Construção Civil cresceu 3,5% no 2º trimestre de 2024, em relação aos primeiros três meses do ano, resultado que ajudou a impulsionar o crescimento geral do setor
Por Samanta Sallum
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforçou que o crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no 2º trimestre de 2024 veio acima das expectativas. De acordo com o IBGE, a indústria foi o segmento econômico com o melhor desempenho entre abril e junho. A CNI considera que a alta de 1,8% do PIB industrial reflete um desempenho muito positivo da atividade do setor.
Consumo e investimento puxam demanda
O crescimento da indústria passa, primeiramente, pelo aumento do consumo, que subiu 1,3%, na comparação com o 1º trimestre do ano; e 4,9%, em relação ao mesmo trimestre de 2023. Na avaliação da CNI, isso se deve ao mercado de trabalho aquecido, em que o número de pessoas ocupadas mantém tendência de alta, bem como ao aumento dos salários.
Altos e Baixos
De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a indústria encolheu 1,4% na passagem de junho para julho. As principais influências negativas para o desempenho vieram dos segmentos de produtos alimentícios, celulose e papel, derivados de petróleo e indústrias extrativas. Em junho havia registrado avanço expressivo, de 4,3%. A indústria brasileira vive altos e baixos em 2024. Para o restante do ano, o mercado estima um crescimento tímido.
Revisão de Expectativas da CBIC
A Construção Civil cresceu 3,5% no 2º trimestre de 2024, em relação aos primeiros três meses do ano, resultado que ajudou a impulsionar o crescimento da Indústria (+1,8%). O desempenho do setor também foi superior ao observado pela economia brasileira (+1,4%) no período.
O bom ritmo de atividade em 2024 já levou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) a revisar as suas expectativas para o crescimento do setor neste ano, de 2,3% para 3,0%.
Minha Casa, Minha Vida
“O mercado de trabalho nacional resiliente, as novas condições do Programa Minha Casa, Minha Vida, a redução, mesmo que modesta, da taxa de juros, são alguns dos fatores que contribuem para explicar o resultado do setor e indicam boas perspectivas de desempenho para o segundo semestre e para 2025”, destacou Ieda Vasconcelos, economista da CBIC.
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