Repetindo o passado

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade

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Foto: brasil.gov.br

 

É sabido, por aqueles que se dedicam ao estudo da história, que a condenação de atos do passado não possui a força necessária de fazer reverter o presente. Portanto, nada mais inócuo do que julgar fatos históricos. No entanto, ao analisar racionalmente o passado, com os olhos do presente, é possível empreender uma correção de rumos, capaz de mudar o que seria a história futura.

O problema com esse refazer de caminhos acontece quando não aprendemos com as antigas experiências, principalmente, aquelas que nos conduziram a perigosas encruzilhadas. Esse parece ser o caso do despertar do interesse nacional pelas áreas do interior do Brasil, fato esse catalisado pela transferência da capital para o Centro-Oeste nos anos 1960.

O que, a princípio, mostrou-se uma empreitada de absoluto sucesso estratégico, capaz de tornar realidade a posse efetiva do país pelos brasileiros, voltando os olhos da nação para as imensas riquezas e possibilidades do cerrado, parece que vai se transformando numa espécie de pesadelo a ameaçar a existência desse que ainda é o segundo maior bioma nacional. Depois da Amazônia, nada se compara ao cerrado em biodiversidade.

A questão central com o Cerrado é que nosso conhecimento sobre esse delicado e complexo bioma ainda é incipiente, o que é um perigo dadas as atuais extensões de áreas já efetivamente desmatadas para as atividades agrícolas e pecuárias, comandadas pelas forças pantagruélicas do agronegócio. Essa região, que abrange quase um quarto do território brasileiro, está, em sua maior parte, assentado sobre as maiores bacias hidrográficas do país, constituindo-se no principal responsável pelo abastecimento desses aquíferos. Em outras palavras, o que já se sabe é que, sem a cobertura preciosa da vegetação do Cerrado, toda uma imensa área de mais de 2. 036.448km2 pode virar deserto, afetando igualmente outras regiões do país.

Na realidade, o fenômeno da desertificação dessa área já é um fato e, pior, irreversível. Nos últimos 50 anos, coincidentemente depois da transferência da capital, 50% do Cerrado virou cinzas por conta da intensa produção de proteína animal para a exportação e de grãos, na maioria transgênicos, também destinado ao mercado externo. De fato, o Cerrado tem sido derrubado impiedosamente ao longo das últimas décadas, numa progressão criminosa e ignorante que segue ainda num crescendo alarmante, mesmo em decorrência das significativas alterações climáticas que vem se intensificando diante de todos. A cada ano, mais e mais riachos vão desaparecendo, deixando um rastro de areia e pedras no leito seco. Para se ter uma ideia, de agosto de 2019 a julho de 2020, o desmatamento desse bioma atingiu a marca de 7,3km2.

O agronegócio avança sobre essa vegetação em busca de lucros e, para isso, conta com o apoio incondicional do atual governo, numa situação que faz com que ambientalistas de dentro e de fora do Brasil considerem catastrófica, a ponto de comprometer o futuro dos brasileiros. Refém da bancada do agronegócio, o atual presidente tudo tem feito para desmontar os órgãos de fiscalização e para confeccionar legislações que abrandam as possíveis e raras punições.

Os conflitos sociais por disputas de terras e de água, antes inexistentes e inimagináveis, agora, são uma realidade. As commodities, vendidas em dólar e inacessíveis aos brasileiros comuns, ao mesmo tempo em que destroem a terra, assoreiam e envenenam os rios, vão deixando atrás de si uma região em franca evolução para um bioma do tipo caatinga, antes de se transformar, finalmente, num imenso e árido deserto.

Não aprender com erros de um passado recente parece ser o destino desse país, incapaz de evoluir do estágio colonial de cinco séculos, produtor de monocultura e mão de obra, ainda vivendo em condições análogas à escravidão.

 

 

 

A frase que foi pronunciada
“A força fez os primeiros escravos, a sua covardia perpetuou-os.”
Jean-Jacques Rousseau, filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata genebrino

Jean-Jacques Rousseau. Imagem: wikipedia.org

 

Repaginar
Ideia do ex-senador Cristovam Buarque de usar, no avanço da educação, verbas recuperadas pela Polícia Federal em operações contra a corrupção trouxe uma análise interessante. De um lado, o aluno recebe mais estímulo para se tornar um homem de bem e, de outro, o sistema educacional poderia ser dependente dessa verba, o que é uma incoerência.

Caricatura: carlossam.blogspot.com.br

 

Infeliz ano velho
Causa estranheza essa viagem do ex-presidente Lula à Cuba. O que deveria ser segredo, por uma postagem nas redes sociais, virou um escândalo. É acompanhar para ver onde isso vai parar.

 

História de Brasília
A operação-mudança está se fazendo sob o comando do sr. Hermes Lima e do sr. Felinto Epitácio Maia. O chefe da Casa Civil da Presidência da República está dando o máximo de importância ao assunto e o seu trabalho está sendo incessante para que venham novos Ministérios. (Publicado em 23/01/1962)

A terra é sagrada

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Charge publicada em outraspalavras.net

 

Quando muitos afirmam, e com toda a razão, que o agrobusiness, por sua concepção altamente mercantilista, não produz necessariamente alimentos, e sim lucros fabulosos aos seus proprietários diretos, a sentença apresenta não apenas uma verdade absoluta, mas induz também à certeza de que tamanha mina de ouro deixa um passivo comprometer o futuro de várias gerações, na forma de sucateamento dos recursos naturais.

Fosse apenas esse o lado tenebroso dessa que poderia bem ser as trinta moedas da traição, o problema teria sua solução amainada pela racionalização da produção, contemplando, ao mesmo tempo, a preservação do meio ambiente e a produção de alimentos. Ocorre que pela aparente disponibilidade de terras e pelo jeito pouco patriótico com que nossas autoridades lidam com a coisa pública, o problema do agronegócio, como vem sendo realizado, poderá render não apenas os ovos de ouro tradicionais, mas a própria galinha poedeira, na forma de aquisição pelos grandes produtores estrangeiros de um quarto das terras agricultáveis do Brasil.

Essa é a típica história que já havia sido anunciada previamente a todos, com seus desdobramentos e possíveis consequências para a integridade do país e da própria nação, numa afronta direta à Constituição. O que essa história anunciada também já previa, pelos desdobramentos sem limites do agronegócio, é o estabelecimento de enclaves estrangeiros e autônomos, dentro do território nacional.

Não fosse essa uma facilidade ou negócio da China aberta pelo próprio Poder Legislativo, era certo que tal proposta iria merecer, de imediato, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), dada a estranheza da questão e sua contrariedade flagrante à integridade do país. Mas como estamos mergulhados num pesadelo pandêmico que parece não ter fim, tudo vai sendo materializado, enquanto os brasileiros dormem.

A aprovação, pela Câmara Alta, de um projeto autorizando a compra de até 25% da área correspondente a uma cidade, por pessoas ou empresas estrangeiras, irá facilitar a exploração de propriedades rurais, mesmo que não residam no país, ampliando o acesso tanto ao arrendamento como a compra, por pessoas físicas ou jurídicas. Justificando seu projeto, o senador Irajá (PSD-TO) acredita que a proposta irá possibilitar o ingresso e a fixação de agroindústrias transnacionais no Brasil.

Mesmo que, a princípio, a proposta vete a posse de terra por tempo indeterminado, na prática, o que se está estabelecendo a priori é a abertura das porteiras da grande fazenda Brasil, para a entrada do que seriam os novos colonizadores, dentro da eterna perspectiva do Brasil colonial e monocultor, como permanecemos desde o século XVI.

Cláusulas abstratas do tipo “função social da propriedade”, “preservação do meio ambiente” e outras disposições aleatórias servem, nessa questão, apenas para emprestar alguma maquiagem ambientalista e atual a um projeto que, por sua concepção original, apenas introduz, de forma disfarçada, a venda e a entrega de parte do país à exploração estrangeira, numa época em que os recursos naturais vão rareando em todo o planeta.

Através da comprovação, na prática e no estômago, que o maior produtor de proteínas do planeta, que somos, vende internamente a carne de primeira ao preço do bacalhau norueguês, dá para sentir como será o futuro dos brasileiros ao entregar seu chão para a exploração daqueles que sempre nos exploraram.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O objetivo final da agricultura não é o cultivo de safras, mas o cultivo e o aperfeiçoamento dos seres humanos.”

Masanobu Fukuoka, falecido em 2008, foi agricultor, microbiólogo e escritor

 

Depois de tudo

Se deu certo a população não tem a informação. Interrupções das obras para a transposição do Rio São Francisco, discussões em comissões, protestos, defesas. O assunto que tomou uma boa fortuna dos cofres da União morreu.

 

Investigação

Faz tempo que a então senadora Marta Suplicy lutou para tirar a gordura hidrogenada dos alimentos no Brasil. O PLS 478/2015 não vingou. O caso é mais grave do que se imagina. Se a profissão de investigadores de alimentos fosse levada a sério neste país, as surpresas seriam aterradoras. Inclusive de alimentos para celíacos, diabéticos e hipertensos.

 

Tristeza

Houve, no Senado, uma discussão sobre a Lei de Abuso de Autoridade, onde a hermenêutica não configuraria crime de abuso. Isso só acontece onde a lei deixa margem a interpretações. Pior que isso são as artimanhas para desviar a atenção da população para o que realmente significam as letras da lei. Criam fantasmas, pintam de amarelo e a população finge que vê.

Charge do Amarildo

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Todos os Ministérios estão sendo observados e mostraremos ao público as razões pelas quais não se transformaremos ao público as razões pela quais não se transferem. Até amanhã às 21 horas, na TV Brasília. (Publicado em 21/01/1962)

Metade do Ambiente

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Foto: NurPhoto / Getty Images

Como a história tem provado inúmeras vezes, um dia todos esses personagens, que hoje ocupam, envaidecidos, as manchetes de jornais, irão ser deixados na poeira da estrada. Alguns, no entanto, serão lembrados pelas obras que deixaram, sejam elas boas ou ruins para as próximas gerações. O tempo tem provado que, por suas ações e declarações, já garantiram o lugar do mais esdrúxulo dos ocupantes do primeiro escalão deste governo.

Visto de longe, o ministro do Meio Ambiente mais parece um daqueles personagens da chamada quinta coluna, infiltrado na área, para sabotar, ainda mais, quaisquer medidas de proteção e preservação da natureza. Salles é hoje, sem dúvida, um personagem que merece figurar nas páginas da história como alguém colocado nessa posição para agir de modo infenso às questões sensíveis do meio ambiente, isso numa época em que esse é o principal tema a ocupar a agenda mundial.

Trata-se de um personagem que vai, aos poucos, garantindo, para si, uma unanimidade, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, como o ministro que mais retrocessos tem promovido na área do meio ambiente. Com certeza, nenhuma de suas ações parece partir de uma convicção própria, pois seria um absurdo supor que alguém com a nobre missão de proteger fauna e flora, em tempos de aquecimento global, pudesse agir contra o próprio meio ambiente. Mas esse paradoxo encontra uma explicação quando se verifica que a presença de Salles nessa pasta obedece a uma determinação muito específica desse governo, que encara questões do meio ambiente como um empecilho para o que entendem como progresso ou desenvolvimento, ou seja lá que sentido essas palavras têm para esse grupo.

Aos poucos, a boiada de Salles vai avançando mata adentro. Dessa vez, a manada tocada pelo dublê de ministro e peão. Depois de invadir territórios demarcados dos indígenas, para abrir caminho para os mineradores, madeireiros e pecuaristas, adentra agora, pelos manguezais e restingas no litoral brasileiro, para abrir clareiras para a especulação imobiliária e outros interesses contrários à preservação desses sistemas que são conhecidos como um grande berçário da vida marinha.

Na decisão,  destaca-se o “evidente risco de danos irrecuperáveis ao meio ambiente”, caso as decisões do Conama sejam mantidas. As normas revogadas fixam parâmetros de proteção para Áreas de Preservação Permanente, tais como restingas, manguezais e outros ecossistemas sensíveis, com o objetivo de impedir a ocupação e o desmatamento. As regras valiam desde 2002.

Ao desmonte e esvaziamento de órgãos de fiscalização do meio ambiente, segue-se, agora, o desmanche do Conama, tornado mera instância do Estado para aprovação da antiagenda do atual governo para essa área.

Qualquer sistema, por maior e mais sofisticados que sejam seus mecanismos, tem seu ciclo. Com o meio ambiente e o lucro parece não ser diferente. No plano íntimo de cada um de nós, há ainda mudanças que se anunciam necessárias, mas que ainda não vislumbramos bem.

Hoje, as famílias estão sendo postas a provas duríssimas e isso, decerto, provocará reflexões, o que, por sua vez, abrirá portas para transformações. Temos claro que é impossível pensar em mudanças do sistema, seja ele qual for, sem mudanças nos indivíduos. Os sistemas refletem quem somos, gostemos ou não da premissa.

Pouco antes da eclosão da pandemia, vivíamos o dilema do aquecimento global. Esse fator externo também contribuirá para mudanças tanto no comportamento íntimo de cada um, quanto terá seus reflexos no sistema capitalista, principalmente em quesitos como o consumo e a distribuição de renda.

O ultraliberalismo e o hipercapitalismo, seus princípios éticos, parecem estar com os dias contados. Aqui no Brasil, as lições trazidas pela crise são inúmeras e soluções deverão ser adotadas. A começar por uma mudança de rumos do meio ambiente. Até que ele se torne inteiro.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se queres ser mestre na fé, faz-te discípulo da natureza.”

Padre Antônio Vieira, religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus.

Padre António Vieira (imagem: wikipedia.org)

Cientistas

Na Universidade da Columbia, raios ultravioleta podem funcionar como um desinfetante promissor contra o Coronavírus, destruindo partículas sem causar danos aos humanos. A UnB também tem produzido projetos do combate ao vírus. Um deles é um equipamento capaz de filtrar as moléculas do Coronavírus. O preço do investimento é o diferencial.

Foto: Divulgação / Secom UnB

 

Mais feliz

No Setembro Amarelo, o mestre em Ciência da Educação e professor da PUC Minas Gerais, na disciplina Ciência da Felicidade e Bem-Estar, Renner Silva, criou um aplicativo no qual os gestores podem medir o índice de felicidade corporativa em suas organizações. A partir do diagnóstico elaborado pela ferramenta, que pode ser aplicada em qualquer empresa, os gestores podem adotar as ações e iniciativas indicadas para restabelecer o equilíbrio e a saúde mental dos trabalhadores. Acesse no link Método S.I.M. – A Ciência da Felicidade.

Renner silva e Renato Bruno são os mentores do Método S.I.M. Foto: metodosim.com

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Estão fechados com tabiques a última réstea de sol que havia no quatro andar do Palácio Planalto. Agora, o “hall” está sendo chamado de “Avenida Geraldo Carneiro”. (Publicado em 17/01/1962)

Os homens que plantam árvores

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Ozanan Correia Coelho de Alencar. Foto: Divulgação/Novacap

 

Da África, talvez o continente mais economicamente sofrido e espoliado na história da humanidade, vem um dos muitos e bons exemplos que precisamos para nossa salvação futura. Na Etiópia, um dos países mais populosos e pobres daquele continente, o governo empreendeu uma jornada em que, em apenas 12 horas, uma força-tarefa, atuando em mais de mil áreas daquele país, conseguiu a façanha de plantar mais de 350 milhões de árvores. Um recorde mundial.

Também a Índia, castigada pelos desflorestamentos, vem empreendendo um grande esforço para recuperar, ao menos, algumas de suas florestas. Na última empreitada, 800 mil voluntários plantaram mais de 50 milhões de árvores em 2016 e prosseguem plantando. Na China, parte ociosa do que seria o maior exército do planeta tem sido deslocada para a mesma tarefa no Norte do país. São mais de 60 mil soldados empenhados nessa tarefa. Os fuzis cedem lugar às ferramentas agrícolas. A intenção do governo é criar uma nova floresta na região de Hebei, numa área de mais de 84 mil quilômetros quadrados. Para todo o país, a meta é atingir uma cobertura de mais de 23% daquele grande continente até o final deste ano.

São esforços pontuais e que podem fazer a diferença num futuro não muito distante. Cientistas acreditam que, pelo estágio atual de degradação do planeta, será preciso, ao menos, o plantio de mais de 1,2 trilhão de novas árvores, apenas para arrefecer a Terra e livrá-la dos efeitos maléficos do aquecimento global, que já está atuando entre nós.

A situação, que é bem do conhecimento dos técnicos das Nações Unidas, tem estimulado ações dessa Organização com vistas a um projeto já em andamento, cuja a meta é plantar 4 bilhões de novas árvores nos próximos anos.

Por todo o mundo, projetos semelhantes estão em andamento, uns ambiciosos e outros mais modestos, mas já são de grande valia em seu conjunto. Entre todos, os mais ambiciosos são os que vêm sendo erguidos nas bordas do grande deserto do Saara, também na África. Em nenhum lugar do planeta, as mudanças climáticas são mais impactantes do que as que ocorrem nos países margeados por esse grande deserto. O deserto vem aumentando de área num ritmo assustador nos últimos anos. Com ele, vem o clima cada vez mais inóspito à vida, com temperaturas que ficam numa média próxima aos 50 graus centígrados.

Com esse fenômeno, vem também a escassez de água, cada vez mais assustadora e já motivo de conflitos permanentes na região. Financiado pelo Banco Mundial, pela União Europeia e pelas Nações Unidas, projeto unindo vários países locais visa  erguer uma gigantesca barreira verde de árvores, que irá cobrir uma área de mais de 8 mil quilômetros, atravessando todo o continente africano na parte sul do deserto do Saara, formando uma enorme muralha para conter o avanço da areia. A meta é erguer essa Grande Muralha Verde até 2030, cobrindo com reflorestamento uma área de 247 milhões de acres ou, aproximadamente, 100 milhões de hectares.

Em nosso mundo, em todo o tempo e lugar, sempre existiram homens movidos pela paixão de plantar árvores, como se recebessem essa missão diretamente das mãos de Deus. Não precisamos ir muito longe para descobrir alguns desses personagens raros e muito caros a todos nós. Aqui mesmo na capital, entre tantos anônimos que contribuem para uma capital mais verde, um nome vem à memória sempre que paramos para apreciar a beleza dos Ipês multicoloridos e de outras muitas espécies de árvores que foram plantadas ao longo de décadas.

Trata-se do saudoso agrônomo cearense, Ozanan Coelho, um personagem que o Correio Braziliense já nomeou como sendo o homem que, durante mais de 30 anos, foi o responsável por ter plantado grande parte dos belos jardins da capital e que hoje fazem de Brasília uma cidade bucólica, como pretendida por seu idealizador Lúcio Costa.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se não erro ao decifrar a voz dos vegetais, eis que suspira a muda de pau-ferro no silêncio do ser: – Eu sei que fui plantada com música, discurso e tudo mais, para alguém no futuro, oferecer sem discurso e sem música o prazer da derrubada.”

Carlos Drummond de Andrade, um dos mais influentes poetas brasileiros

Carlos Drummond de Andrade. Foto: Arquivo Nacional

 

Classe média

Contratos de aluguel começam a receber ajuste de até 13%. Em tempos de pandemia, o assunto precisa ser melhor estabelecido.

 

Programa

Veja, no link No Sofá Amarelo com Tânia Fontenele, sobre a vida das mulheres durante a construção de Brasília. Vale a pena!

 

 Exemplo

Importante divulgar o trabalho da UnB em relação a um grupo de profissionais que oferta apoio psicológico à comunidade universitária durante a pandemia. Nos próximos dois meses, o projeto Laços na Saúde irá organizar um cine debate sobre o documentário Silêncio dos Homens, e mesas com os temas: Alimentação e ansiedade; Finanças e emoções; Trabalho remoto: desafios e avanços e Resiliência: vamos pôr em prática?

Ações de saúde mental desenvolvidas pela Dasu no período de pandemia. Imagem: Dasu/UnB.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Do Banco Comercial do Estado de São Paulo recebo a comunicação de que tão logo a Prefeitura plante as árvores em sua quadra, ele e o City Bank ficarão responsáveis pela sua conservação. Ajude a cidade. Participe da campanha de apadrinhamento das árvores da W-3. Você que mora nessa avenida, ou tem sua casa de comércio, telefone para 2-2803, e se aliste para defender as árvores. (Publicado em 16/01/1962)

A eficácia da criação

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Recebi, muitos anos atrás, de Helival Rios, um link, da sociedade Canadá, de um filmete contando a história “O homem que plantava árvores”. Quem já leu o livro de Jean Giono (1895-1970), com o mesmo título publicado em 1953, deparou-se com a frase: “…os homens poderiam ser tão eficazes como Deus em algo mais que a destruição.” Com isso, o autor quis dizer que os homens poderiam, se assim dispusessem, imitar o Criador, erguendo e cuidando de todas as formas de vida sobre a Terra, e não destruindo e reduzindo a cinzas como faz a morte, ao deixar escombros e aridez por onde passa.

A observação de Jean veio a propósito da incansável atividade de Elzéard Bouffier, o personagem principal, que, durante a maior chacina de nossa história, representada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), continuava, dia após dia, plantando carvalhos numa região agreste dos Baixos Alpes franceses, já abandonada pela população local, devido ao desmatamento secular promovido pelos carvoeiros naquela região.

O contraste, entre quem cuidava de recuperar a vida da região e o morticínio irracional da Guerra de 14/18, é flagrante e mostra, de forma crua, como os homens podem, ao mesmo tempo, abandonar de lado a vida em sua plenitude e seguir os passos da morte, mesmo sabendo dos resultados dessa opção.

O texto, que chegou ao Brasil num curta metragem, foi publicado em livro, e parece cada vez mais atual, justamente por mostrar a capacidade do ser humano em mudar o mundo ao seu redor, tanto para o bem, quanto para o mal. Nesses tempos, em que o nosso planeta experimenta, por meio do fenômeno do aquecimento global, o que talvez seja o seu maior desafio de todos os tempos, e que pode pôr um fim à existência da própria espécie humana na Terra, nada mais hodierno e premonitório do que as mensagens contidas nesse texto escrito ainda no século passado.

Buscar o exato significado para as árvores, num tempo em que ainda se acredita não existir nenhum, é uma tarefa e um desafio que pode nos colocar hoje entre permanecer por essas paragens ou ter que sair de fininho para outros mundos para não perecer. O desafio gigante que, na obra, é realizado por um só homem, durante mais de 30 anos em que plantou, naquela região, milhões de árvores, pode ser uma das respostas para esse dilema da atualidade.

Embora pareça uma tarefa impossível recuperar o planeta da degradação imposta pelas consequências da Revolução Industrial em sua ânsia por adquirir matérias-primas, o livro mostra que bastou a persistência de apenas um indivíduo para mudar a realidade local. “Um único homem, reduzido a seus recursos físicos e morais, foi capaz de transformar um deserto em uma terra de Canaã”, diz o autor.

O que conhecemos hoje por meio da palavra muito em moda: resiliência, que significa a capacidade de resistir e se adaptar às mudanças, tanto pode ser aplicada ao homem como à própria natureza, desde que lhes sejam ofertados a oportunidade. A esse fenômeno, que muitos classificam como um sinal e uma semente da própria vida, é que pode estar a redenção, ou não, da humanidade.

Obviamente que os exemplos a seguir não devem se resumir a uma obra de ficção. Mas podem nela se inspirar para promover as mudanças necessárias e urgentes que o momento exige. Toda grande obra pode ter seu início apenas movida pela inspiração trazida pelos belos exemplos, sejam eles reais ou não. O primeiro passo é o das ideias, dado ainda no mundo abstrato dos projetos mentais. Pode vir a ser realidade concreta, pelo esforço físico, o que é uma mera consequência da capacidade de pensar. Nesse caso, pensar num mundo em que a vida seja ainda uma possibilidade real e que valha a pena.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“As árvores são poemas que a terra escreve sobre o firmamento. Derrubamos para transformá-las em papel registrando nosso vazio.”

Kahlil Gibran, ensaísta, poeta e pintor de origem libanesa

Kahlil Gibran. Foto: Al-Funoon, 1, No. 1 (April 1913)

 

Vítimas Unidas

Se os algozes têm a proteção da lei, as pessoas atacadas pela violência resolveram se unir formando o grupo Vítimas Unidas. Recebem ameaças constantemente, a ponto de terem pedido socorro à ministra Carmen Lúcia, quando presidia o STF.

 

Visto

Em parceria com o memorial JK, o Conselho Editorial do Senado lançou o segundo volume de “Memórias do Brasil”, com os discursos de JK feitos em 1957. O primeiro volume, lançado em 2019, trazia os discursos de 1956, primeiro ano do mandato presidencial de Juscelino. Veja, no blog do Ari Cunha, a transmissão da TV Senado aberta pelo senador Randolfe Rodrigues.

 

Lido

O assunto da abertura de hoje e de amanhã está coincidentemente tratado nas historinhas de Brasília publicadas em 1962, que podem ser lidas abaixo da coluna. A capital tinha um defensor: o titular Ari Cunha, que sempre procurou o que era melhor para a cidade.

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Continuam fumando livremente, os cigarros ou charutos que bem entendem os passageiros da TCB. Efeito excelente vem surtindo a nossa campanha, par apadrinhamento das árvores da W-3. Afora as firmas já publicadas, aderiram à campanha a Mercearia Pirapora (6 árvores), Lourival Almeida, da Drogaria Juvenal, na Quadra 9, Floricultura Brasília, Bimbo – refeições rápidas, Vasp, Síntese, Arte e Decorações, da quadra 8. (Publicado em 16/01/1962)

Água mineral pede Socorro

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Foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press – 3/10/18

 

Aproveitando a “calmaria” que o isolamento prolongado impôs a todos, inclusive aqueles profissionais devotados à fiscalização e à proteção do meio ambiente do nosso país, a máquina de fabricar leis niilistas e de moer esperanças, localizada dentro do Palácio do Planalto, segue funcionando a todo o vapor, imprimido diretrizes que, em última análise, visam tão somente impor, sobre nosso riquíssimo e já castigado bioma, a concepção de riqueza e progresso tal como entendido no princípio do século XVIII, durante a Revolução Industrial.

Nesse quesito, trata-se de uma política absolutamente obscurantista, que parece culpar a natureza exuberante pelos descaminhos e desventuras tomados por parcela da população. Não se pode dizer, contudo, que a população tenha sido apanhada de surpresa. O sinal de fumaça, indicando que mudanças indesejada viriam a toque de caixa, foi feito, literalmente, pelo atual ministro desse meio ambiente, que a maioria lúcida desse país critica.

Durante a fatídica reunião fechada de 22 de abril último, e que a justiça, pelos descalabros ali confessados, levou ao conhecimento da nação, o ministro Ricardo Salles declarava literalmente: “Então, para isso, precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), de ministério da Agricultura, de ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação”. Para tanto, dizia o ministro, “o governo federal não precisa de Congresso, ainda mais nesse fuzuê.”

Declaração dessa gravidade, vinda de quem, em tese, deveria zelar pela preservação do meio ambiente, soa surreal, para dizer o mínimo. Não satisfeito com a sessão de bajulação e sabujismo explícito, Ricardo Salles ainda emendou sua falação com sugestões ao chefe: “Agora tem um monte de coisa que é só, parecer, caneta, parecer, caneta. Sem parecer também não tem caneta, porque dar canetada sem parecer é cana (…) isso aí vale muito a pena. A gente tem um espaço enorme pra fazer”.

De lá para cá, o que parecia ser retórica de subalterno vai virando realidade. Regulamentações abrindo espaço para mineração e exploração de madeiras em terras indígenas, a permissão para exploração econômica em áreas da Mata Atlântica e outras estultices. O rol de medidas insensatas ao meio ambiente segue numa profusão que vai espantando não só ambientalistas daqui e do exterior, mas colocando o Brasil como pária num mundo que parece ter acordado para os efeitos do aquecimento mortal do planeta.

Uma das últimas medidas anunciadas por esse ministério para modernizar a área, dentro dos parâmetros de desenvolvimento do século XVIII, é o da privatização do Parque Nacional de Brasília-PNB, onde está localizada a idílica Água Mineral, transformando aquele patrimônio verde, e de inestimável valor a quem mora em Brasília, numa espécie de parque aquático, com infraestrutura de turismo e outros “avanços” ao gosto do atual governo.

Por certo, o atual titular da pasta do meio ambiente desconhece o fato de que nessa área de 42.300 hectares, que abriga espécies variadas de plantas e animais, está localizada também o segundo principal reservatório de água potável do Distrito Federal, que engloba a Barragem de Santa Maria, de importância vital para o futuro da capital e de seus habitantes.

Quem sabe algum empresário chinês enxergue a oportunidade ímpar dessa privatização e estabeleça naquele local um resort de luxo ou coisa do gênero, que demonstre, ao mundo, nosso total despreparo para cuidar de tão preciosa joia.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Mude o nome de Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para Instituto de Natação e Recreio Braço Forte e Mão Amiga General Médici. Mas não acabe com a Água Mineral, ou Parque Nacional, esse patrimônio dos moradores de Brasília.”

Dona Dita, pensando, ainda com esperança em reverter essa atrocidade
contra a população de Brasília.

 

Devagar com o andor

Quando ouvir falar em qualquer vacina, pense em Anvisa. Acontece que, apesar do alarde, o laboratório russo não pediu autorização da Agência de Vigilância Sanitária para registrar a vacina do Covid-19 no Brasil. A exemplo dos agrotóxicos, ou urnas eletrônicas, que são proibidos ou não queridos em outros países e aceitos por aqui, é preciso muita calma nessa hora. Parceria estratégica pode significar muita coisa.

Vídeo: divulgação da vacina russa remete à corrida espacial (reprodução: g1.globo.com)

 

Valorizar

Como cidade base na construção de Brasília, o Núcleo Bandeirante merece uma sinalização melhor. Inclusive com alusão à história da capital. Para quem conhece a cidade, todos os caminhos são claros. Mas quem quer visitar a “Cidade Livre”, pela primeira vez, fica decepcionado com a mesmice.

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

 

Monitoramento zero

Nem parece tempo de pandemia. Quem quiser voltar à vida normal basta dar uma passadinha no piscinão do Lago Norte, num domingo ensolarado. Difícil ver alguém com máscara. Brincadeiras na água, churrasquinho,  barracas com cerveja gelada e muita alegria.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Figura de alta estima em Brasília, o sr. Vasco Viana de Andrade tem emprestado seu esforço e sua capacidade a todos os grandes empreendimentos de Brasília. Quando comandou a urbanização da cidade do Gama, foi classificado pelos nossos então Eros e Anteros como o Vasco da Gama. Agora, é o Anteros quem volta a falar, comigo, sobre o nosso Vasco, chamando0o de Vasco da Grama. (Publicado em 13/01/1962)

O futuro das próximas gerações passa pela preservação do meio ambiente

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Foto: Polícia Militar Ambiental/MS

 

Com uma área de aproximadamente 188 mil km², o Pantanal é considerado a maior área úmida continental do planeta. Esse magnífico bioma, um dos maiores patrimônios naturais do Brasil, ao lado da Amazônia e do próprio Cerrado, o Pantanal abriga cerca de 3,5 mil espécies de plantas, 124 espécies de mamíferos, 463 espécies de aves e 325 espécies de peixes. Nesse verdadeiro paraíso úmido, encontram-se, ainda, diversas comunidades tradicionais formada por povos indígenas, que habitam a região há milênios, além de populações de quilombolas e outros povos locais, que concorrem para a formação de uma rica e preciosa cultura pantaneira. À semelhança da tragédia que vem se abatendo sobre a Amazônia, a imensa região do Pantanal também vem sofrendo, há anos, com a ação nefasta do agronegócio e de outros personagens que agem nessa região movidos apenas por interesses econômicos imediatos e a qualquer custo.

Para esses atores da destruição, a vegetação, os animais e outros recursos naturais são muitas vezes considerados empecilhos ao “progresso”, devendo, portanto, ser retirados do caminho, tratorados ou queimados. O pior nessa tragédia é que nenhum governo, tanto do passado como da atualidade, nunca viu nada de mais com o que ocorre naquelas áreas remotas. Aproveitando os discursos, o que tem pregado o atual governo em desfavor das questões do meio ambiente, o Pantanal parece ter se tornado, do dia para noite, uma região de ninguém, onde o que vale é, justamente, o vale-tudo.

Com isso, essa região vem passando por sua mais profunda crise das últimas décadas. A seca, também recorde, contribui ainda mais para a destruição de todo esse delicado ecossistema, acendendo, como nunca, a preocupação de ambientalistas não só do Brasil, mas de todo o planeta. Além da seca que, a cada ano, torna-se mais severa, aumentaram ainda mais as queimadas e os desmatamentos.

No mesmo sentido, as fiscalizações foram sensivelmente abrandadas, com o desaparecimento de multas e de outras penalidades aos predadores da natureza. O governo, literalmente, fechou os olhos para o problema, assim como vem fazendo com a região amazônica. A atuação federal, nesses casos, só acontece por pressão internacional, principalmente quando investimentos e outros recursos econômicos estrangeiros ameaçam paralisação. Ou quando aumentam os boicotes a produtos brasileiros, como já vem acontecendo em larga escala mundo afora.

O que os cientistas têm alertado é que o descaso com a Amazônia afeta diretamente, também, o Pantanal, apesar da distância. O recorde de incêndios na Amazônia, em junho desse ano, acelerou e fez crescer, ainda mais, as queimadas no Pantanal. O desmatamento e as queimadas, tanto no Pantanal quanto na região amazônica, são fenômenos que acabam por afetar os chamados rios aéreos, com consequência direta na diminuição do regime de chuvas nessas regiões e em todas as outras, no país inteiro.

O processo lento e, de certa forma, programado de destruição desses dois magníficos biomas, únicos no planeta, trarão prejuízos irreversíveis ao Brasil e às futuras gerações, que poderão ser obrigadas a sobreviver em regiões agrestes e desérticas, sem água, sem vegetação, empobrecidas pela ação criminosa de grupos e pela inanição de governos, para quem o futuro sempre se esgota nas próximas eleições.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“No fundo do seu coração, o homem aspira a reencontrar a condição que tinha antes de possuir consciência. A história é meramente um desvio que ele toma para chegar lá.”
Emil Cioran foi um escritor e filósofo romeno radicado na França.

Photographer of Keyston agency/Getty Images before Rivarol Premium.

 

Consome dor

Com mais demanda, o número de reclamações aumenta em relação ao IFood. Demora na entrega do alimento, troca de encomendas, falta de comunicação sobre o endereço, fazendo o responsável pelo transporte não entregar a comida, e o envio de cupons de desconto no aplicativo sempre dá erro. Merece uma revisão dos restaurantes.

Foto: entregador.ifood.com

 

Há males

Constantemente, essa coluna expõe a opinião dos leitores sobre o tratamento sofrível que o comércio dispensa aos clientes. A situação na pandemia se reverteu. Quem conseguiu manter o emprego teve uma reciclagem forçada na escola Covid-19.

Foto: CB/D.A Press

 

Menos burocracia

Veio em boa hora a Portaria da Corregedoria do TJDFT – GC 67/2020, art. 2º. II. Cartórios facilitam o atendimento pelo próprio site, telefone ou e-mail.

Foto: brasiliadefato.com.br

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Leitor nos escreve pedindo que façamos uma sugestão ao TCB a efetivação da proibição de se fumar nos ônibus, defendendo os passageiros que ficam incomodados, e a empresa que tem seus bancos queimados. Conclui o missivista numa extrema coincidência de ponto de vista com a maioria da cidade ao dizer que “tudo será fácil agora, sr. Ari, enquanto não temos vereadores”. O recado final é para a Justiça, que deve conhecer a ponto de vista da cidade. (Publicado em 13/01/1962)

Amazônia vilipendiada a cada dia

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Foto: INPE

 

Gigante na produção mundial de grãos e de proteína animal, o Brasil deveria, por conseguinte, assumir também um protagonismo amplo e irrepreensível na defesa de suas riquezas naturais, pois, como se sabe, é da terra e da água que vem toda essa riqueza que estabiliza nossa balança comercial com o restante do planeta.

O chamado agronegócio encontrou no Brasil condições únicas para se tornar o que é e, no entanto, não tem respondido à altura, quando o assunto é evitar que a exploração excessiva leve ao esgotamento irremediável da terra. São extensas áreas que esse tipo de negócio explora com a avidez de máquinas gigantes, sem remorsos e sem se importar com questões como o futuro. Pelo contrário. Quando os empresários desse ramo, normalmente formado por grandes empresas internacionais, ouvem falar em preservação, a primeira ação que adotam é chamar a polícia, para conter o que denominam de ambientalistas lunáticos.

O que é fato inconteste é que o Agronegócio, pela forma e pelo modelo de exploração com que age, é hoje o maior responsável pelo desmatamento ilegal. O aumento sucessivo da produção, com geração de lucros espantosos também para um reduzido número de grandes produtores, implica, necessariamente, na ampliação das áreas a serem utilizadas para o plantio de commodities e para a criação de animais. Quando, a cada ano, o governo anuncia orgulhosamente o aumento da safra, esquece de dizer que por detrás de cada supersafra está o desaparecimento definitivo de florestas nativas, com toda a riqueza biológica que contêm, formadas por espécies que sequer chegamos a conhecer. É o preço do progresso que levou o Brasil a ser o celeiro do mundo, dizem.

Quando não é o gado, a soja, o algodão e o milho, todos derivados de sementes transgênicas e que utilizam pesticidas e outros ditos “defensivos” supervenenosos, proibidos pelo mundo. Homens, plantas e animais, nossa maior floresta sofre com a derrubada de madeira nobre, a exploração do óleo de palma, com a mineração e com a grilagem desenfreada. Todas essas calamidades, cometidas em nome de lucros, deixam um rastro e um passivo incomensurável de prejuízos, acelerando, ainda mais, o processo de aquecimento global e morte da terra.

Por permitimos a devastação, sem precedentes, de nossas riquezas naturais, somos vistos pelo restante do planeta como párias. Nossos produtos, colocados nas prateleiras dos supermercados de todo o mundo, mesmo com preços competitivos, vêm sofrendo um aumento significativo de ações de boicotes, por parte das populações informadas de que esses produtos são obtidos em detrimento do meio ambiente. Estamos, por conseguinte, na contramão do mundo. Não bastasse esse rol de calamidades intencionais e que poderíamos frear, as queimadas frequentes, e cada vez mais intensas, dão um retoque final na destruição de nossas riquezas naturais.

Dados confiáveis esclarecem que, entre os anos 2000 e 2012, cerca de 75% do desmatamento global ocorreram para abrir passagem para o agronegócio, sendo que a maioria dessas derrubadas foram totalmente ilegais e feitas debaixo do nariz das autoridades. Esse é um negócio que movimenta a bagatela de US$ 61 bilhões anuais. Para se ter uma ideia, o aumento do desmatamento na região amazônica cresceu 24%, apenas nos seis primeiros meses deste ano, e foi o maior dos últimos dez anos. Perdemos, naquela região, um campo de futebol por minuto, destruídos ou vilipendiados pela ganância daqueles que buscam lucros fáceis e imediatos.

Cientistas do Brasil e de todo o mundo têm alertado para as consequências da destruição da Amazônia, já em curto prazo. Dentre os muitos malefícios, esses especialistas apontam para o fim do fenômeno dos “rios voadores”, que vêm sofrendo alterações importantes no seu fluxo. Por esses “rios aéreos”, boa parte da umidade da floresta, que viajaria pelo ar, irrigando todo o país, como uma bomba de água natural, trazendo chuvas e resfriamento de grandes áreas, vai deixando de existir, com sérias consequências para todos. As ações para deter a destruição de nossas riquezas ainda são tímidas ou quase inexistentes.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Devemos buscar sempre, entre o que nos separa, aquilo que pode nos unir, porque, se queremos viver juntos na divergência, que é um princípio vital da democracia, estamos condenados a nos entender.”

Marco Maciel, ex- senador que completou 80 anos ontem

Marco Maciel. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

Estados unidos

Nordeste reclama veementemente sobre a bússola viciada dos programas de esportes televisionados que só aponta para Rio de Janeiro e São Paulo. Brasília que o diga!

Imagem: chuteirafc.cartacapital.com

 

Questão humanitária

Aumento do valor de gás durante a pandemia é um abuso injustificável contra o povo. Preparem os bolsos. Empresas aéreas, postos de gasolina, restaurantes, setor imobiliário, hotéis. Quem teve prejuízo durante a pandemia vai se recuperar rapidamente às custas dos consumidores. Isso se o governo não se adiantar.

Publicação no perfil twitter.com/secomvc

 

Discurso de ódio

Tão pacíficos os que pregam o fim do discurso do ódio. Vestidos em pele de cordeiro, querem mesmo é desconstruir tudo o que o governo faz por apenas uma forma: o julgamento. Reparem! Só julgam e destroem. Nada que edifique ou indique alguma ação para o país deslanchar na política, economia e socialmente.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Falta, agora, que a comissão nomeada pelo Ministério da Aeronáutica receba o serviço executado, e autoriza o pagamento de fatura final. Acham algumas fontes, que o Ministério ainda não recebeu o serviço, porque o pessoal especializado para conservar os geradores e as luminárias ainda está em treinamento. (Publicado em 12/01/1962)

Agenda ambiental ganha o mundo

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Vice-presidente da República Hamilton Mourão. Foto: portalmatogrosso.com

 

Ficasse apenas no discurso retórico de que a agenda ambiental era um estorvo para o crescimento do país, cuja a economia é puxada pelas riquezas produzidas pela agropecuária, o presidente Bolsonaro não teria feito muito diferente do que fizeram seus predecessores. Mas a inexperiência somada à jactância, que lhe é habitual, fez o presidente ir mais além e, numa demonstração de que pretendia se unir aos radicais do agronegócio e com isso angariar simpatias de uma forte bancada dentro do Congresso, partiu para a ação prática. Com isso, promoveu um desmonte significativo em todos os órgãos de controle envolvidos com a questão ambiental, inclusive aqueles ligados aos povos indígenas. Ibama, ICMBio, Funai e outros importantes institutos foram sensivelmente enfraquecidos, esvaziados ou simplesmente extintos.

Uma verdadeira razia foi promovida contra todos os órgãos ligados à agenda de meio ambiente, a maioria, sob o pretexto de que esses organismos de Estado estavam demasiadamente loteados por pessoas e partidos de esquerda. A avaliação, um tanto forçada, seguia, ipsis litteris, as recomendações feitas pelo poderoso lobby do pessoal ligado ao bilionário e pragmático agronegócio. Para essa turma endinheirada e com forte amparo dentro do Legislativo, as investidas legais dos órgãos de controle ligados à proteção do meio ambiente e dos povos indígenas, constantemente, vinham se chocando com os projetos e com as ambições desses grandes pecuaristas, colocando entraves à expansão, sem limites, desse grupo.

As safras recordes, juntamente com a larga produção de proteínas, que colocavam o Brasil como uma potência agropecuária, eram motivos de sobra para colocar o país sob a tutela direta do agronegócio. A própria balança de exportações reforçava a tese de que o agronegócio, que trazia bilhões em divisas para o país, deveria ter primazia sobre toda e qualquer outra estrutura do Estado. A caça às bruxas, promovida nos organismos de controle ambientais ao atender aos interesses desses e de outros grupos que vieram se juntar ao novo governo, deram os resultados esperados internamente e a curto prazo.

Mas o que esse pessoal e o próprio governo não esperavam, e sequer sonhavam, é que além desses resultados imediatos de desmantelamentos dos órgãos de fiscalização do meio ambiente, viessem outras consequências também, até em maior proporção, só que de forma negativa e prejudicial à economia do país. A política ambiental promovida pelo governo, de arrasa terra, fez não só aumentar o desmatamento e as queimadas por todo país, que atingiram níveis de crescimento recorde, como acabaram por chamar atenção do resto do mundo, justamente numa época em que parte da humanidade busca resgatar o que restou do planeta Terra.

Na contramão da história, e tendo pela frente um enorme passivo no meio ambiente, o presidente Bolsonaro corre agora contra o relógio, depois que investidores de todo o mundo começaram a ensaiar a retirada do Brasil do rol de países merecedores de investimentos.

Por outro lado, graças à pressões internas, muitos países, principalmente da Europa, onde o presidente acreditava ter fechado um grande acordo de livre comércio, começaram a rever suas posições e boicotar os produtos made in Brazil. A moratória, proposta agora pelo coordenador do Conselho da Amazônia, vice-presidente Hamilton Mourão, proibindo incêndios, de forma absoluta, por até 120 dias em toda a região da Amazônia e do Pantanal, insere-se num conjunto de medidas, tomadas às pressas, para tentar reverter o verdadeiro estrago promovido pelo atual governo e que colocaram o Brasil na vexaminosa posição de maior vilão mundial do meio ambiente. Há muito, a agenda ambiental ganhou importância em âmbito mundial, e só o atual governo não enxergou essa evidência e agora corre contra o tempo.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Os seres viciosos seriam muito fortes, se o mal que levam consigo não bastasse para destruir o seu próprio veneno.”

Albert Delpit, romancista e ator dramático francês

Albert Delpit. Foto: wikipedia.org

 

Venezuela 1

Artista, Leda Watson conta, depois de ler a coluna intitulada Aos nossos irmãos venezuelanos, que esteve naquele país para ministrar um curso de gravura, em Caracas, por volta de 1996. Ficou entusiasmada com a Universidade, seus professores, alunos e estrutura funcional. O país parecia de 1º mundo e o curso e a exposição foram um sucesso.

“Palacio de las Academias”, antiga sede da Universidade de Caracas, também abrigou a Biblioteca Nacional. Foto: wikipedia.org

 

Curiosidade

Ari Cunha, mais ou menos em 1973, deu uma nota sobre uma mulher que tinha sido torturada grávida. Antes de ter sido julgado pelo Superior Tribunal Militar, foi informado pelo então presidente da Venezuela, Rafael Caldera, que aquele país estava de portas abertas para recebe-lo. Definitivamente eram outros tempos.

Arquivo Pessoal

 

Sensacional

Veja a seguir várias dicas de filmes sobre parto. Aspectos dos mais diversos abordados. Cada filme com uma linha de pensamento. Desde o parto humanizado até os problemas sustentados por médicos, da rede particular de saúde, em estimular o parto não natural.

 

Alcance

Chegam, em Alto Paraíso, casos do Covid. A comunidade pacata, que só ouvia falar em pandemia, agora começa a ficar preocupada e atenta às regras de distanciamento e uso de máscaras.

Foto: reprodução

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Faça suas compras no comércio de Brasília, mas consulte sempre duas casas antes de se decidir. Há os que exploram, e que você deve punir com sua ausência. (Publicado em11/01/1962)

Verde ardente

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Foto: veja.abril.com

 

Obviedades são como almas de outro mundo. Só são vistas por indivíduos dotados de percepções acima da média, com uma espécie de paranormalidade. São, nesse caso, aquelas pessoas capazes de enxergar além do que parece ser à primeira vista, esmiuçando o objeto com os olhos e as lupas de um especialista. O dramaturgo e jornalista, Nelson Rodrigues (1912-1980), costumava dizer que só os gênios enxergam o óbvio. Ou, em outras palavras, a obviedade é ululante.

Com essa premissa, fica evidente que o período estendido de quarentena fornece somente, àqueles dotados de olhos para enxergar, a oportunidade única de avaliarem, com precisão, o mundo e a sociedade em volta. A virose, ao proporcionar a espetacular chance de uma espécie de retiro espiritual forçado, tem facultado a muitos a experiência de uma revisão do mundo, da humanidade e sobretudo das diversas e intrincadas relações que amarram esses dois sujeitos num destino comum, mas que dá ao planeta a vantagem de naturalmente prescindir dos terráqueos.

O mesmo não se pode dizer da espécie humana, umbilicalmente ligada à Terra e dela totalmente dependente para sobreviver. Espoliada e degradada pelos humanos, há muito o planeta vem emitindo sinais claros de esgotamento do modelo de exploração imposto pela sociedade de consumo. Na realidade, e os constantes alertas de cientistas e ambientalistas vão nesse sentido, o planeta já não consegue mais repor ou renovar os recursos naturais extraídos de modo irracional e, pior, sem quaisquer critérios ou preocupações com as futuras gerações.

Pouco tempo antes de os eventos que conduziram a pandemia de características bíblicas, a agenda mundial vinha se ocupando dos fenômenos do aquecimento global e de todo o stress que o meio ambiente vinha apresentando. Os prognósticos, com base científica, de um futuro sombrio para toda humanidade, caso persistisse o modelo atual de exploração, vinham sendo observados paulatinamente por alguns países mais comprometidos com a agenda ambiental do que outros.

Infelizmente, no rol dos países que passaram a dar pouca importância a essa agenda, o Brasil passou a ser o destaque internacional. Ao contrário dos países desenvolvidos, o Brasil, por força do poderoso lobby do agronegócio e do grande apoio que esse grupo fornece ao atual governo no Legislativo, passou a empreender uma agenda própria, voltada mais para o interesse imediato dessa classe do que ao atendimento de questões ambientalistas.

Para essa turma, que também inclui os extrativistas de minérios e madeiras na Amazônia, o meio ambiente nada rende comparado a outras atividades. É justamente essa agenda suicida que o atual governo resolveu adotar, forçando o Brasil a nadar contra a correnteza mundial e contra as evidências de que o planeta pede socorro. As queimadas na Amazônia, as invasões de terras indígenas e os desmatamentos nunca foram tão intensos como agora. O Alerta tem sido feito tanto por monitoramento de satélites, como por denúncias que não param de chegar.

Aproveitando o período de pandemia e quarentena, quando os brasileiros estão alarmados e aflitos em preservar a própria vida, os habituais depredadores, inclusive bancados com o dinheiro de poderosos grupos estrangeiros, estão agindo livremente, promovendo um saque ao país. O governo, para quem esses grupos são importantes para o “processo de desenvolvimento”, faz vistas grossas, ou seja, não enxerga o óbvio.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se queres provar-nos que és competente em agricultura, não o proves semeando urtigas.”

Georg Christoph Lichtenberg, filósofo, escritor e matemático alemão.

Georg Christoph Lichtenberg. Imagem: wikipedia.org

 

Sempre burocrático

Cartório do 4º ofício, na Asa Norte, quadra 504, anuncia pelo site que é possível fazer agendamento. Ao tentar marcar data e hora, a instrução é que o interessado vá pessoalmente agendar o atendimento no próprio cartório. Chegando lá, recebe um papel para marcar data e hora ou opta por enfrentar a fila.

 

Ruim

Avaliação dos usuários em relação ao aplicativo do BRB é nota 2. Quem tenta abrir uma conta pelo celular simplesmente não consegue. Como o caso do cartório comentado acima, exige, na realidade, a presença do cliente.

 

 

Cidade fantasma

Se, antes da pandemia, andar pelo Setor Comercial Sul já era desolador, aquele mesmo cenário está se estendendo pelas áreas comerciais da cidade. Até um site já foi criado com a lista de restaurantes fechados por toda a cidade. Veja no link Vendo Restaurantes.

Restaurante fechado na quadra 405 Sul. Foto: Blog do Ari Cunha

 

Covid-19

Um túnel de ozônio. Foi assim que a fábrica da Klabin resolveu manter seus colaboradores protegidos. Veja a seguir.

 

 

Megafone

Comemorações do Dia Internacional da Enfermagem usam o microfone para pedir melhores condições de trabalho.  Reconhecimento é bom, mas dar condições no trabalho é fundamental.

Cartaz publicado no perfil oficial do Governo do DF no Instagram

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E vive, também, como sede do governo, como centro convergente do país, como cidade, como comunidade. Antes, quando os blocos não estavam habitados, reclamavam contra a falta de choro de crianças, a falta de cheiro de bife nos corredores. Hoje, os que não querem ver a obra, dizem que a acústica faz com que se ouça o choro da criança vizinha, e há quem reclame contra o cheiro de bifes nos corredores de serviço. (Publicado em 06/01/1962)