Segundo o levantamento da concessionária, o perfil do passageiro que visita Brasília é do sexo masculino, tem entre 35 e 39 anos, passa dois dias, vem do Sudeste e trabalha em empresa privada
Por Samanta Sallum
A Câmara de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio-DF agora conta com a participação do representante da Inframerica, Daniel Dumaresq Del. A empresa, que administra o Aeroporto de Brasília, entrou para o time de conselheiros da entidade, e logo no seu primeiro encontro apresentou o perfil dos turistas que tem Brasília como destino. Segundo os dados coletados ao longo de um ano entre os passageiros, 56% dos visitantes que desembarcam em Brasília por via aérea vem a negócios.
Segundo o levantamento da Inframerica, o perfil do passageiro que visita Brasília é do sexo masculino (54%), tem entre 35 e 39 anos (28%), passa dois dias (27%), vem do Sudeste (62%) e trabalha em empresa privada (38%). Entretanto, esse é um recorte geral. A pesquisa também traz detalhes sobre os visitantes que vêm a lazer (25%), visitar parentes (11%) e por outros motivos (8%).
A segunda maior região de origem dos passageiros é o Nordeste (18%), seguida de Sul (12%), Norte (5%) e Centro-Oeste (3%).
“O que nos chama atenção também é que o Sudeste, especialmente os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, segue liderando o ranking de regiões de origem dos passageiros, não só do turista corporativo, mas de todos os outros perfis, como os de lazer e visita a parentes e amigos”, destacou Dumaresq.
Voos para todas as capitais
Atualmente, 95% da movimentação do Aeroporto de Brasília é de voos nacionais. O terminal aéreo é o único do país com voos para todas as capitais do Brasil. Com isso, Dumaresq propôs a criação de um plano de turismo doméstico por meio da Câmara de Turismo, visando atender os interesses e necessidades desse público. “Precisamos pensar em cada recorte de perfil de passageiro e o que nós, como Brasília, podemos oferecer de experiências”.
O coordenador-líder da Câmara de Turismo, Luiz Otávio Neves, avalia a pesquisa da Inframerica como uma oportunidade de propor ações assertivas. “Os dados poderão ser usados para melhorar a receptividade da cidade. Nós queremos potencializar muito a área de promoção de Brasília.”
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