Lula quer trocar Bolsa-Família por novos CNPJs

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Projeto, em parceria com empresariado, quer garantir meio de sustento próprio a quem hoje recebe auxílio

Por Samanta Sallum

Uma ação de estímulo ao empreendedorismo será intensificada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome do governo Lula. O ministro Wellington Dias se reuniu ontem com representantes do setor produtivo do Distrito Federal para criar um GT que vai elaborar a parceria. O objetivo é que entidades do comércio e da indústria capacitem os beneficiários do Bolsa-Família para que possam ser empreendedores.

“Não assumi esse cargo para manter a fome, mas para acabar com ela”, reforçou Dias. A meta é promover a inclusão socioeconômica para que os beneficiários do Bolsa-Família possam garantir a sua própria renda e não precisem mais do auxílio do governo. A proposta é que o projeto piloto seja na capital federal.

Fundo

O MDS vai ter um fundo de R$ 1,1 bilhão com perspectiva de chegar a R$ 3 bilhões. Os recursos serão para dar suporte aos novos empreendedores em suas atividades.

Participaram da reunião, no ministério, o vice-presidente da Fibra, Pedro Henrique Verano; o presidente da Fecomércio, José Aparecido Freire; e Marco Tulio Chaparro, presidente do Sindicato das Empresas de Serviço de Informática do Distrito Federal – Sindesei/DF. Eles foram levados pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT).

“O desafio é o governo local e o federal juntos com o setor privado, indústria, comércio, Sistema S, olharmos para a realidade de milhões de pessoas que estão na extrema pobreza. Muitas com benefícios do Bolsa-Família, e que querem uma oportunidade, uma qualificação para o emprego e para o empreendedorismo”, disse o ministro.

No Distrito Federal há cerca de 170 mil pessoas cadastradas no Bolsa Família. “Meu desejo é que a gente possa agora dar passos nessa direção de ter o DF como uma referência no Brasil em redução da pobreza e extrema pobreza”, completou Welllington Dias.

O deputado Chico Vigilante foi o articulador da reunião. “Fico feliz de o setor produtivo demonstrar interesse em participar. Pois ninguém gosta de ficar recebendo o benefício do governo eternamente. As pessoas querem emprego”, ressaltou.

Exclusão digital

O presidente do Sindesei/DF explicou ainda que uma das preocupações do governo federal é a dificuldade de acesso ao mundo digital pelas camadas mais vulneráveis da população.

“Isso atrapalha essas pessoas até de terem acesso aos programas sociais. Queremos colaborar com sugestões para diminuir a quantidade de pessoas em situação de miséria neste país com políticas construídas em conjunto com o governo”, destacou Marco Tulio Chaparro.

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