As voltas que o mundo dá: o sobe e desce de Paulo Henrique e Nelson Souza no BRB

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Coluna Capital S/A de 27 de novembro

Por SAMANTA SALLUM

Nelson Souza era para ter assumido a presidência do Banco Regional de Brasília (BRB) no início da primeira gestão de Ibaneis Rocha, em 2019. Foi convidado, mas havia perspectivas ainda na presidência da Caixa Econômica Federal e pediu um tempo. Assim, foi no lugar o seu então vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa. Paulo Henrique se desligou da função para assumir a presidência do BRB no final de janeiro de 2019.

No entanto, com as mudanças políticas naquele ano, Nelson acabou não percebendo na Caixa. E tempo depois, participou, sim, da gestão do BRB, como membro do Conselho Administrativo. Começou, no entanto, a incomodar Paulo Henrique, talvez com receio de ser substituído. Pois Nelson tinha olho experiente na gestão de banco.

Paulo reclamou com o governador Ibaneis Rocha que Nelson estaria atrapalhando. O que se sabe é que Nelson saiu do Conselho. Agora, anos depois, irá assumir a presidência da BRB com o afastamento de Paulo Henrique em meio à operação Compliance Zero. Já teve o nome aprovado pela Câmara Legislativa e pelo Banco Central.

Situação diferente ocorreu com Celso Eloi de Souza Cavalhero, o superintendente da Caixa Econômica Federal anunciado primeiramente por Ibaneis, em meio à crise, como sucessor de Paulo Henrique. A repercussão no Banco Central não teria sido boa e Eloi não teria apoio nem para assumir uma diretoria.

Também se sabe que a relação de Ibaneis com Paulo Henrique andava desgastada. E que o governador até já queria ter feito a mudança antes.

Presidente do TCDF apoia fala de Fábio Félix

O presidente do Tribunal de Contas do DF (TCDF), Manoel de Andrade, curtiu nas redes sociais um post do deputado Fábio Félix (PSol), que faz oposição ao Palácio do Buriti. No post, o distrital critica o governador Ibaneis Rocha e a vice, Celina Leão, por tentarem criar um falso clima de normalidade em meio ao escândalo do BRB. A curtida de Manoel de Andrade gerou desconforto no Buriti e no TCDF. Vale lembrar que há no tribunal alguns processos envolvendo o BRB.

Apesar do “espanto”, não é a hora de CPI, diz Pedrosa

O presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), afirmou que os distritais foram pegos de surpresa com a vultosa cifra de R$ 12 bilhões investida pelo BRB no Banco Master. “Para nós, foi um espanto. Nem sabia que isso seria possível”, disse à coluna. Mas, segundo ele, não é momento para instalação de uma CPI que poderia prejudicar a imagem do banco e gerar consequências financeiras para a instituição provocando mais insegurança nos clientes.

“Sim, há muito a ser explicado. Mas o novo presidente se comprometeu a nos passar as informações e, com dados mais concretos, analisaremos melhor o que deve ser investigado”, completou.

Ressalvas à operação

O parlamentar foi um dos que, no dia da aprovação pela Casa, em 20 de agosto, chegou a comentar com a coluna que tinha algumas ressalvas à operação e que alguns pontos precisavam ser melhor esclarecidos por parte do BRB. E, ontem, fez um retrospecto do que ocorreu no legislativo local referente àquela votação.

“Nós não autorizamos compra alguma desses tais títulos, carteiras de crédito. Ficamos sabendo pela imprensa agora desta operação. O que nós aprovamos, na época, foi apenas a autorização de possibilidade de negociação do BRB para a compra do Banco Master desde que tivesse o aval do Banco Central. E o negócio acabou nem sendo efetivado”, esclareceu.

Acompanhe a Capital S/A na TV Brasília todas as terças e quintas-feiras, 18h no JL ao vivo.

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