Por Samanta Sallum
Na abertura da Conseguro 2025, evento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, alertou aos mais de mil participantes sobre a proposta de obrigar o mercado de seguros a investir reservas em créditos de carbono e a imposição de um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 5% sobre a poupança destinada a planos como o VGBL.
Ele classificou essas medidas como “absurdas”, ressaltando que penalizam o investimento, e não o lucro do setor. O evento foi realizado ontem, em São Paulo, com a presença do ministro do STF, Luiz Fux.
Setor não irá ceder
O presidente da CNseg destacou a necessidade de buscar apoio no Congresso e de manter um diálogo constante com o governo. Ele afirmou que o setor não irá ceder e tem a missão de esclarecer a importância da indústria de seguros e seus produtos.
“Avalanche do risco climático”
Dyogo mencionou uma agenda cheia, incluindo a regulamentação da reforma tributária e das APVs (Aberturas Públicas Voluntárias). Também apontou que, embora o Brasil esteja tecnologicamente preparado, o risco climático é uma “avalanche” que afetará todas as carteiras de seguros, sem a perspectiva de um acordo global que neutralize os efeitos da transição climática.
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