Não é fácil a vida de quem perde a eleição. A amizade com o presidente Jair Bolsonaro não foi suficiente para o deputado Alberto Fraga (DEM/DF) conseguir manter o emprego de sua filha Bruna Brasil Fraga no Palácio do Planalto. Ela foi exonerada hoje (08/01) do cargo de assessora da Secretaria Especial de Relações Institucionais da Secretaria de Governo da Presidência da República, código DAS 102.4. O salário bruto corresponde a R$ 9.926,00.
Bruna foi exonerada pelo General Carlos Alberto dos Santos Cruz, chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República.
Líder da bancada da bala, Fraga, chegou a ser cotado para assumir uma função na área de articulação política no Palácio do Planalto. Mas a nomeação não saiu porque o deputado federal sofreu condenação por concussão (exigência de vantagem indevida em função do cargo) no ano passado, durante a campanha eleitoral.
O parlamentar, segundo avaliação do meio político, tinha grande chance de se reeleger deputado federal ou senador. Mas optou por disputar o mandato de governador do DF e perdeu a eleição. Ficou em sexto lugar na corrida ao Palácio do Buriti, atrás de Ibaneis Rocha (MDB), Rodrigo Rollemberg (PSB), Rogério Rosso (PSD), Paulo Chagas (PRP) e Eliana Pedrosa (Pros).
Nos próximos quatro anos, estará sem mandato. Mas aposta que poderá contribuir com o governo Bolsonaro, de quem é amigo, caso seja revista sua condenação por cobrar vantagens de cooperativas de transporte, quando exercia cargo de secretário de Transporte.
Nesta tarde, possivelmente para desmentir rumores, Fraga publicou no seu perfil no Instagram uma foto com Bolsonaro, com a seguinte legenda: “Recordar é viver! Queiram ou não, essa amizade é de longo tempo! Selva!”.
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