Adversários de Celina cobram que seja aberta a “caixa preta” do BRB, em debate de candidatos ao GDF

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Banco está há um ano sem publicar demonstrações financeiras oficiais

Por SAMANTA SALLUM

A crise do Banco Regional de Brasília (BRB) foi um dos temas centrais do debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal, na noite de domingo (09/08). Os candidatos de oposição cobraram a divulgação do balanço oficial do banco para que eles e a sociedade possam ter conhecimento da real situação financeira da instituição.

José Roberto Arruda (PSD), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (NOVO) questionaram as informações parciais que vêm sendo divulgadas nos últimos meses pelo BRB e pelo GDF sobre as condições do banco. E pressionaram Celina Leão a abrir a caixa-preta do BRB durante o debate promovido pela Band TV.

O último balanço divulgado foi no 2º trimestre de 2025, quando o banco registrou lucro no primeiro semestre. Desde então, os prazos obrigatórios de transparência não foram cumprido. O escândalo das operações fraudulentas com o banco Master veio a tona no início de novembro de 2025 e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa foi preso em abril deste ano.

A governadora Celina Leão reagiu às cobranças, afirmando que assumiu o mandato há quatro meses e que tem se empenhado na resolução da crise. E destacou as medidas de equilíbrio fiscal do GDF. Reforçou que pegou o governo com R$ 5 bilhões de déficit. E, que a previsão, com cortes de gastos, é fechar o ano com superávit de R$ 3 bilhões. Os números foram também questionados pelos candidatos adversários.

O processo de empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB está travado, não andou como se esperava depois do acordo judicial, no Supremo Tribunal Federal, em maio, com o Ministério da Fazenda. A direção do banco só quer divulgar o balanço depois do aporte financeiro para poder comprovar a solidez financeira.

Perda de Clientes

Dados do Banco Central apontam que o BRB perdeu cerca de 791,9 mil clientes (uma queda de 8,1%) entre o fim de 2025 e meados de 2026, reduzindo a base de vínculos de 9,8 milhões para pouco mais de 9 milhões.

O GDF tem esperança, agora, de que a audiência com o ministro Fux, na próxima quinta-feira, faça o processo andar de novo. Já que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não se mostra receptivo à operação de empréstimo.

Acompanhe a Capital S/A na TV Brasília às terças e às quintas-feiras, 18h30, no JL ao vivo

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