ANA VIRIATO
Representantes do governo se reuniram com professores nesta segunda-feira (03/04) para discutir a paralisação da categoria. A proposta oficial prevê o pagamento das licenças-prêmio atrasadas, que somam cerca de R$ 100 milhões, até o fim do ano. Mas o governo não avançou na negociação de outros itens da pauta de reivindicações, como o repasse da terceira parcela do reajuste salarial e o aumento do tíquete-alimentação. Os professores têm uma assembleia marcada para esta terça-feira (04/04) e, durante o encontro, vão avaliar a proposta do governo.
Mas a oferta do GDF decepcionou os servidores. “A luta da categoria é muito mais ampla. A quitação das pecúnias em atraso é algo importante. Porém, temos outras reivindicações, como a definição de uma data para que o Plano Distrital de Educação entre em vigência e o pagamento do reajuste”, argumentou o diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro/DF), Dimas Rocha. “Amanhã, cobraremos uma nova rodada de reuniões. Precisamos de mais diálogo”.
Participaram da reunião o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o secretário-adjunto de Fazenda, Wilson José de Paula; o secretário de Educação, Júlio Gregório; o titular da subsecretaria de Gestão dos Profissionais da Educação, Isaias Aparecido; e o porta-voz do governo, Paulo Fona.
A categoria cruzou os braços em 15 de março. Os docentes reivindicam o pagamento da última parcela do reajuste salarial, concedido durante a gestão de Agnelo Queiroz, a quitação de benefícios atrasados e o cumprimento do Plano Distrital de Educação (PDE) — a Meta 17 prevê a equiparação dos salários de professores com a média dos vencimentos das demais carreiras do setor público de nível superior.
Após o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) identificar a ilegalidade da greve dos professores e estabelecer uma multa de R$ 100 mil por dia de paralisação, o Ministério Público do DF recomendou que os pontos dos servidores sejam cortados enquanto durar o movimento. O órgão ainda determinou à Secretaria de Educação que a pasta garanta aos docentes não grevistas o direito de trabalhar.
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