Ibaneis culpa Rollemberg e secretários entregam documentos com indícios de irregularidades ao MPDFT

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ANA MARIA CAMPOS

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse hoje (04/03) que muitas das irregularidades encontradas em contratos nas áreas de saúde e educação ocorreram duranta o governo de Rodrigo Rollemberg. Logo depois da cerimônia de filiação do jornalista José Luiz Datena ao MDB, no Congresso, Ibaneis afirmou que pretende tomar providências para evitar conluios em licitações. “Desde o início do governo Rollemberg aumentou muito o pagamento de contratos de serviços sem cobertura contratual e eu tenho tentado quebrar isso”, afirmou.

Ibaneis reuniu secretários para pedir providências. Todas as suspeitas serão encaminhadas à Controladoria-geral do DF e, se houver indícios de irregularidades, os processos serão enviados ao Ministério Público do DF.

Nesta tarde (04/03), os secretários de Saúde, Osnei Okumoto, e de Educação, João Pedro Ferraz, entregaram à procuradora-geral de Justiça, Fabiana Costa Oliveira Barreto, as informações sobre as possíveis irregularidades encontradas em contratos. Eles estiveram na sede do Ministério Público do DF em companhia do secretário de Justiça, Gustavo Rocha, e do controlador-geral do DF, Paulo Martins.

Osnei entregou documentação referente aos contratos e licitações da pasta. De acordo com levantamento, alguns contratos indenizatórios são de mais de onze anos, o que impede a realização de licitação regular. Já a documentação da Secretaria de Educação será encaminhada na próxima segunda-feira (09/03).

A licitação do frango para a merenda é um dos objetos a ser avaliado pelo Ministério Público. O valor do contrato passa de R$ 42 milhões.

Para reforçar o combate a práticas ilegais, o governador Ibaneis Rocha editou decreto que determina ações de controle sobre contratações emergenciais sem licitação e despesas sem cobertura contratual pelos órgãos e entidades do GDF.

Rollemberg reagiu às críticas: “Alguém tem que avisar ao Ibaneis que sou o único governador do DF dos últimos anos que teve todas as suas contas aprovadas pelo TCDF no ano seguinte ao final de seu mandato.”, afirmou ao Correio.

E acrescentou: “Na Saúde reduzimos a praticamente zero os serviços prestados de forma indenizatória. Ele já deixou vencer o de manutenção de mamógrafos, telefonia VOIP, limpeza, entre outros“.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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