Crédito: Agência Brasília
Rodoviária do Plano Piloto, Torre Digital, CEB e Metrô estão na lista de privatizações do GDF. O leilão para a venda da CEB será em 4 de dezembro, na Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo o governador Ibaneis Rocha, o Metrô é a próxima empresa pública a seguir o mesmo caminho, no início do ano que vem. Também há projeto de parceria público-privada para gerir a rodoviária. E foi assinado, ontem, contrato de concessão, por 15 anos, da Torre de TV Digital.
O Banco Regional de Brasília e a Caesb, no entanto, estão fora da lista. O governador afirmou que as empresas se recuperaram. Comemorou o lucro do banco e milhares de novas contas abertas.
“Algumas empresas públicas representam custo muito elevado para o Estado. É preciso resolver isso e oferecer serviços mais eficientes à população. Eu não esperava ter de vender a CEB. Como candidato ao governo, não tinha conhecimento da situação dramática em que estava a empresa. Vendemos ou perdemos a concessão”, afirmou Ibaneis.
As privatizações, especialmente a da CEB, foram assunto de destaque na reunião do Grupo de Lideranças Empresariais (Lide) do DF, presidido pelo empresário Paulo Octávio, Ibaneis foi palestrante convidado no evento, que ocorreu no Brasília Palace.
O custo do Metrô é de R$ 900 milhões por ano. E a dívida da CEB, de R$ 800 milhões.
Reação positiva do setor produtivo
Ibaneis agradeceu aos presidentes do fórum produtivo do DF, Francisco Maia, e da Fibra, Jamal Bittar, pela união de forças no período.
“É importante destacar que nossos pleitos estão sendo muito bem atendidos. Existe um diálogo entre a Fecomércio e o governo que funciona bem”, disse Maia. Ele aponta, por exemplo, a aprovação do Refis 2020 e o projeto do Corredor Cultural da W3 Sul, que fará parte da reforma na avenida.
Ibaneis também parabenizou o anfitrião do evento, Paulo Octávio, pelas iniciativas do Lide, reforçando que o governo atual se aproximou do segmento.
Segundo Paulo Octávio, existe uma sinergia entre o setor privado e o governo que está produzindo resultados.
“Onze meses depois do último encontro presencial do Lide Brasília, voltamos a nos reunir em um momento importantíssimo. A economia teve de se reinventar. A posição da iniciativa privada é de cooperação com o governo. Não chegamos ao fim do ano com as previsões catastróficas do início da pandemia. Mas o esforço tem de continuar, e é preciso ouvir quem governa a cidade para debater 2021.”
Centros de distribuição
Apesar da pandemia, o clima era de otimismo no evento do Lide. Empresas estão buscando Brasília para sediar novos negócios. Uma delas é a rede de supermercados Comper.
“Brasília deve assumir o papel idealizado por Juscelino Kubitschek de ser um polo de integração comercial entre o Norte, o Nordeste, o Sul e o Sudeste. E é nessa perspectiva que temos investido. Conseguimos que várias empresas grandes viessem para a cidade e instalassem aqui seus centros de distribuição”, destacou Ibaneis.
R$ 1 bilhão
Investimento dos supermercados Comper no DF
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