Coluna Capital S/A de 30 de setembro
Entre os milhares de candidatos a uma vaga de deputado distrital e de deputado federal, há nomes que saíram da atuação em entidades empresariais. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, é um deles. Saiu do PT para aceitar o convite do PDT para se candidatar a deputado federal. Um nome que tem torcida do setor produtivo local é o do ex-secretário de Governo do DF, José Humberto Pires, candidato a federal pelo MDB. Ele foi presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e é, atualmente, vice-presidente nacional do GS1 Brasil, entidade internacional responsável por comunicação empresarial, mais conhecida por ter implantado código de barras. Neto Rodrigues, presidente da AgenciAuto, é candidato a distrital pelo Podemos.
Convites não aceitos
O presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, é filiado ao Partido Novo, e foi bastante cogitado a ser suplente de Sebastião Coelho ao Senado e até vice na chapa da Kiko Caputo. Romeu Zema incentivou o empresário a sair a um cargo no legislativo também. Mas Abritta não aceitou, para continuar se dedicando totalmente ao mandato empresarial. Tem como colega de partido o presidente do Sindicato das Imobiliárias (Secovi-DF), Eduardo Pereira, que não saiu candidato, mas está engajado nas campanhas de Kiko e de Zema.
Fecomércio, Fibra e Sebrae
O presidente da Fecomércio DF, José Aparecido Freire, chegou a ser assediado por partidos, mas ele reafirmou que mantém posição apartidária. Quer preservar a interlocução institucional com todas as vertentes. O presidente da Fibra, Jamal Bittar, também não se envolveu em candidaturas locais diretamente. Mas, em nível nacional, não esconde seu voto para o presidente Lula (PT). O ex-superintendente do Sebrae-DF Valdir Oliveira e atual gerente nacional do Sebrae é filiado ao PSB e está engajado na campanha de Ricardo Cappelli ao GDF e de Lula para presidente. Já Rose Rainha, a atual líder do Sebrae-DF, é filiada ao MDB e está ao lado de Celina Leão (PP).
IBPE sobre MP das Bets: “método autoritário”
O Instituto Brasileiro de Política e Economia (IBPE), entidade multissetorial, sem fins lucrativos, que reúne empresas e associações de diferentes segmentos da economia, manifestou “profunda” preocupação com a Medida Provisória nº 1.394/2026, que determinou o fim da exploração das apostas de quota fixa no Brasil. “O IBPE não se manifesta sobre a conveniência da atividade em si, mas sobre o método autoritário adotado: um setor regulamentado, operado por meio de outorgas e autorização, foi extinto por decisão unilateral do Executivo, sem qualquer debate com a sociedade por meio do Congresso Nacional, que a representa”, destacou, em nota oficial. A entidade é atual parceira técnica da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
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