Crédito: Professor Israel/Divulgação. Brasil. Brasília - DF
Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos
Deputado Professor Israel Batista (PV/DF), membro da Comissão Especial da Reforma da Previdência
Qual é a sua opinião sobre a reforma da Previdência em tramitação no Congresso?
Mudanças são normais ao longo do tempo. No entanto, a proposta atual de reforma destrói a previdência. Dificulta o acesso à aposentadoria, reduz benefícios e, tão grave quanto tudo isso, retira receitas do sistema entregando-as aos bancos por meio da capitalização. Veja o caso dos professores, a única categoria em que a idade mínima de homens e mulheres foi igualada, e a exigência de 30 anos de contribuição, contra 20 da regra geral, dará direito a apenas 80% do benefício.
O que precisa mudar?
A situação dos professores, é claro. Apresentarei emenda para excluí-los da reforma. As maldades com pensões, invalidez, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural também precisam ser revertidas. Além disso, a capitalização destrói as bases de financiamento do sistema e gera crise fiscal permanente.
Como você pode trabalhar para melhorar o texto?
Além de propor a retirada completa dos professores, também apresentei outra sugestão alternativa para estabelecer uma regra de transição transparente, inspirada nos militares, com 17% de pedágio sobre o tempo que falta para se aposentar. De acordo com essa segunda proposta, uma professora que tenha 24 anos de contribuição e falte apenas um ano para se aposentar pagará um pedágio proporcional de 2 meses a mais, se aposentando com um total de 25 anos e 2 meses (de pedágio) e não com os 40 anos propostos pelo Governo.
Acredita que passe no Congresso?
É preciso considerar a reforma, mas não podemos destruir a Previdência. O parlamento tem que propor alternativas a um modelo que preserva apenas os interesses dos bancos.
Há privilégios? Quem foi poupado?
Claro que há. O 1% mais rico foi totalmente preservado. Não apenas isso, os bancos aumentarão seus lucros frente à maioria da população, que ficará desprotegida. A proposta também não trata de renúncias fiscais. Grandes fortunas permanecem intocadas, enquanto os mais pobres, trabalhadores, professores, servidores públicos, enfim, quase toda a população é sacrificada.
Quem foi mais atingido?
Os mais pobres e as mulheres. O aumento da idade mínima e do tempo de contribuição significa que o trabalhador mais desfavorecido não se aposentará. Se conseguir, terá direito apenas a 60% do benefício. A exclusão entre as mulheres, com mais dificuldade de contribuir por causa da dupla jornada, será ainda maior.
Acha que os militares devem ter tratamento especial?
Sem dúvida, assim como professores e outras categorias sujeitas a condições de trabalho mais penosas e arriscadas. Não se trata de privilégio nesses casos.
Coluna Eixo Capital, publicada em 14 de maio de 2026, por Ana Maria Campos Profissionais…
Coluna Eixo Capital, publicada em 14 de maio de 2026, por Ana Maria Campos Os…
Coluna Eixo Capital, publicada em 13 de maio de 2026, por Ana Maria Campos Pesquisa…
Coluna Eixo Capital, publicada em 13 de maio de 2026, por Ana Maria Campos A…
Por Ana Maria Campos A crise no BRB inflamou o debate sobre o repasse de…
ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL Na visão de criminalistas, o simples fato de Paulo Henrique Costa…