainda estamos construindo.
Por MILA FERREIRA - Em reunião com o PT, o PSol colocou na mesa o…
Em reunião com o PT, o PSol colocou na mesa o nome da dirigente Tetê…
Por MILA FERREIRA - O ativista brasiliense Thiago Ávila não descarta concorrer a um cargo…
O ativista brasiliense Thiago Ávila não descarta concorrer a um cargo público nas eleições de…
Coluna Eixo Capital, publicada em 14 de maio de 2026, por Ana Maria Campos Profissionais…
Coluna Eixo Capital, publicada em 14 de maio de 2026, por Ana Maria Campos Os…