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Governo anuncia recorde em eficiência nos serviços prestados. #Sóquenão

Já faz parte do ritual: todos os anos o Governo Federal , por meio da Receita, anuncia com estardalhaço, mais uma quebra de recorde no volume de imposto arrecadado da nação. O que o governo enxerga como vitória da eficiência da máquina arrecadadora do Estado, e que deve ser cantada aos quatro ventos, os contribuintes entendem como o crescimento sem fim de uma carga tributária que hoje é uma das maiores do mundo e sem retorno em serviços. Com uma cangalha de impostos que hoje gira em torno de 35% do Produto Interno Bruto, os brasileiros , quando o assunto é impostos, de forma parecida aos habitantes da Europa durante a chamada Idade Média. Substitua-se o Senhor Feudal por Governo Central e impostos como a Talha, Corveia, Banalidades, Mão-morta e outros pelos atuais PIS/Pasep, Cofins, Imposto de Renda, IOF, IPI, ISS, Cide e muitos outros. Está formada a sopa de letrinhas que a cada ano vai afogando cidadãos e empresas num mar sem fundo de obrigações tributárias. Funcionasse o restante da máquina pública com a mesma eficiência azeitada da Secretaria da Receita, e todos os problemas do país estariam solucionados há muitos anos. Trabalhando mais de cinco meses apenas para pagar os impostos, o cidadão, aqui muito propriamente chamado de contribuinte, entrega também de forma quase imperceptível , 40% do ganha em média, somente na compra daqueles produtos que necessita para viver . Nos últimos dez anos o aumento da arrecadação tirou dos brasileiros R$ 1,85 trilhão. O relógio que indica em tempo real quando cada cidadão paga de impostos e justamente chamado de Impostômetro. Neste exato momento marca que os brasileiros já desembolsaram em forma de tributos , desde primeiro de janeiro deste ano , R$ 232 bilhões. As outras casas decimais são atualizadas com tanta velocidade que não dá para registrar. Esse que é também conhecido como o relógio da infâmia e que deveria estar a vista em todas as esquinas do país, muito mais do que registrar o que é tirado dos brasileiros, registra quanto a nação irá desperdiçar este ano também com a incompetência , a corrupção e a máquina pública inchada e obsoleta.

A frase que foi pronunciada: ‘O momento é sempre adequado para fazer o certo!” Martin Luther King

Juntos Esperar que o governo resolva tudo pode desgastar pais e alunos. Daí surgiu a iniciativa da comunidade de Sobradinho 2 arregaçar as mangas e dar uma retocada na tinta da escola CE 8. A Administração da cidade participou e prometeu continuar presente durante os trabalhos durante o carnaval. Menos da metade das escolas do DF precisam de reformas estruturais.

Inseguro Mais um rombo nos cofres do governo. Quadrilha especializada em fraudar o seguro desemprego com documentos falsos. Até agora foram registrados os dados de 3 mil pessoas usados no golpe. Esse e mais casos estão sendo monitorados depois que o governo fechou o cerco exigindo mais rigor ao acesso ao sistema.

Vans Com a deficiência no transporte público as vans avançam com o aval e alívio da população. Apesar do perigo, o transporte pirata chega antes. Como o patrão quer saber do horário cumprido, a população arrisca. Em Planaltina um motorista de van foi abordado pelo Batalhão de Trânsito, tentou fugir de ré mas motorista e trocador tiveram que dar explicações na delegacia.

Preto no branco Elton Faria e outros taxistas atendem o chamado da população pelo aplicativo Wase. Os passageiros cadastrados têm pelo celular, acesso ao mapa que mostra quem está mais perto. Rapidez e economia de combustível. Para quem está acostumado a pegar taxi, uma diferença a mais no aplicativo. Acabou aquela mentirinha irritante da atendente dizendo que o carro está quase chegando.

Manicures Estão atirando por perto. A Vigilância Sanitária exige um responsável pela esterilização dos materiais de serviço em salões de beleza. Isso é seguro. Falta o Ministério do Trabalho dar uma olhadinha na carteira de trabalho das manicures. Vai ser uma surpresa.

Hábitos Em plena era da internet e celular as pessoas continuam conversando nos metrôs, com uma diferença. Antigamente conversavam com quem estava ao lado. Agora conversam com quem conhecem e está longe.

Bravíssimo Uma beleza aquela flauta no Pontão. Por do sol e boa música. As pessoas pararam para apreciar as modinhas. Crianças dançavam. Tomara que o lado poeta do governador Rollemberg estimule a arte pela cidade.

Santa Lúcia Hospital Santa Lúcia de Brasília passa a fazer parte do grupo da Associação Nacional de Hospitais Privados. A instituição representa 69 instituições de saúde espalhadas por diversos estados brasileiros e DF. Para chegar à categoria Associado Titular, é preciso ser reconhecido internacionalmente pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

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HISTÓRIA DE BRASÍLIA Ninguém sabe em que ficou o aparelhamento do Instituto Médico Legal de Brasília. O que é fato é que os defuntos continuam empacotados na “morgue”, sem geladeira e sem meios. (Publicado em 05/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Deputados federais que defendem a Cidade Livre ainda não se manifestaram sobre o “Padre Nosso do Pioneiro da Cidade Livre”, onde há esta expressão: “Esta terra é minha, porque a vi primeiro”. Belo instinto de posse, confessado publicamente, com a assistência de membros de um Poder. (Publicado em 05/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Deputado Breno da Silveira, modere um pouco, pare, olhe e escute. Ouça o trem. Os seus assessores sobre Cidade Livre estão aproveitando para lhe dar informações erradas. São os industriais dos aluguéis, são os donos dos motores, são os homens da campanha financiada. (Publicado em 05/08/1961)  

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Com atraso de pouco mais de meio mês, saíram, finalmente, da cadeia do dr. Pery, os presos que estavam à disposição da Justiça, a uma altitude de 1.200 metros, no local onde o sr. Lúcio Costa planejou a Torre de Televisão, ainda hoje paralisada. (Publicado em 06/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Outra atitude não se esperava, sabendo-se que o cel. Jaime Santos não tem nenhum interesse em prejudicar a cidade que hoje ele tanto admira. (Publicado em 06/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Tremenda complicação nas hostes “fiquistas” da Cidade Livre. Nova dissidência está se registrando, e aos poucos o movimento vai se dilacerando. (Publicado em 06/08/1961)

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Doze anos de Realismo fantástico
 
         Que a realidade supera a ficção, não há o que discutir. Agora quando a realidade e a ficção começam a operar juntas, distorcendo o que são fatos e tornando fato o que é ficção só ocorre mesmo no Brasil nos dias de hoje.
         Entre as décadas de 1960 e 1970 a América Latina, incluindo o Brasil, foi tomada por um tipo novo de abordagem literária, que tratava a realidade sob um ponto de vista mágico. Elementos fantásticos se misturavam a crenças populares, num cruzamento entre superstição, modernidade, tecnologia e lendas urbanas, tudo tratado de forma natural. Júlio Cortázar, Gabriel Garcia Marques, Dias Gomes, Roberto Drummond, são alguns dos representantes dessa corrente literária.
         O fim dos regimes ditatoriais na América Latina e no Brasil, coincidiu com o desaparecimento desse tipo de literatura . Curiosamente o continente não precisou mais do que alguns anos para experimentar no mundo real o que era apenas ficção escrita. O mundo formado por personagens fantásticos saltou das páginas dos livros e passou a ocupar os principais palácios de governo por toda a América.
         Caudilhos mortos  retornavam ao mundo dos vivos e , sob a forma de um passarinho dava orientação do além para o reino onde tudo faltava , principalmente  papel higiênico, gasto para limpar a sujeira sem fim do regime. Uma Viúva inconsolável e sempre em trajes negros, rodeada de jovens  e sensuais assessores tem seu nome escrito num bilhete  encontrado junto ao cadáver de um juiz que ameaçava prendê-la na manhã seguinte. O índio da etnia uru-aimará  assume o comando de seu país pela terceira vez e mascando folhas de coca, como seus antigos ancestrais sonha em destruir o grande irmão branco do Norte, pelo uso alterado da folha mágica. Na parte meridional do continente, um   ex-guerrilheiro, de um dos grupos clandestinos mais temidos no passado, eleito presidente, desfila a bordo de seu velho fusquinha, calçando sandálias e ternos surradas   e ganha   ares de santidade pelo desprezo que dispensa ao mundo material.
         No entanto , nenhum desses personagens meio reais, meio fantasiosos, que habitam o continente, se igualam, em termos de realismo fantástico, ao que os brasileiros vem vivenciando nos últimos doze anos. Por estas bandas , o fim do regime ditatorial, propiciou, com a exceção de apenas dois presidentes,  uma sequência contínua de governantes, que não fosse pela tragédia que representaram para a vida nacional, seriam dignos de figurar no rol da ficção mágica, como personagens caricatas de si mesmo.
          De longe a mais representativa dessas figuras mágicas surgiu nos portões das fábricas de São Paulo, montou um partido político só seu e para seus fiéis mais próximos. Ganhando as eleições, deu início à um governo que a cada dia surpreende pelo ineditismo das ações e pelo que vem sendo revelado do modo sui generis de governar. Nem de longe o melhor e mais criativo ficcionista do planeta conseguiria imaginar e escrever o que ocorre no mundo real dos brasileiros.  Como num folhetim  de milhares de páginas, as tramas,  vão vindo  à luz de forma ininterrupta,  mostrando um estado muito além da imaginação. Em 2005, com o estouro do escândalo do mensalão, a população passou a acompanhar pelo rádio, a mais longa novela da República, transmitida diretamente das sessões da CPI dos Correios. Estavam ali alinhados todos os ingredientes para uma boa obra ficcional. Dinheiro, poder, ambição, traição, mortes. Tudo dosado com alguns  detalhes de chanchada. Pedro Malasartes, Macunaína, Saci-pererê, Zé das Medalhas, estavam todos ali misturados e bem representados. O que a nação não sabia é que os episódios do mensalão, que terminou com o maior julgamento já feito pelo Supremo, foi apenas um prólogo do que se seguiria envolvendo a maior petroleira do país. Mas esta já é outra novela, embora com os mesmos personagens centrais.
 

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O que é saber das coisas
Tancredo , em seu discurso para a eternidade já dizia: “para quem recebe, o pão da caridade é sempre amargo.”Outro aspecto ressaltado no discurso e que anda minguado nestes dias de hoje,  fala sobre a humildade de reconhecer que o “progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites.” Essa força , para ele ,vinha, em parte, pelos que “alçavam-se ao jornalismo e ao Parlamento” onde exerceriam sua “influência”. O texto lembra ainda que há “ maior amor à Pátria no povo do que entre algumas elites”, porque o homem comum “sabe que a sua realização depende do progresso de todo o País”, por isso “eles se colocam à frente da história. A trinta anos ele já alertava para o engano que era “levantar uma nação rica e poderosa sobre os ombros de um povo explorado, doente, marginalizado e triste.” Não é por outra razão que Tancredo deixou em seu discurso o aviso de que o Estado não deve ser outorgado pelas elites à Nação “em orgulhoso ato de poder” mas construído  através da “ consciência coletiva”, que em outras palavras só virá através da universalização da educação , projeto eternamente adiado, por razões óbvias.
 
A frase que foi pronunciada:
“Falta povo nessa crise!”
Manifesto pela mobilização da sociedade civil. O governo deve reduzir os gastos para não aumentar os impostos.
 
Atitude
Pessoal está surpreso com a atitude da deputada distrital Celina Leão. Comentários preconceituosos são substituídos pela admiração à determinação da deputada em ouvir o DF e atender as  demandas. Uma tribuna na rodoviária com um microfone foi o suficiente para a população dizer o que precisa ser feito.
Era só o que faltava. O contribuinte de Brasília deve ficar atento. O Detran avisa que boletos falsos estão chegando pelos Correios. Para saber se é fraude ou não é simples. Se for carta registrada é multa real, se for carta normal, é cilada.
 

Sem sinal
Atenção engenheiros do trânsito. Logo depois da subida para chegar ao Lago Norte,  curva à direita é sinalizada pela placa para o Parque Vivencial II Entrada A. Pois bem. Não faz o menor sentido os carros que virarão para esse destino ficarem parados no semáforo. Essa entrada deveria ser livre para os carros da pista da direita.
 
Boas novas
Quase 97% das crianças que perderam os pais com Ebola encontraram uma família de acolhida. No mundo todo 22.500 pessoas contraíram o vírus. A notícia é da UNICEF.

Sem hipocrisia  
É inaceitável que a reitoria da UnB continue permitindo o uso de maconha dentro da instituição. O caso é de polícia. O próprio senador Cristovam Buarque quase cai na armadilha. Depois de ouvir os lamentos de famílias destruídas voltou atrás.
 
Pelo voto
O que acontece na UnB é mais ou menos como acontece no balcão de negócios do parlamento brasileiro. Fazem vista grossa para não perder os votos dos alunos. Enquanto isso os professores pedem socorro. Articulam um documento com assinaturas de todos para ver se dá resultado.
 
Sem regras
Baderna em um campus universitário com os estudos sustentados com o dinheiro público na capital do país parece uma educação desgovernada. É inadmissível que professores sofram esse tipo de abordagem. Alunos drogados invadindo as salas de aula. Falta divulgação sobre o assunto.
 

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Expectativa pela festa da boa gestão   É na adversidade que se conhecem as verdadeiras lideranças . A tarefa de arrumação geral que coube ao novo governador eleito do Distrito Federal pode não ser muito diferente do vem ocorrendo com outras administrações país afora, atoladas em dificuldades e dívidas, mas, sem dúvidas, tem que ser realizada sob pena de provocar estragos ainda maiores, inviabilizando sua gestão ainda no início da largada. Depois de um governo que se mostrou desastroso e  que ,por isso mesmo, foi ejetado pela população ainda no primeiro tempo da eleição, restou à nova administração não só consertar os estragos deixados pelo antecessor , mas buscar meios para evitar a paralisação dos serviços essenciais, incluídos aí, os salários de milhares de servidores da capital. Os cortes nas despesas e o enxugamento da máquina, o emprego da racionalidade e outros métodos reconhecidamente eficazes de gestão , podem não render popularidade a curto prazo e até servir de  alvo de críticas daqueles que foram empurrados para o oposição,  mas, é a única garantia que resta à população de que a capital segue funcionando. Neste sentido, qualquer medida de cortes , seja na redução da frota de carros oficiais, seja no corte de cargos comissionados é sempre bem vinda . Mais difícil neste processo de reorganização administrativa talvez seja acertar o ponto exato, estabelecendo um justo equilíbrio entre sanear a máquina pública sem penalizar o pobre contribuinte , evitando ao máximo depositar nas costas de quem já paga por serviços nunca oferecidos ou o custo da solvência. A crise atual nas finanças do GDF talvez represente uma ótima oportunidade de aprendizado para o novo governador. É na escassez de recursos que surgem soluções criativas e econômicas e quando se vislumbram, com mais nitidez os ralos e hábitos perdulários, por onde escoam os recursos públicos. É em momento como este que ficam mais  visíveis a inutilidade irresponsável de torrar dinheiro da população com festejos, queima de fogos, desfiles, corridas e outros gastos inúteis.  O que a população necessita não esta presente nos estádios, autódromos e sambódromos . A festa que a população aguarda é a da oportunidade de usufruir uma boa gestão que viabilize o acesso aos hospitais, escolas, transportes e outros bens necessários à  cidadania plena.  A frase que foi pronunciada: Tributo ao livro  “O sumo prazer humano/Sente o ser que é seduzido/ Não apenas pela leitura/Mas, sobretudo, pelo livro Porque o livro é o corpo/E a leitura, o espírito…!” Bruno Bezerra

Bem vindos   Chiquinho Dornas, com 55 anos de Brasília criou no Facebook o grupo “Brasília das antigas que amamos muito”. Uma delícia de momentos rever imagens da cidade quando todos se conheciam. Prazer enorme ler textos inteligentes de brasilienses que amam a nossa cidade e querem divulgar e conhecer fatos e fotos, casos e acasos, acontecidos em Brasília.  Lembrete   Vale um aviso .Este grupo é aberto e participa quem quiser. Só não são aceitas fotos e assuntos que envolvam: política, religião, pornografia, comércio e propaganda. Vale a pena conferir e desfrutar de momentos registrados em belas imagens e mensagens postadas pelos participantes.  Sinais   Capitão Alden José, da PM baiana elaborou uma cartilha reunindo dezenas de tatuagens de criminosos e cada significado das imagens. O interessante do estudo é que o significado dos desenhos é universal e permite que os criminosos se comuniquem apenas pelos desenhos.

Projeto Alunos Solidários

Em Irecê na Bahia a escola Municipal Luiz Vianna Filho conseguiu resgatar mais de 60 alunos que se afastaram das aulas. Os próprios alunos se reúnem na residência do colega faltoso, conversam com os pais e levam a situação para a direção que resolve o problema da melhor forma.

Age faz Patrícia Melasso, Superintendente de Operações da Agefiz, explicou em entrevista que não é o fato de ser mulher que lhe dá mais segurança para encarar invasores de área pública. São os 20 anos de experiência que permitem enfrentar pedras e coquetéis molotov com calma e firmeza.  Mini idosos          Chega o recado do hospital Albert Einstein. Cresce assustadoramente o número de crianças em idade escolar com o “mal silencioso”, ou pressão alta. Como conseqüência de uma vida desregrada, excesso de sal e sem atividade física a meninada está com hipertensão. É preciso um monitoramento para o diagnóstico precoce e mudanças nos hábitos.  

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Assim na empresa como no Brasil

 

Não há como negar:  a crise atual por que passa a outrora maior empresa do Brasil, é um resumo  exato, em menor escala, do que ocorre  com o restante do país.  Ao canalizar  as enormes potencialidades da Petrobrás na geração de riqueza , apenas para atender à um projeto de perpetuação no poder, o governo conseguiu o que pretendia,  no curto prazo, mesmo comprometendo todo o resto, inclusive o futuro de todos.  Num plano ficcional, a situação se assemelha ao poema trágico de Goethe : Fausto.  Nele o personagem negocia sua alma com Mefistófeles em troca da posse do conhecimento e da liberdade ilimitados. Logicamente,  o preço a ser pago é alto,  incluindo a vida de muitos  que atravessam  seu caminho. Não é diferente no caso do Brasil.  Devedora de sua indicação e eleição para o mais alto cargo da República, Dilma se viu, desde a primeira hora,  como devedora da prebenda. Submetendo-se aos caprichos e exigências dos caciques da legenda, seu governo  foi pontuado por seguidas ações que sempre tinham os ideais partidários na ponta final de sua gestão. O país vinha em segundo plano.  O retrato atual da Petrobrás é , como de resto,  o retrato do próprio Brasil. Desorganizada, a máquina pública vai dando sinal de falência múltipla, com todos os órgãos do estado, principalmente sob o aspecto econômico, em processo de esfacelamento  acelerado.  Curioso é que esta grave situação  não tenha sido detectada e contida pelos inúmeros órgãos de fiscalização da economia e finanças. O aparelhamento de muito desses órgãos,  explica parte desse descaso na fiscalização, mas não explica tudo. Sintomático é que uma gigantesca máquina político partidária tenha  se organizado, a mais de uma década, para controlar, de forma criminosamente orquestrada, a sangria dos recursos públicos. Mais sintomático e preocupante ainda é que esse desmonte da economia do país e de suas empresas seja feito em nome de milhões de indivíduos que deram seus votos, ou seja sua aprovação, para a continuidade dessa tragédia.

A frase que foi pronunciada:

“Quando não se tem uma visão histórica dos fatos, pode-se assumir uma visão histérica.”

 No facebook da Casa do Ceará em Brasília

21 anos em cartaz

Quem apreciou o trabalho da  Companhia de Teatro Pátria Amada, programa da Secretaria de Segurança dirigido por Ricardo Barbosa está consternado com o fim do projeto. Governante orgulhoso que elimina bons projetos apenas porque eram de outra gestão causam uma perda enorme para a população que se beneficiava das atividades.

Pátria

Foram mais de 10 mil apresentações em instituições públicas e privadas. O projeto realizado pela Cia de Teatro Pátria Amada atingiu mais de 200 mil pessoas entre jovens e adultos. Quando a polícia usa a arma certa para orientar a população não há estímulo do governo. Nós da imprensa também temos culpa nessa história. Divulgamos mais sobre violência  que bons projetos de Educação.

Amada

Voluntários da Cia de Teatro Pátria Amada, os atores e policiais militares Genivaldo Sampaio, Luiz Henrique (Bororó) e Elizete Santos interpretavam textos que atingiam o âmago da juventude. Fatos do dia-a-dia como a violência e segurança, bullying, gravidez na adolescência e os riscos do uso de drogas eram tratados partindo da realidade da audiência.

Perto do coração

Outro lado positivo do projeto que ganhou destaque é a proximidade da população conquistada pela Secretaria de Segurança Pública. Prova disso é a demanda das escolas que descobriram  o lúdico para fortalecer o conhecimento. Educação e segurança juntas.

Futuro melhor

 Esporte à meia noite, Picasso não pichava e todas as idéias que dão à população oportunidade de acesso ao esporte, ciência, arte e educação devem ser turbinadas. Falta de verba? Melhor escolas que cadeias, já dizia o escritor francês Victor Hugo.

Balanço

Dos deputados federais eleitos, 71% são católicos, 16% evangélicos e 3,3% se declaram cristãos em especificar se é católico ou evangélico. A informação é da Igreja Batista de Brasília.

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Chama que apaga

Na vida como na política, as causas antecedem as consequências. No caso da política, principalmente no Brasil, as mudanças se operam com a rapidez de nuvens empurradas por fortes ventanias. O que está acima vem a baixo pelo peso da sucessão dos fatos. O que era grande, apequena-se e evapora como água. Basta lembrar da antiga Arena, partido postiço que pretendia dar ares institucional ao governo militar. Naqueles tempos era festejado e proclamado comoo maior partido do Ocidente, praticamente indestrutível.No entanto, bastou abrirem-se as frestas de luz da redemocratização e o que era um imenso porão mofado, foi inundado pelos ares profiláticos das mudanças e desapareceu. Hoje a Arena é apenas um pequeno lembrete num canto de página da história. O fator de desgaste do Poder, não pode ser ignorado. Nada escapa a esse buraco negro. O mesmo vai se dando com o Partido dos Trabalhadores. Abatido em parte pelos projetos do escândalo do mensalão, sobreviveu graças a inanição da oposição. Pelo do crime de ser apanhado em flagrantefoi abandonado por parte daqueles integrantes que ainda sentiam remorso e tinham compromisso em cumprir as obrigações sociais. Sentiam inclusive um certo temor das possíveis punições. Não tentaram em momento algum dar explicações plausíveis para explicar as razões de situações de conflito com a lei.  Nesta ocasião o neologismo refundação ganhou as manchetes, mas logo foi enterrado pelo núcleo duro da legenda. No aguardo das consequências desastrosas pela gestão da maior empresa estatal do país, mais uma vez o partido se vê na antessala dos aflitos. O sinal de que os fatos ameaçam a repetir o mesmo destino que abateu a Arena foram dados pela eleição da nova presidência da Câmara dos Deputados. O deputado Eduardo Cunha, de quem a Presidente Dilma não escondia o asco, e a quem não recebia em audiência, é hoje o terceiro nome de importância no organograma da República. Eleito, já mandou avisar que como presidente de um dos poderes do Estado, seus entendimentos com o Executivo serão feitos apenas diretamente com a Presidente, sem a intermediação transversal de assessores. É o troco do destino pela soberba de um partido que sempre fez dos palácios do Planalto e daAlvorada um anexo de luxo para a legenda.

A frase que não foi pronunciada: “Chegada dos auditores internacionais independentes.” Anotação imaginária na agenda de uma secretária da cúpula da oposição

Lástima Recebemos uma carta encaminhada e assinada por Ronan S Custódio, aluno de Direito do Iesb. Está informando sobre o golpe da empresa que recebeu para fazer a festa de formatura da turma. Cada vez mais seguras da falta de punição os estelionatários abrem o leque de armações. Recebem o dinheiro suado da turma e anos depois, no grande momento, somem.

Vida banalizada Nas notícias do trânsito em São Paulo, Rio e Brasília é gritante a ordem de prioridades dada pelos repórteres. Primeiro o acidente, o transtorno que vai causar e de vez em quando se lembram de informar sobre a vítima.

Foi-se Uma cerimônia pomposa sem a presença do público. Assim foi comemorada pelos eleitores a chegada de seus representantes no Congresso. Hoje é raro ver o parlamentar que estufa o peito no meio do povo aguardando olhares admirados e respeitosos.

Tênis Vendo que em todos os jogos o ídolo Guga comia uma banana, Vinícius encarou com naturalidade quando jogavam banana aos atletas brasileiros. Pensou que se tratava de uma força para jogarem melhor. Quando entendeu que chamavam de macacos, ficou horrorizado.

Chute Anos depois, em uma viagem de trem, uma criança negra, de 3 anos chorava de fome. Vinícius levava 3 bananas na sacola. Não quis ser mal interpretado. A criança continuou o choro pelo resto da viagem. Isso é o que fazem quando chamam a atenção para a cor da pele.

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Custo político

Muito tem se falado e especulado sobre os entraves seculares ao desenvolvimento do país, reunidos num conjunto que passou a ser conhecido como Custo Brasil. Educação, saúde, segurança nas estradas, portos, aeroportos, ferrovias, burocracia, logística, energia e uma infinidade de setores mal resolvidos têm adiado, sine die, o verdadeiro dia da independência dos brasileiros. As raízes dessas mazelas, perdidas nas brumas do tempo, têm ramificação comum, bem identificável e sempre presente ao longo de nossa história. Mesmo reconhecendo a inutilidade na busca de culpados por nosso compromisso com o futuro, não deixa de ser sintomático que, na origem de nossos males, figuram em primeiro plano e isoladamente, as lideranças políticas. Não todas elas, mas a grande e significativa maioria. Desse modo, não é exagero afirmar que à baixa qualidade de nossos representantes políticos devemos todo o subdesenvolvimento.

A razão dessa tragédia nacional situa-se muito além das características pessoais de cada um deles, totalmente alheios ao que se entende por espírito público. Ao reuni-los em núcleos maiores, denominados partidos políticos, que nada mais são do que espécie de clube fechado, multiplicam-se as forças, ao mesmo tempo em que se tornam impermeáveis às influências das ruas e de qualquer fiscalização externa.

Excetuando os períodos monocráticos experimentados pela sociedade, não seria demais conjeturar que as urnas eleitorais, muito mais do que portais de entrada para o mundo da democracia, têm representado verdadeira caixa de Pandora, que, uma vez aberta, libertam o que há de pior para os brasileiros.

Ao Custo Brasil se agrega como fundamental o Custo Político. Essa sensação ficou ainda mais evidenciada para a população em geral com a eleição e posses da nova legislatura e com a eleição e posse dos membros do Executivo. Em ambos os casos, houve o tradicional festejo dos eleitos, com familiares e apoiadores. Muita comida, muita bebida, tapinhas nas costas aos novos membros do clube que chegam. Tudo muito animado e distante, anos-luz, da população, convidada apenas para bancar os festejos, cada vez mais caros, na forma de impostos crescentes.

A frase que não foi pronunciada

“Eu conheço a minha aldeia

e os caboclos que moram lá.”

Sonho de muitos caciques

Sangue

» Antes de cada Olimpíada, a Tocha Olímpica percorrerá 256 cidades. A notícia foi divulgada como sendo uma pira brasileira, mas a tocha que aparece nas imagens é totalmente vermelha. Sem verde

nem amarelo.

Caixinha

» Qualquer que tenha sido a intenção do funcionário público que retirou a roupa em protesto, o acontecimento deveria servir para os órgãos do governo federal,

municipal e distrital.

Desiguais

» Levantamento mostra que há quase 40 deputados federais respondendo a processos criminais. Isso nada quer dizer, até que seja dada a sentença. O problema é que aquele funcionário que varre o Congresso precisou entregar mais de 10 documentos para ser contratado por empresa terceirizada e poder exercer a função no parlamento.

Mas hein?

» Foi benfeito o trabalho de marketing pelos rincões do Brasil. Milhares de brasileiros repetem o discurso sobre as elites brasileiras. “Eles não querem que o pobre viaje com os ricos. Eles não querem os aeroportos transformados em rodoviárias… Só gostam de loiros com os olhos claros.” Enquanto isso,

o autor do discurso viaja de jatinho particular emprestado e tem a esposa galega. Vai entender.

Catálogo

» Gê Orthoff é um dos expositores no Museu Nacional de Brasília, que exibe acervo multimídia. As obras doadas e adquiridas em prêmios dão o nome à mostra: Aquisições e Doações. Até 5 de abril, a população da cidade poderá conferir a beleza da coleção.

Nota legal

» Ao todo, são 916.986 contribuintes cadastrados no Programa Nota Legal. Infelizmente, manobras diminuíram as vantagens que os contribuintes ganhavam no projeto do então deputado Reguffe. A procura pelo cadastro vem diminuindo a cada ano. Com isso ganham os sonegadores.

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HISTÓRIA DE BRASÍLIA As firmas empreiteiras de Brasília acham impraticável a medida do sr. Jânio Quadros, mandando adaptar os caminhões com coberta e bancos para o transporte de candangos. Acham essas firmas que os caminhões teriam que passar o resto do dia parados, o que iria onerar a obra, dado o número de carros que viriam a ser fichados para os trabalhos habituais de transporte de material. (Publicado em 05/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Já que estamos falando no assunto, o prazo expirou no dia 28, e ontem eu vi um caminhão cheio de candangos chegando à obra da creche da superquadra 108. E o caminhão era chapa-branca. (Publicado em 05/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Mas nesta questão de prazo, isto não vale muito, não, porque o coronel Jaime Santos disse que os presos passariam só 30 dias na Cadeia do dr. Pery, e até hoje eles ainda estão lá. (Publicado em 05/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Muito boa e oportuna, a “batida” do serviço de trânsito, ontem, em frente ao setor de Rádio e TV, na W3. Diversos carros foram presos, e só passava quem estava com a documentação em dia. Excelente medida. (Publicado em 05/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Enquanto um russo dá a volta à terra em 81 minutos, o nosso Departamento de Correios e Telégrafos, caindo de podre, demora 21 dias para transmitir um telegrama de Recife a Brasília. (Publicado em 08/08/1961)

HISTÓRIA DE BRASÍLIA Já foi iniciada a mudança da favela do lado leste do Eixo Rodoviário Sul. E nem poderia ser de outro jeito. (Publicado em 05/08/1961)

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Israel

Pinheiro

Juscelino Kubitschek escolheu seu amigo Israel Pinheiro para presidente da Novacap. O escolhido veio para Brasília podendo ser demitido a qualquer momento.

Presidia, na Câmara dos Deputados, a mais importante comissão da Casa. Aceito o convite, veio de mala e cuia. Comandou a construção da nova capital. Usava toda a disposição que o presidente JK lhe confiava e deu conta do recado.

Nasceu em 4 de janeiro de 1896, na cidade de Caetés. Exerceu o cargo de secretário de Agricultura, Viação e Obras Públicas. Ainda jovem, foi eleito prefeito de sua cidade. Naquela época, a oposição não pagava contas ao governo. Chamou eletricista. Quando esse estava cortando a luz, o dono da casa gritou: “Desça daí, senão eu lhe mato”.

Israel perdeu o primeiro embate. Persistente, encontrou na rua um homem baixinho, filho de incesto. Deu alicate e escada. A ordem foi a mesma. Estava no alto, e recebeu a mesma advertência do devedor. Falava mal, fez sinal. Ao receber a ordem para descer ou levar tiro, resmungou: “Estou cumprindo ordem do chefe”.

Na discussão, o dono da casa deu-se por vencido. Alicate na mão e escada no ombro, o homem atendeu ao pedido do dr. Israel Pinheiro, que, nessa época, morava em Caetés, com a família. Dona Coracy o acompanhou a Brasília durante o tempo em que aqui viveu. Dava apoio ao marido.

Israel foi morar na Granja do Ipê. Não faltou humor aos funcionários. Espalharam que Israel morava na Chácara do Ipê, que traduzia Israel Pinheiro. Mandou pintar um quadro bem colorido, com ipê-amarelo, e pôs abaixo o nome Granja do Ipê. Israel tinha bom humor e não aceitava tratamento de exploração de sua imagem.

Quando chegou a Brasília, o primeiro caminhão de televisão, da Tupy, do Rio, foi visitar o dr. Israel. A resposta era “eu não sou vedete de ninguém”. Procurem o JK, que gosta disso. Jairo Valadares e eu fomos ao Catetinho, onde encontramos JK e fizemos a foto. Ainda hoje o Brasil conhece a foto e o fato.

Ainda no Rio, Ney Ururahy acompanhava o dr. Israel. Veio a Brasília como participante da Divisão de Pessoal. Aqui mudou de cargo. Foi Ney Ururahy o autor da primeira folha de pagamento da Novacap. Folha de papel pautado, com nomes e valores a receber.

Assim começou a história da construção da nova capital.

Israel havia sido secretário de Viação e Obras Públicas, e primeiro superintendente da Vale do Rio Doce. Deputado, firmou sua vida como homem sério e trabalhador.

Certa vez, verificava o estado de construção da primeira pista do aeroporto. Atrás, falava o engenheiro Atualpa da Silva Prego. Para concordar com o presidente da Novacap, balançava a cabeça e o braço, como fosse contra o que Israel dizia. Distante, o pessoal da Novacap passou a admirar a coragem do Atualpa, que passou a ser “o homem”.

Doutor Israel Pinheiro era homem duro e cumpridor dos deveres. Pedia a todos o mesmo comportamento. Certa vez, mandou pintar o teto do Brasília Palace de preto. Oscar Niemeyer viu e não gostou. Chamou o chofer do Jipe e voltou para o Rio. JK, em Belo Horizonte, mandou que fosse interrompida a viagem. Oscar obedeceu e foi falar com JK em Belo Horizonte. Estava com raiva e deixava Brasília. Trocava-a pelo Rio. Juscelino foi até o Rio.

JK, atencioso, convenceu Oscar Niemeyer a voltar a Brasília. Ainda com raiva, Oscar Niemeyer, que gostava de Israel Pinheiro, voltou e mandou retirar o preto do teto.

Israel Pinheiro era homem de posições assumidas. Quando sentia que desagradava o companheiro, conversava e dava razão. Afinal, havia muita coisa a fazer na futura capital do Brasil. Era enérgico, porém, humano.

(Coluna originalmente publicada em 4/1/2012)