De delegado a articulador nacional

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Texto escrito por Ana Maria Campos e publicado neste sábado (28/2) — O conselheiro Renato Rainha, do Tribunal de Contas do Distrito Federal, vai ampliar o raio de atuação em 2026. Ex-delegado de polícia, ele foi indicado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) para integrar a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), principal articulação nacional de enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro. A escolha ocorre em um momento sensível: o país ainda digere fraudes em benefícios do INSS, investigações sobre operações financeiras suspeitas e o avanço de organizações criminosas sobre contratos públicos. Rainha atuará no Gabinete de Gestão Integrada da Estratégia, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Vai levar à mesa da ENCCLA a experiência de quem já esteve dos dois lados: na investigação policial e na fiscalização de contas públicas.

Ibaneis vai enfrentar Bia Kicis e Michelle Bolsonaro

O governador Ibaneis Rocha (MDB) vai registrar a candidatura ao Senado, mesmo diante da possibilidade de concorrer com a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e com a deputada federal Bia Kicis, do PL. Ibaneis disse ao Correio que nunca cogitou disputar um mandato de deputado federal, como alguns parlamentares sugerem, como forma de manter a aliança com o PL. O governador considera legítima a possível candidatura de Bia Kicis, como afirmou em entrevista publicada na quinta-feira. Mas a pretensão dele de concorrer ao Senado é anterior aos planos do PL e Ibaneis aparece bem-colocado nas pesquisas.

Momento de escolha

O problema para aprovar o projeto de capitalização do BRB é o momento político. Por mais argumentos que o governo apresente para ajudar o banco, fundamental para o desenvolvimento de Brasília, independentemente das responsabilidades pela crise, os deputados temem que a votação seja usada por adversários políticos no embate da campanha.

Quórum

Uma reunião na tarde de quinta-feira, na casa do deputado Roosevelt Villela (PL), levou o debate à base governista para avaliar o impacto das medidas para ajudar o BRB. Estavam presentes os deputados Wellington Luiz (MDB) — presidente da Câmara —, Joaquim Roriz (PL), o anfitrião, Roosevelt Vilela, Pepa (PP), Martins Machado (Republicanos), Jane Klebia (Republicanos), Eduardo Pedrosa (União), Thiago Manzoni (PL), Robério Negreiros (PSD), Hermeto (MDB), que é líder do governo na Câmara, Iolando (MDB) e Rogério Morro da Cruz (PRD). Da base governista, não participaram Pastor Daniel de Castro (PP), João Cardoso (Avante), Jorge Vianna (PSD), Jaqueline Silva (MDB) e Daniel Donizet (MDB).

Prevenir é o melhor remédio

A aposta é na integração de dados, na análise de risco e na identificação de inconsistências em licitações, parcerias e movimentações financeiras. No TCDF, Rainha tem se dedicado à análise de contratos, fundos e demonstrações contábeis, setor onde, muitas vezes, surgem os primeiros sinais de irregularidades. A estratégia nacional reúne Judiciário, Ministério Público, polícias e órgãos de controle para definir metas anuais de aperfeiçoamento legislativo e ferramentas de rastreamento financeiro. Em 2026, com pressão crescente por mais transparência, o discurso é claro: prevenção custa menos do que escândalo.

Aposta

Muita gente do meio jurídico apostando que, apesar de ser promotor de Justiça e jovem, aos 47 anos, o procurador-geral de Justiça do DF, Georges Seigneur, estará na lista tríplice a ser eleita pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para a vaga aberta com a morte do desembargador Maurício Miranda. Acredita-se que pode haver uma exceção no critério de antiguidade, que prestigia procuradores em vez de promotores nessas ocasiões.

Paulo Maurício: “Não vamos permitir o uso da OAB-DF para campanhas políticas”

A OAB-DF se antecipou ao Conselho Federal da Ordem e aprovou uma resolução que veda a participação de seus integrantes em candidaturas e campanhas para as eleições deste ano. Quem quiser participar do pleito, direta ou indiretamente, terá de renunciar ao cargo. “Queremos evitar o uso político da OAB-DF. Não vamos nos envolver, seremos apartidários. Nem vamos permitir que as estruturas da seccional sejam usadas para campanhas e divulgação de candidaturas”, explica o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, o Poli. Sabatinas ou debates dentro das unidades da entidade não serão permitidos. A decisão poderia ter sido tomada pelo próprio presidente, mas, diante da importância da medida, foi submetida ao Conselho Pleno da OAB-DF, que aprovou na noite de quinta-feira.

Paulo Octávio: 90% dos brasileiros nunca visitaram Brasília

Durante o Plano de Voo 2026, da Amcham Brasil — maior câmara americana fora dos Estados Unidos e a maior associação multissetorial do Brasil — o empresário Paulo Octávio destacou os diferenciais competitivos de Brasília. Segundo ele, segurança e qualidade de vida são ativos estratégicos da capital. “Aqui ainda é uma cidade onde se pode trabalhar, produzir e circular com tranquilidade”, afirmou. Para o empresário, esse ambiente favorece investimentos e geração de negócios. Paulo Octávio defendeu, ainda, o turismo como vetor de desenvolvimento do DF. Ele lembrou que mais de 90% dos brasileiros nunca visitaram Brasília. Para o empresário, ampliar voos e conexões internacionais é essencial.

Ronayre Nunes

Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). No Correio Braziliense desde 2016. Entusiasta de entretenimento e ciências.

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Ronayre Nunes
Tags: articulação politica

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