A era digital do euro ou o controle central

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Imagem: Pixabay/geral

 

Há datas que dividem a história. 14 de maio de 2026 pode ser uma delas. Nesta quinta-feira, enquanto a grande mídia europeia permaneceu em silêncio ensurdecedor, ocupada com escândalos de celebridades e boletins climáticos, o Banco Central Europeu (BCE) consolidou mais um passo decisivo rumo à implantação do euro digital: encerrou o prazo oficial para que prestadores de serviços de pagamento de todo o continente manifestem interesse em participar do projeto-piloto da nova moeda.

De Frankfurt, a máquina tecnocrática que governa o dinheiro de 350 milhões de europeus avança silenciosamente. E o silêncio, neste caso, não é inocente. O euro digital é apresentado ao público como uma inovação benigna: mais rapidez, mais segurança, mais inclusão financeira. O BCE repete como mantra que a nova moeda “preservará a liberdade de escolha e a privacidade dos europeus”. Mas há uma diferença fundamental entre o que os tecnocratas prometem e o que a arquitetura do sistema permite. E é exatamente nessa diferença que reside o perigo.

Diferente do dinheiro em papel ou mesmo dos saldos bancários digitais convencionais, que circulam entre bancos privados e possuem certa opacidade operacional, o euro digital será emitido diretamente pelo BCE e poderá, em tese, ser rastreado transação por transação, programado para expirar, bloqueado por decreto e condicionado ao cumprimento de critérios definidos por uma burocracia supranacional sem mandato eleitoral. Trata-se de uma capacidade técnica inerente à Moeda Digital de Banco Central (CBDC, na sigla em inglês), reconhecida pelos próprios documentos internos das instituições que a desenvolvem.

Mas o que significa, concretamente, “respeitar padrões de privacidade” quando a infraestrutura técnica permite monitoramento total? Significa, na prática, que o Estado só exercerá o controle quando quiser e quem decide quando quer é o próprio Estado. A promessa de privacidade de um sistema programável é, por natureza, revogável. Não é uma garantia: é uma concessão temporária.

Os grandes escritores do século XX foram profetas inadvertidos. George Orwell, em 1984 (1949), imaginou um regime no qual o controle não se exercia apenas pela força bruta, mas pela manipulação do que as pessoas podiam pensar, dizer e crucialmente possuir. O protagonista Winston Smith vive num mundo onde até a memória é confiscável. A novidade do nosso tempo é que o confisco pode ocorrer sem prisões, sem policiais na porta: basta um algoritmo que bloqueie sua carteira digital.

Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo (1932), foi ainda mais perturbador: seu pesadelo não era o terror explícito, mas a domesticação alegre. Os cidadãos do Estado Mundial não eram torturados, eram seduzidos. O controle funcionava porque as pessoas o queriam. Substitua o “soma” de Huxley pela conveniência do pagamento por aproximação e pelo cashback do aplicativo do banco central, e você terá uma atualização perfeita do romance para o século XXI.

Ayn Rand, em Atlas Shrugged (1957), obra que a Academia raramente perdoa por seu rigor intransigente, descreveu, com precisão cirúrgica, o mecanismo pelo qual Estados em colapso se apropriam da produção privada através de regulações progressivamente sufocantes. “Quando o dinheiro deixa de ser o veículo de trocas entre homens e se torna o instrumento para controlar os homens”, adverte um personagem, “prepare-se para uma sociedade de ladrões e escravos.” “Não são os tiranos que destroem os países livres. São os cidadãos que trocam liberdade por segurança ,e terminam sem nenhuma das duas.”

Philip K. Dick, em A Scanner Darkly (1977), e Margaret Atwood, em O Conto da Aia (1985), exploram variações do mesmo tema: sociedades onde o monitoramento total se disfarça de proteção.

O Estado que vê tudo justifica a vigilância pela ameaça de terrorismo, lavagem de dinheiro, evasão fiscal, pandemia, crise climática. Sempre haverá uma crise suficientemente grave para justificar mais um passo rumo ao controle absoluto. O euro digital nasce precisamente nesse caldo cultural: um continente assustado com desinformação, colapso bancário, criptomoedas “selvagens” e dependência do dólar americano. O medo é o melhor arquiteto da servidão voluntária.

Não por acaso, a China lidera o mundo na implementação de CBDCs com seu yuan digital (e-CNY), um sistema já integrado ao chamado “crédito social” em algumas regiões. A arquitetura do euro digital, claro, é apresentada como radicalmente diferente. Mas arquiteturas mudam quando os governos mudam. O código pode ser reescrito. As leis podem ser alteradas. O que não se reconstrói facilmente é a infraestrutura do controle, uma vez erguida.

Analistas independentes e economistas heterodoxos vêm apontando aquilo que os relatórios oficiais do BCE evitam nomear diretamente: a implantação massiva do euro digital representa, em essência, uma transferência histórica de poder dos cidadãos para a instituição emissora.

 

 

A frase que foi pronunciada:
“Você pode evitar a realidade, mas não pode evitar as consequências de evitá-la.”
Ayn Rand

A filósofa russa Ayn Rand. Foto: Divulgação

 

História de Brasília

Um jornal que não me lembro qual foi, publicou uma nota da inspeção das autoridades aos blocos da Asa Norte, e uma foto que mostrava o sr. Pery, presidente do IAPC, dizia na legenda que era o representante da Capua & Capua… (Publicada em 18.05.1962)

1984 é bem ali

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Imagem: reprodução da internet

 

Observadores da cena internacional acreditam que o mundo caminha, nesta primeira metade do século XXI, para uma espécie de “socialismo de castas”, onde as elites cada vez mais empoderadas vão se eternizando no topo, com toda a espécie de direitos e privilégios, enquanto ao povo, essa histórica porção de ninguém, é  dado como herança e destino um novo tipo de miséria, mais perniciosa e não menos desumana. Tanto a Europa como, no nosso caso, o Brasil assistem essa realidade advinda de um globalismo niilista, que vai, aos poucos, destruindo a democracia clássica em nome de uma falsa igualdade.

Trata-se aqui de reconhecermos uma realidade  poderosa que sintetiza um sentimento crescente de que os valores democráticos clássicos, como liberdade, mérito, mobilidade social, estão sendo lentamente substituídos por um sistema autoritário disfarçado de justiça social. O que vemos aqui é um novo tipo de socialismo, mais adaptado ao nosso século e a um mundo superpopuloso e inquieto. A ideia de socialismo de castas expõe também uma contradição: em vez de eliminar desigualdades, o sistema as congela como deseja o globalismo.

O discurso da igualdade, quando instrumentalizado por elites políticas e econômicas globalizadas, acaba servindo como véu para manter seus privilégios intactos, enquanto impõe ao povo uma “igualdade na miséria”. Não se trata aqui do socialismo clássico, mas de uma versão tecnocrática, centralizadora, niilista — sem valores transcendentes, sem verdade, sem limites éticos, em que tudo é relativo, exceto o poder de quem já o detém. O que está posto aqui projeta para um futuro próximo o que é hoje, no presente, a realidade de países como a Venezuela.

Essa nova elite transnacional, formada por grandes corporações, organismos multilaterais e lideranças políticas, supostamente progressistas, defende uma ordem mundial onde o indivíduo é reduzido á estatística, o Estado nacional é esvaziado, e a cultura local é vista como obstáculo à padronização social e econômica. Isso constitui um niilismo poderoso que vai rompendo paulatinamente com qualquer base moral objetiva: tudo é permitido em nome de uma suposta e ilusória inclusão e progresso. É o progresso não para a melhoria na qualidade de vida da sociedade, mas que a arrasta literalmente para um mundo distópico e já sem esperanças.

Na Europa, o discurso igualitário avançou ao ponto de se tornar um instrumento de controle ideológico. Países como França, Alemanha e Suécia vivem crises internas com o multiculturalismo imposto, a erosão da cultura nacional e a criminalização do pensamento divergente. A promessa de igualdade e integração se transformou em zonas de exclusão social, guetos e insegurança. Além disso, a burocracia da União Europeia, distante da realidade dos povos, impõe regras ambientais, econômicas e culturais que favorecem grandes conglomerados e limitam a autonomia dos cidadãos comuns. Assim, a mobilidade social é engessada e a elite política permanece girando entre os mesmos nomes, partidos e interesses, numa pantomima ensaiada que vai, aos poucos, solapando a vida social, econômica e política como a conhecemos.

No Brasil, essa lógica se manifesta também de forma ainda mais perversa. Políticas públicas mal planejadas, sob o pretexto de “inclusão”, criam dependência estatal em vez de emancipação cidadã. O bolsa família é hoje um verdadeiro labirinto sem saída e que vai aprisionando o cidadão ao Estado. A elite política brasileira, muitas vezes aliada a ONGs internacionais e à grande mídia, perpetua sua influência sob o discurso de “representatividade” e “diversidade”, enquanto entrega a população a um sistema educacional falido, violência urbana crônica e oportunidades restritas. Tristes tempos esses em que o mundo e o homem vão perdendo sua identidade em nome de projetos que não são os seus.

Com essa nova realidade que vai se impondo, a meritocracia passa a ser demonizada como “elitista”, enquanto privilégios de castas burocráticas, como no caso de  magistrados, políticos, altos funcionários seguem intocados. Cria-se, assim, um abismo intransponível: de um lado, uma elite protegida e globalizada; de outro, um povo sufocado, rotulado e manipulado. A destruição da democracia clássica, como a conhecemos, vai sendo posta de lado, como coisa do passado. A democracia clássica se baseava na alternância de poder, na liberdade de expressão, na igualdade perante a lei e no Estado de Direito. Tudo isso está sendo minado por esse globalismo niilista, que substitui o debate aberto por narrativas únicas, a autonomia nacional por tratados internacionais e o cidadão por uma massa homogênea de “clientes do Estado”.

Essa nova ordem se legitima por meio do medo, das pandemias, do clima e do discurso “de ódio” para justificar o controle crescente. O objetivo não é eliminar desigualdades, mas redistribuí-las de forma a manter a elite onde sempre esteve, blindada contra o povo e acima da lei. O mundo não caminha para uma igualdade verdadeira, mas para uma hierarquização disfarçada, onde a elite se apresenta como salvadora enquanto cristaliza seus próprios privilégios. A democracia só sobreviverá onde há liberdade real, e esta depende de pluralismo, responsabilidade individual e soberania. O desafio está lançado: ou resgatamos os fundamentos da civilização ocidental, com suas liberdades e limites, ou assistiremos à consolidação de um novo tipo de despotismo, tecnocrático, globalizado e sorridente, mais parecido com o mundo previsto por George Orwell em “1984”.

A frase que foi pronunciada:

“Você não pode escapar da responsabilidade do amanhã, fugindo dele hoje.”

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln. Foto: wikipedia.org

História de Brasília

Como não haverá eleição no Distrito Federal, os próprios líderes se descuidaram do caso, e não procuraram apresentar , por êsse motivo, os nomes dos seus partidos. (Publicada em 08.05.1962)

Ou não?

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Ilustração: ebdicorp.com

 

         Quem poderia imaginar que um dia fôssemos saltar do mundo da imaginação e da ficção científica, diretamente para a vida real. Como num mudar de página, estamos do outro lado do espelho. Das estórias que mostravam, na literatura e no cinema, um mundo distópico, frio e desumanizado pelo avanço de máquinas inteligentes, chegamos, num pulo, ao que está hoje bem diante de nossos olhos.

         Somos agora os personagens ou então os milhões de figurantes passivos e empurrados para uma realidade e lugar hipotético ou, simplesmente, para o não-lugar. Essa sociedade imaginária, desenhada por mentes ao estilo globalista, ela é o que é: um conjunto de oito bilhões de almas submetidas aos projetos desses poderosos grupos familiares e empresariais que querem o mundo agora, na palma da mão.

          Para chegar ao eldorado prometido, o primeiro passo é tornar a sociedade, uma massa homogênea e catatônica, entregue ou rendida ao Estado. É o nada fora do Estado. Tal empreendimento só vem a funcionar com o aumento substantivo do controle social, a começar pelo aumento da força opressora do próprio Estado. Primeiro ainda vem o caos, com o incentivo disfarçado para que o crime assombre a sociedade, levando-a a se aprisionar em casa. Nesse mundo em que parece se liquefazer, o certo muda de lado. Afinal, estamos do outro lado do espelho.

          As fobias e o medo de tudo levam as pessoas a consumir em quantidades industriais, medicamentos para o controle de doenças nervosas, transtornos mentais, pílulas para tudo. Para que tudo possa funcionar de acordo, também as instituições do Estado vão se derretendo. Nesse ponto de nosso enredo real, os poderes da República se transformam em entidades burocráticas inacessíveis. Não há controvérsias entre o cidadão e o Estado. A qualquer hora, você pode ser preso. A comparação entre os cenários distópicos da ficção científica e o mundo atual sugere que vivemos um tempo em que o imaginário tornou-se real.

         O “espelho” mencionado evoca referências como Alice no País das Maravilhas ou 1984, em que a realidade é distorcida e transformada por forças invisíveis ou incontroláveis — como hoje, com as inteligências artificiais, a vigilância digital e o avanço de tecnologias que escapam do controle comum. A imagem de sermos “figurantes passivos” reforça uma crítica à perda de protagonismo do indivíduo frente a estruturas globais (políticas, tecnológicas, corporativas). O “não-lugar” citado remete a uma sociedade em que as pessoas não têm identidade clara, nem pertencimento — conceito explorado por Marc Augé em sua teoria dos “não-lugares”, espaços anônimos da modernidade como aeroportos, shoppings ou ambientes digitais.

         As “mentes ao estilo globalista” — grandes corporações, famílias e grupos de poder com projetos que moldam o mundo à sua imagem e sem diálogo com a pluralidade humana. A ideia de que “o mundo cabe na palma da mão” evoca tanto o domínio total das big techs, como a tentativa de padronização cultural, política e econômica. A frase final — “é o nada fora do Estado” — ecoa filosofias autoritárias, especialmente o pensamento hegeliano distorcido em regimes totalitários, como o fascismo (“Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”). Vemos a estatização da subjetividade humana, ou seja, a submissão total da vida individual ao controle estatal ou tecnocrático.

          Aqui vai um alerta existencial e político: Qual o papel do ser humano em um mundo cada vez mais guiado por algoritmos e decisões centralizadas? Ainda existe espaço para liberdade, diversidade e ação individual? E se estamos mesmo diante de uma virada civilizacional, qual é a resistência possível?

         O cenário de fundo desse não lugar apresenta prédios, muros e o que for possível, pichados e cheios de mensagens sinistras. As ruas são sujas, cheias de armadilhas, mal iluminadas e inseguras. Milhões de fios aéreos cortam essa paisagem apocalíptica, como uma série de rabiscos. À nossa volta, tudo o que representava o nosso mundo vai desaparecendo em meio a fumaça. O mundo distópico molda também pessoas distópicas, sem humanidade. Aliás, o humanismo foi deixado longe na estrada. Lembrando aqui que estamos falando de ficção. Ou não?

A frase que foi pronunciada:

“Ele acha que tem livre-arbítrio, mas na verdade está preso em um labirinto, em um sistema.”

Episódio ‘Bandersnatch’, do seriado Black Mirror

História de Brasília

As professôras perderam metade da razão ao deflagrarem greve. A solidariedade das professôras primárias poderia ser dada de outra forma, com braços cruzados durante uma hora, mas nunca com prejuízo total para os alunos. (Publicada em 02.05.1962)

Uma ordem só para o mundo

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Imagem: gazetadopovo.com

 

É possível encontrar, no imenso mundo virtual, verdades concretas? Essa e outras questões hodiernas não deixam de inquietar os pensadores atuais por suas contradições e bizarrices. Dentre essas questões que navegam por entre essas redes etéreas, como cardumes de peixes luminosos, têm destaque as chamadas teorias da conspiração, um universo infinito de histórias que, mais e mais, vem despertado uma imensa onda de curiosidades em todo o mundo. Não apenas por seu conteúdo fantástico, mas pelo que concentra em possibilidades reais de vir a ser. E não é para menos!

Em meio a um oceano de informações de todo o tipo, há que extrair, aqui e ali, alguns fatos que contém em si elementos verdadeiros da mais pura realidade objetiva, mas que, pelo teor falsamente ficcional, são prontamente afastados e rotulados de teorias da conspiração. Quiçá são marcados com essa tarjeta, justamente para afastar aqueles que desejam pesquisar mais a fundo esses temas.

Há, entre esses inúmeros temas, um que, embora marcado como Teoria da Conspiração, merece ser melhor analisado, mesmo em pinceladas rápidas, por trazer, em seu enredo, alguns elementos que vão, aos poucos, encaixando-se na realidade cotidiana de todos. Esse é o caso específico da denominada Nova Ordem Mundial. Pelo sim, pelo não, algumas redes vêm abertamente censurando esse tema, assim como outro termo derivado da palavra globalização, que é o globalismo.

De saída, é preciso notar que tanto o globalismo como a Nova Ordem Mundial formam, praticamente, um único elemento desse conjunto que pode designar o que seria o nascimento de um mundo distópico, regido por um comando central que a tudo e todos controlaria com uma espécie de mão de ferro invisível. Por sua definição, globalismo vai muito além de uma simples interligação de redes de comunicação, como querem fazer crer, mas abrangeria, em seus meandros, uma visão de mundo e uma ideologia em que o poder central, e o governo de fato, não estaria mais centrado em cada país, mas, ao contrário, obedeceria a um comando único que controlaria todas as nações e decretaria o fim da soberania nacional.

O globalismo, segundo seus teoristas, visaria a abolição de quaisquer traços de tradições culturais, substituindo-as por uma espécie de governança transnacional. Um exemplo dessa nova visão integrativa de mundo e que possui, por sua capacidade de centralidade de decisões, prejudicar aspectos internos da cultura e das tradições de cada país, num processo global de aculturação, pode ser verificado na própria União Europeia e no processo do Brexit.

Por esse mecanismo, a Inglaterra pôs fim ao excessivo controle exercido pelo parlamento europeu em Bruxelas, em seu território, abandonando o bloco e todas as pretensas benesses desse grupo, em nome da soberania nacional, livrando-se, segundo afirmou um de seus defensores, de uma espécie de controle neomarxista existente naquele parlamento. A pandemia, segundo alguns desses teóricos da conspiração, seria apenas um ensaio para o advento do que viria a ser novas ondas globais e contínuas de viroses, cada vez mais letais, propositalmente operadas para arruinar política, econômica e socialmente as nações, deixando-as inertes e em busca de uma solução que viria por meio de um governo mundial, formado pelas grandes corporações e outras forças ocultas.

Para os nacionalistas, o globalismo é algo que deve ser combatido em sua origem, pois visa diminuir a população mundial e com isso aliviar o planeta da sobrecarga demográfica que exauri, aceleradamente, os recursos naturais cada vez mais escassos do planeta.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Democracia é, literalmente, Educação.”

Anísio Teixeira

Anísio Teixeira. Foto: gov.br

 

T-Bone

São muitas as paradas de ônibus que ainda acondicionam livros organizados por Luiz Amorim. Essa iniciativa já é marca nesta cidade.

Foto: g1.globo.com

 

Crescendo

Detran está facilitando a vida de motoqueiros imprudentes. Desde rachas pelas estradas até guiar pelas calçadas livremente. São atitudes que colocam vidas inocentes e responsáveis em risco. Vale uma blitz.

Foto: detran.df.gov

 

Ampliação

Quem comemora a ampliação do atendimento no Hospital da Criança é Renilson Rehem, superintendente executivo do HCB. A instituição atende mais de 700 crianças e adolescentes. Rehem, em seu discurso, agradeceu um a um que tornou possível essa conquista.

Foto: Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press.

 

Ceará

Como dizia o filósofo de Mondubim, “feito pato nadando!”. É que a eleição para a presidência da Câmara parece tão calma, mas debaixo d’água a movimentação é grande. Os  parlamentares cearenses Capitão Wagner (Pros), Domingos Neto (PSD), AJ Albuquerque (PP), Dr. Jaziel (PL) e Pedro Bezerra (PTB) estiveram em Brasília.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Ney Braga não utilizou o apartamento, porque não residia na cidade onde está a sede o Poder que ele representava. Veio daí o engano, e o deputado Neiva Moreira, da Comissão de Transferência, passou-lhe um telegrama pedindo a devolução das chaves do dito apartamento. (Publicado em 24/01/1962)