Venda de armas de fogo e heroína na Darknet é alvo da PF e do FBI

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Um israelense residente no Brasil era um dos líderes da organização criminosa que conectava usuários de internet com marketplaces da Darknet. Assim, era possível comprar armas ilegais, software nocivo s e ferramentas de hacking, dados financeiros roubados, heroína e fentanil, além de outros produtos contrabandeados.

O Site DeepDotWeb recebeu mais de US$ 8 milhões em compras ilegais. O cidadão israelense residente no Brasil se declarou culpado, em 31 de março, em um tribunal dos EUA, por seu papel na organização criminosa.

O FBI colaborou com a Divisão Cibernética da Polícia Federal brasileira durante as investigações do caso, que mobilizou diversos órgãos policiais no mundo, entre eles o israelense, o holandês, a Equipe Europol Darkweb, o Escritório da Polícia Criminal Federal da Alemanha e a Agência Nacional do Crime no Reino Unido.

Documentos judiciais apontam que o israelense Tal Prihar, 37 anos, fornecia aos usuários links diretos para mercados ilegais da Darknet, que não são acessíveis por meio de mecanismos de busca tradicionais. Pelo serviço, recebeu  pagamentos de propina dos marketplaces em moeda virtual, aproximadamente 8.155 bitcoins (um valor que equivale a, em média, US$ 8,4 milhões, com base no valor de negociação de bitcoin no momento das transações).

Para ocultar a natureza e a fonte desses pagamentos ilegais, Prihar transferia os valores de sua carteira de bitcoin DDW para outras contas de bitcoin e bancárias que ele controlava.

Segundo o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, “os mercados ilegais minam a segurança dos cidadãos e facilitam as redes criminosas. Trabalhando em conjunto e com parceiros internacionais, os EUA e o Brasil estão enfrentando esses riscos”.

samantasallum

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