Por Samanta Sallum
Os setores de comércio de bens e de serviços do Distrito Federal apresentaram um desempenho acima do esperado em 2024, superando a média nacional. Segundo o balanço anual divulgado pelo IBGE, o varejo da capital cresceu 5,8%, enquanto o setor de serviços registrou alta de 5,1%. Ambos os índices são maiores que as médias nacionais, de 4,7% e 3,1%, respectivamente, e representaram o melhor desempenho dos últimos 10 anos, considerando os ajustes sazonais. Artigos farmacêuticos, médicos e venda de veículos tiveram destaque nos resultados (veja quadro).
6o melhor resultado no país
No setor de serviços, no acumulado do ano, o DF registrou o 6o melhor desempenho no país, ficando atrás apenas de estados como Amazonas (10,2%), Amapá (7,7%), Rio Grande do Sul (6,2%) e Santa Catarina (6,1%).
Nos últimos 10 anos, em apenas três períodos, houve crescimento no comércio de bens: 2022, com 2,8%; 2019, com 0,7%; e 2014, com 0,1%.
Aumento da massa salarial
O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, explicou à coluna os fatores que contribuíram para o bom desempenho econômico da capital.
“O aumento da massa salarial e a queda no desemprego, que bateu recorde com mais de um milhão de trabalhadores formais, sendo a maior parte no setor de comércio e serviços, impulsionaram a economia e impactaram positivamente o consumo”, afirmou.
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: 14,1%
Móveis e eletrodomésticos: 12,5%
Tecidos, vestuário e calçados: 9,2%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 6,7%
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 5,3%
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -37,3%
Combustíveis e lubrificantes: -0,3%
Veículos, motocicletas, partes e peças: 16,9%
Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo: 14,7%
Material de construção: 2,4%
Serviços de informação e comunicação: 13,7%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 8,2%
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