Taxa das blusinhas reduz compras on-line de produtos chineses

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Coluna Capital S/A de 28 de outubro

Por SAMANTA SALLUM

Antes isentas de taxação, as compras por sites de importação de produtos, principalmente chineses, sofreram impacto com a cobrança de  impostos pelo governo brasileiro. Aumentou de 13% para 38% o total de consumidores que desistiram de comprar desses sites internacionais por causa do custo com o Imposto de Importação. É o que mostra a pesquisa Retratos do Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus.

O levantamento compara dados sobre hábitos de consumo da população em maio de 2024 com outubro de 2025. Segundo a pesquisa, a desistência por causa da chamada “taxa das blusinhas” fez subir de 22% para 32% o número de pessoas que foram atrás de um produto similar com entrega nacional. A desistência definitiva por compra do exterior ficou em 42%.

Depois de polêmicas, em 2024, o governo brasileiro fixou alíquota de 20% sobre compras de até US$ 50 feitas em plataformas internacionais de e-commerce, de roupas e eletrônicos a utensílios domésticos e produtos de beleza.

A medida serviu para tentar coibir compras internacionais de empresas brasileiras disfarçadas de compras de pessoa física. Ao adquirir os produtos estrangeiros, antes sem taxa, as empresas revendiam os itens obtendo lucro e driblando a Receita Federal.

Processo por sonegação do DF

Somente no DF, um empresário como pessoa física realizou, em um ano, 840 operações de compra de 50 dólares. O caso chamou atenção da Receita do DF que abriu processo contra o empresário por sonegação.

Força para indústria brasileira

Segundo o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, o impacto da taxação das importações de até US$ 50 é positivo para a indústria brasileira, que está sujeita a condições desiguais de competição com outros países.

Defesa por mais restrições de importação

“A implementação do Imposto de Importação é o início de um processo que busca trazer mais justiça e competitividade para a indústria nacional. No entanto, o imposto ainda está em um patamar muito aquém do necessário para chegarmos a esse equilíbrio, pois a carga tributária de outros países é muito menor que a nossa”, destaca o economista.

O que revela a pesquisa:

A desistência por causa do imposto chegou a:

* 51% entre as pessoas com ensino superior;

* 46% entre aqueles com 16 e 24 anos ou 25 a 40 anos;

* 45% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos;

* 42% entre os vivem na região Nordeste

Entidades empresariais esperam “resultados concretos” de Lula e Trump

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) celebraram a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no último domingo, na Malásia. As entidades também esperam que a reunião entre os chefes de Estado avance para “resultados concretos”.

“O anúncio do início das negociações sobre o tarifaço, com disposição real das duas partes para alcançar um acordo, é um passo relevante. Acreditamos que teremos uma solução que vai devolver previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, fortalecendo a indústria e o emprego no país”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Setor de bares e restaurantes sinaliza fim de ano aquecido

O clima de otimismo começa a tomar conta das cozinhas e salões do Distrito Federal. Uma pesquisa realizada pela Abrasel revela que o setor de alimentação fora do lar se prepara para um fim de ano mais movimentado — com expectativa de aumento nas vendas e novas contratações. De acordo com o levantamento, 77% das empresas esperam ampliar o faturamento nos últimos meses de 2025, impulsionadas pelas festas de fim de ano e pelo crescimento no turismo. Entre os empresários otimistas, 40% projetam alta entre 6% e 10% nas vendas, enquanto 14% esperam aumento de 11% a 20%, e 4% acreditam em crescimento acima de 30%. Apenas 7% preveem queda no desempenho em relação ao mesmo período do ano passado.

Contratações temporárias

O cenário também indica fôlego no mercado de trabalho: um em cada quatro empresários (25%) pretende contratar mais funcionários até dezembro, enquanto 69% devem manter o quadro atual e apenas 6% consideram reduzir a equipe.

Desafios a serem superados

Apesar das boas perspectivas, o setor ainda enfrenta desafios. Cerca de 23% das empresas registraram prejuízo em setembro, enquanto 38% ficaram no equilíbrio, e 39% fecharam o mês com lucro. Além disso, 37% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar os preços do cardápio nos últimos 12 meses, e 45% ainda possuem pagamentos em atraso, reflexo da alta dos custos e da dificuldade de repassar aumentos ao consumidor.

Resiliência e menos burocracia

“O resultado da pesquisa reforça a força do empreendedorismo local e a capacidade de adaptação dos empresários. Mas Precisamos de um ambiente de negócios mais favorável, com menos burocracia, mais estímulo ao crédito e desoneração da folha de pagamento. Isso garante que o empresário consiga manter suas portas abertas e continuar gerando oportunidades para milhares de famílias do DF”, aponta presidente da Abrasel-DF, Beto Pinheiro.

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