Setor produtivo aprova cautela em redução da Selic

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Por Samanta Sallum

Embora alguns analistas tenham apostado em um corte mais radical, de 0,75 ponto porcentual (p.p), entidades ligadas ao comércio entendem que a redução de 0,5 (p.p.) é apropriada, pois os juros mais longos estão subindo consistentemente frente ao receio da política fiscal.

Somente nos primeiros seis meses do ano, o governo já atingiu um déficit fiscal de R$ 100 bilhões, o que mostra uma postura expansionista que ameaça pressionar a demanda no futuro.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) surpreendeu positivamente, ao registrar um aumento de apenas 0,23%, abaixo das expectativas do mercado, que esperava 0,28%, indicando um cenário inflacionário relativamente estável.

Fecomércio DF

A Fecomércio-DF e o setor produtivo da capital federal receberam com entusiasmo a notícia sobre nova redução da taxa Selic para 12,75% ao ano. “Feito de maneira correta e cautelosa, o corte de 0,5 eleva a expectativa de melhoria no ambiente de negócios, principalmente para o período de vendas de fim de ano”, avaliou o presidente da entidade, José Aparecido Freire.

Segundo ele, a decisão do Banco Central é boa para todo o empresariado do país. “Os juros mais baixos permitirão maior capacidade de planejamento e investimento, possibilidade de aumento nas vendas no Dia das Crianças, Black Friday e Natal, com geração mais empregos e renda para a economia do Distrito Federal e de todo o país”, reforçou.

Reforma Administrativa

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a Selic, é correta, considerando o aumento do preço do petróleo e incertezas da política fiscal.

Ainda segundo a entidade, o corte de gastos e a Reforma Administrativa são essenciais para manter a redução de juros em 2024 e para melhorar as condições de investimento, receita, renda e emprego do setor privado nos próximos anos.

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