Estrago no varejo pelos juros altos é equiparável à crise do apagão e à recessão de 2015

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Coluna Capital S/A de 12 de setembro
Por SAMANTA SALLUM

Diante do quarto resultado negativo seguido da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o varejo brasileiro deve continuar pressionado pela combinação de crédito caro, instabilidade no câmbio e desaquecimento da atividade econômica nos próximos meses. A queda de 0,3% divulgada ontem pelo IBGE ficou abaixo da projeção da entidade, que esperava um pequeno avanço de 0,1%. Com isso, no acumulado de 12 meses, o crescimento do setor recuou para 2,5%.

“Somente em duas ocasiões, as vendas do varejo caíram por quatro meses seguidos. A primeira foi em setembro de 2015, no ápice da maior recessão da história recente da economia brasileira; e a segunda em julho de 2021, no auge da crise do apagão. Essa sequência negativa só evidencia o estrago da maior taxa de juros em 20 anos sobre o consumo e a economia”, disse Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio”.

Impacto nos supermercados, mesmo com deflação de alimentos

O setor mais representativo do varejo restrito, de hiper e supermercados, registrou nova queda de 0,3%, mesmo com recuo dos preços dos alimentos. O mês também não foi bom para os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-3,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,9%).

Em contrapartida, móveis e eletrodomésticos (1,5%) e livros, jornais e papelarias (1,0%) mostraram avanço. No varejo ampliado, houve alta de 1,3%, após a retração de 3,1% em junho, puxada por veículos e material de construção.

Incertezas por causa do tarifaço

A Confederação Nacional do Comércio entende que a desaceleração do consumo interno ocorre em um momento de incerteza externa, com a guerra tarifária entre Estados Unidos e Brasil trazendo instabilidade ao câmbio, que oscilou fortemente ao longo de julho. Os efeitos das tarifas americanas, que entraram em vigor em agosto, deverão ser captados nas próximas pesquisas.

Distrito Federal consegue desempenho positivo

Já o comércio do DF cresceu acima da média nacional e deve fechar 2025 em alta. O varejo voltou a registrar avanço em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE. O volume de vendas aumentou em 0,9% em relação a junho, após duas retrações consecutivas.

Assim, a capital federal atingiu o segundo melhor desempenho do país em um cenário nacional de queda de 0,3%. O primeiro foi do Amapá.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado confirma a força do mercado local. “A economia do DF esteve aquecida em julho, impulsionada pela geração de empregos, aumento da renda, além dos eventos e obras que movimentam a cidade”, avaliou.

Crescimento acumulado

De janeiro a julho, o varejo acumula crescimento de 4,2%. No período de 12 meses, a alta é de 4,5%, ainda abaixo dos 5,8% registrados em 2024. Mesmo com a desaceleração, a expectativa é de que o setor encerre 2025 com expansão próxima de 4%, índice considerado positivo diante do cenário nacional.

Celebração jurídica

O escritório Roque Khouri & Pinheiro Advogados celebra 25 anos de atuação, e um evento no Unique Palace vai marcar a data especial. O advogado Paulo Roque é o sócio-fundador do escritório. Também presidente da Comissão de Direito do Consumidor da OAB-DF, chegou, devido à forte atuação na área, a ser candidato ao Senado pelo Novo, obtendo votação expressiva, cerca de 200 mil votos, em 2018.

“Há 25 anos, a Roque Khouri nasceu em uma sala de 30 metros quadrados alugada, uma máquina IBM emprestada, com muito mais sonhos do que certezas. No início, eram muitas as dúvidas, mas também uma determinação inabalável. E nossa direção sempre esteve apoiada em quatro pilares: o cliente no centro, o conhecimento como força, equipe de trabalho sempre focada, tendo a ética como alicerce”, conta Roque.

TCU debate os 35 anos do Código de Defesa do Consumidor

Em 17 de setembro, das 9h às 13h, o Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional), promove o evento “35 anos do Código de Defesa do Consumidor (CDC): Reflexões de como o consensualismo pode auxiliar na entrega de serviços públicos de qualidade ao cidadão”.

O objetivo é auxiliar a população a evitar abusos e encontrar saídas para eventuais entraves em relação à prestação de serviços pela Administração Pública. A mesa de abertura será composta pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo; e pelo titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Paulo Henrique Pereira.

Moção de Louvor

A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal (CMEC-DF), Beatriz Guimarães, recebeu uma Moção de Louvor na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), durante a sessão solene em comemoração aos 60 anos do Conselho Regional de Administração (CRA). A honraria foi entregue pelas mãos do presidente do CRA, Hélio Queiroz, e da deputada distrital Paula Belmonte. Em sua fala, o presidente destacou o trabalho de Beatriz Guimarães à frente do CMEC-DF, ressaltando a dedicação ao fortalecimento do empreendedorismo feminino.

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