Governador do Distrito Federal expressou preocupação com a reforma tributária no almoço-debate do LIDE, ao lado de dois ex-adversários de campanha: Paulo Octavio e Izalci Lucas. Ele reforçou sua posição política para pavimentar uma futura candidatura ao Senado, cujas vagas serão disputadas por outras lideranças bolsonaristas
Por Samanta Sallum
Três lideranças políticas que representam a direita na capital federal e que se enfrentaram nas últimas eleições ao governo do DF se uniram hoje para debater a Reforma Tributária. O governador Ibaneis Rocha (MDB), o senador Izalci Lucas (PL) e o presidente do PSD/DF, Paulo Octavio, subiram no palco do almoço do Grupo de Lideranças Empresariais (Lide/DF) com a mesma preocupação em relação ao projeto de lei que vai definir qual será a nova alíquota única de imposto no país.
O trio defendeu que são necessárias mais discussões e análises antes que o texto seja votado no Senado. São contra o regime de urgência no trâmite legislativo feito a pedido do governo federal.
“Essa reforma tributária é uma coisa que preocupa a todos, corremos risco de termos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Isso vai diminuir o consumo, vai diminuir a renda da população e vai diminuir também a produção das empresas”, destacou Ibaneis.
O senador Izalci Lucas é o coordenador do Grupo de Trabalho na CAE do Senado que está analisando o Projeto de Lei Complementar 68/24 (o que regulamenta a reforma tributária) já aprovado na Câmara dos Deputados. Ele foi o convidado palestrante do evento:
“Temos setores econômicos que serão muito impactados. São necessários ajustes no projeto para que segmentos importantes do setor produtivo não sejam penalizados com a reforma”, apontou o parlamentar.
Paulo Octavio apontou que a construção civil é um setor que será prejudicado pelo que foi aprovado na Câmara dos Deputados. “Setor que emprega muito e corre risco de majoração de carga tributária. Essa matéria da reforma é tão complexa, e em vez de simplificar, pode ser não compreendida pela sociedade e pelas empresas, ocasionado até aumento de sonegação”, comentou.
Política no DF
Ibaneis disse que o senador podia contar com ele na união para melhorar o projeto da Reforma. “Isso nos assusta muito, então, nós temos que ter realmente cuidado. Conte comigo, Izalci, eu estou à diposição, qualquer coisa que você precisar”. E depois reforçou: “Eu sou um governador de direita. Não tenho muito alinhamento com a esquerda deste país.” E foi bastante aplaudido pelos cerca de 100 empresários presentes.
Ibaneis reforça a posição política de direita para uma capital federal que tem maioria bolsonarista. E que já tem duas pré-candidatas ao Senado: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL. Isso o deixa numa situação difícil para concorrer ao Senado.
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