Categoria: ÍNTEGRA
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Interina: Circe Cunha
Colaboração Mamfil
Autoridade do professor é reconhecida em lei Parece absurdo, mas foi necessário a confecção de uma lei, publicada agora no Diário Oficial do DF, para trazer de volta não só a autoridade perdida dos professores em algum lugar do passado, mas sobretudo assegurar que esses profissionais possam desempenhar suas funções sem sofrer retaliações outras ameaças externas. Já vai longe o tempo em que a profissão de docente era aquela que conferia grande prestígio ao cidadão, colocando-o entre as figuras mais ilustres da sociedade. A simples palavra do mestre, era acolhida com reverência e atenção. A modernidade, com tudo de bom e ruim que contém, cuidou de destruir esse e outros ídolos da sociedade , num movimento iconoclasta em que as antigas referências foram não só desmontadas, mas substituídas por outras de valor discutível. Saiu a família. Em seu lugar entrou o mundo ficcional da televisão e outras realidades paralelas. A desestruturação do núcleo familiar, novos pensamentos não espontâneos , adentraram no universo das salas de aula, trazendo um tipo novo de aluno, a quem não foram apresentados os limites da convivência humana e a quem os desejos , todos eles, devem ser realizados imediatamente. À esse novo aluno destemido e sem estrutura, veio se juntar o desmonte da escola pública e a consequente desvalorização da atividade do professor. A reunião, em sala de aula, de alunos previamente desajustados e professores constantemente desmotivados, resultou, dentre outras aberrações, em agressões físicas, banalização da violência dentro das escolas, medo, frustração, ocorrências policiais diárias e, em alguns casos morte. Em seu artigo primeiro a lei 5.531, a lei sancionada pelo Governador “estabelece procedimentos e medidas para assegurar a proteção ao professor ao servidor ou empregado da educação no convívio com estudantes e seus pais ou responsáveis. Por este caminho, parece que a sociedade vai, aos poucos, se preparando para a chegada do dia em que para cada professor em sala de aula, vai ser necessário um segurança à porta, pronto para intervir. As grades não impedem os crimes. Ao assegurar a autoridade do professor em sala de aula, a Lei, em seu artigo dois, parece fazer chover no molhado, tal a redundância. Embora bem intencionada e em alguns pontos necessária, não será com legislação que a paz retornará as escolas públicas. Antes, será fundamental reintroduzir nos currículos escolares disciplinas de caráter humanizadores, como artes em todos os seus ramos. Mais anterior ainda seria a responsabilização penal dos pais e responsáveis, pondo fim a ideia de que as escolas são os reformatórios do presente. A escola ensina, a família educa.
Solidários Alexandre Innecco mobilizou os amigos e conseguiu levantar R$5.000,00 para ajudar o violonista Victor Santana a levar adiante o mestrado em Berlim. Quem quiser contribuir o ECAI na CLN 111 Bloco D Sala 205 está à disposição. UnB Fabrício Abreu defendeu com brilhantismo a dissertação Experiências Linguísticas e Sexuais não hegemônicas, um estudo das narrativas de surdos homossexuais. Altiplano Na chácara 6, da rua Bouganville no Altiplano Leste a redondeza denuncia ilegalidades. De açougues clandestinos a lotes parcelados e vendidos ilegalmente. Prato cheio para o governo Rollemberg agir.ção Sem corrupção Ação efetiva de Fernando Gomide na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal que debatia a crise no sistema de Saúde do DF. Enalteceu o exemplo de Santa Catarina que acabou com a figura do intermediário na compra de medicamentos. Simples assim. Talento Nossa Zuleika de Souza está com uma coleção de fotos impressionante. O entardecer diário em Brasília carregado de cores parece combinar com ela todos os detalhes antes do clique.
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Bancos, bancos, bancos Para o cidadão comum, a divulgação, a cada ano, dos balanços contábeis dos bancos brasileiros soa quase como um conto de ficção, tamanho são os valores que indicam a lucratividade do setor. Somados os lucros obtidos durante os últimos 12 anos revelam muito mais do que as faces de dois brasis díspares , um mergulhado no pântano da recessão e outro, menor, situado entre as maiores e prósperas economias do planeta. O chamado lucro líquido nominal apenas dos noves maiores bancos que operam no Brasil, inclusive o BB, contabilizou , no período entre 2003/2010, R$ 174 bilhões. Valores que corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegam a R$ 199 bilhões, um salto de 550% de lucratividade se comparado ao governo anterior. É sabido, desde sempre, que a rentabilidade assombrosa dos bancos no país, sempre foi muito além do que o próprio patrimônio líquido dessas instituições, numa aritmética de difícil compreensão para os leigos. A mágica dos números que faz com que ninguém entenda ou desconfie como é possível essa situação favorável mesmo na penúria para a população em geral, quando o arrocho no crédito é a regra. Por sua própria natureza, a existência de um instituição financeira, pressupõe a garantia e a manutenção de lucro. Em outras palavras, não existe banco sem a ideia de lucratividade. Segundo levantamento feito pelo jornal Valor Econômico, os bancos lucraram muitíssimo mais. Algo como R$ 279,9 bilhões, contra R$ 34,4 bilhões durante o governo FHC, ou oito vezes mais. Trata-se de uma performance fantástica para um setor, que a princípio, não via com bons olhos a chegada de um partido tido como de esquerda ao poder. Esses números alimentam uma certeza corrente e que já é quase lugar comum: Nunca os banqueiros ganharam tanto dinheiro quanto nos governos do PT. Segundo a mesma fonte, o lucro nominal dos bancos, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff foi de R$ 239,9 bilhões, mesmo com a desaceleração da economia. Somados esses dois valores da era petista, a lucratividade (nominal) dessas instituições, em pouco mais de uma década, ficou em torno de meio trilhão de reais, valor muito superior ao PIB de centenas de países. Uma fábula, se comparado a qualquer outro setor da economia. Um escândalo , se formos comparar a situação econômica média do cidadão comum em nosso país.
A frase que foi pronunciada: “Só existe um chefe: o cliente. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente do conselho até o faxineiro, simplesmente se não quiser mais o seu produto.”
Sam Walton
Dia de Festa Hoje o presidente do Serviço Social da Construção Civil do DF, o incansável Deyr Corrêa, vai dirigir os trabalhos da formatura de 4 turmas de operários da construção civil que terminaram a fase da alfabetização. No auditório do Sinduscon, Setor de Indústria. Como funciona No próprio canteiro de obra o professor ministra as aulas ouvidas atentamente pelos operários. “A alfabetização é o primeiro passo da cidadania do homem. A partir daí os efeitos se multiplicam geometricamente. Ter uma escola dentro do local de trabalho estimula a aprendizagem” diz com satisfação o presidente do Seconci-DF, Deyr Corrêa. A instituição oferece assistência odontológica, médica, Segurança do Trabalho, Educação, Capacitação, além do Serviço Social. Lição Nessa avalanche de notícias onde a construção civil é bombardeada, o juiz Sérgio Moro ficaria orgulhoso de conhecer o trabalho do Seconci- DF. Talvez até pudesse ajudar depois de ter declarado sobre a operação Lava Jato que :“é necessário, infelizmente, advertir com o remédio amargo as empreiteiras de que essa forma de fazer negócios com a administração pública não é mais aceitável”. A pergunta é: e o governo que abandona aqueles que querem trabalhar pelos menos favorecidos e não recebem apoio? O que é feito em favor dos que contribuem efetivamente com a causa social no país? Prova A resposta é: burocracia, fiscalização sem fins educativos, apenas pecuniários. Todas as lentes do país estão voltadas para o desarranjo, corrupção e violência. Aqueles que constroem uma vida melhor para os outros precisam aparecer mais. Outro quadro Em uma palestra para líderes da construção civil no DF o brilhante Ayres Britto finalizou o discurso com a seguinte frase: “Estamos vivenciando, no Brasil, uma mudança de atitude. A desonestidade, como estilo de governo, está com seus dias contados”, frisou o ministro. Brindemos então à honestidade!
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Saída pela esquerda? Crise? Que crise? Negar a existência de problemas não é o melhor meio de se livrar deles. Pelo menos, no caso atual, fica a evidência de que diante de uma crise que se avoluma a cada dia, não há , por parte dos dirigentes que estão atualmente instalados nas diversas instâncias do Poder, qualquer talento reconhecível e mesmo ânimo exemplar para traçar um plano de libertação do fosso . Viver em meio a crises, todas as sociedades, em todos os tempos viveram. O perigo de nossos infortúnios é maior, quando nos damos conta de que nossas pretensas lideranças não estão preparadas para liderar uma marcha da nação, se posicionando na cabeça , apontando soluções, numa concertación rumo ao portal da superação. Querem apenas tirar proveito. Querem poder para corromper. Carecemos de líderes. A população que foi para ruas em diversas ocasiões recentes, já reconheceu a própria orfandade. Estamos sós em meio à tempestade. O que temos, pendurado nos diversos cabides da república, são apenas pessoas comuns com ambições particulares, cujo horizonte se esgota logo após satisfeito seus múltiplos desejos íntimos. Magnânimos é o que nos falta. Altruístas é o que reclama urgente o cidadão. Precisamos de líderes que vislumbrem a Nação e não o próprio umbigo. Nos mais simples fatos do dia a dia , ficam patentes o autismo de nossas autoridades, seu egoísmo. Recebem o décimo terceiro salário, o mesmo que ameaçam negar aos aposentados. De mesma forma , para “pacificar” a base aliada, governo libera R$ 500 milhões em emendas parlamentares. A prática vem quando faltam recursos em diversas áreas sensíveis do país. Qualquer um que se der ao trabalho de ir a busca da origem da atual crise econômica que corrói os empregos e renda da população, constatará que a montante, onde é possível ver o fundo do rio, o fator político é que determina a poluição da água na foz. Não só na qualidade de políticos que perambulam pela república. Mas, sobretudo, na quantidade de partidos que lhe dão guarida. Na origem de nossa atual tragédia estão 32 partidos sedentos, recheados de filiados igualmente sedentos, aos quais nem os 39 ministérios e sua infinidade de secretarias dão conta de atende-los a contento. No caso do poder Executivo, que abriga hoje a presidente eleita e mais impopular da história do Brasil, filiada ao partido mais atolado em denúncias de crimes de todos os tempos, falta tudo. Inclusive gente com juízo e que conheça o caminho que leve à saída de emergência.
A frase que foi pronunciada: “Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.” Fernando Pessoa
Atenção Ninguém melhor que Nonato Freitas para coordenar os aposentados e pensionistas do Sindilegis. Com uma energia invejável, já fez o contato com Theófico Silva, especialista em Shakespeare para o primeiro evento no Salão Negro do Senado. Eventos para todos os gostos estão a caminho.
Adeus CUT Nilton Paixão é o comandante da nova central sindical que defenderá exclusivamente os interesses dos servidores públicos do país “Há um descontentamento do servidor público com o sindicalismo atual, que tem foco no setor privado e está partidarizado”, diz Paixão angariando seguidores.
Consome dor Falta luz e nada de desconto. Eletrodomésticos queimam pela queda de energia e uma via crucis pela frente para o ressarcimento. A população é convidada a comprar lâmpadas que consomem menos energia e são mais caras e o valor da conta sobe. Agora a falta de detalhes nas contas da CEB quanto a cobrança de impostos mostra irregularidade. E o que vai acontecer?
Colheita Sai no dia 15 de setembro o depósito em dinheiro nas contas bancárias de quase 30 mil inscritos no programa Nota Legal. Segundo a Fazenda do DF quase R$3,90 milhões
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“Isso é entrega” Na campanha publicitária institucional (hotsite)que veicula pelas redes de televisão, os Correios utilizam imagens dos jogos Rio 2016 , que patrocina, destacando a força e a garra de muitos atletas brasileiros para chegar ao pódio , com a frase de efeito :”isso é entrega”. Nos bastidores do mundo real, onde a propaganda não alcança, a situação é outra. O fundo de pensão dos Correios, Postalis, administra o patrimônio de contribuições dos quase 200 mil trabalhadores da empresa e tem como missão principal garantir rendas e pecúlios futuros. Dentro da chamada previdência complementar o Postalis, a pelo menos uma década, vem fazendo água. Ainda em março desse ano, o noticiário geral dava conta de que o Fundo já havia perdido 25% de seu patrimônio, num rombo calculado em R$ 5,5 bilhões. A conta desse desastre seria debitada, lógico, entre os associados e a empresa, ao longo de 15 anos. Naquela mesma época, a disputa acirrada, de quase uma década entre PT e PMDB pelo controle do Postalis foi apontada como sendo a causa principal do prejuízo bilionário. O aparelhamento político na gestão dos fundos, com a alocação de prepostos desses partidos no comando de recursos tão abundantes, nunca foi visto com bons olhos. Exemplo dessa intromissão política no Postalis aconteceu na última campanha à presidência da república. Naquela data, os Correios, em Minas Gerais, foram acusados de boicotar a entrega dos santinhos do candidato Aécio Neves e facilitar, ao mesmo tempo, a distribuição do material de campanha de Dilma Rousseff, mesmo sem o selo correspondente obrigatório. O fato foi gravado e é público. Disse o deputado Durval Ângelo do PT mineiro: “Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do (Fernando) Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios”. Relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União afirmou que os Correios descumpriram suas próprias normas. O envio de propaganda eleitoral sem chancela ou comprovante da postagem foi ilegal. Uma nota do partido explica que o pagamento feito à vista, na modalidade ‘sem contrato’, é comumente utilizado por pessoas físicas e jurídicas e está disponível na internet. O imbróglio continua quando o tribunal acusa os Correios de fornecerem informações “inverídicas” e “insuficientes” à equipe que fez a auditoria. Por enquanto ficou tudo como está. Chama a atenção também o direcionamento suspeitíssimo, de parte dos recursos do Fundo na compra de papeis podres de governos falidos como da Argentina e Venezuela e de investimentos em bancos quebrados como o BVA em 2013. Trata-se, antes de tudo, de uma questão delicada envolvendo o futuro de milhares de aposentadorias. Também não é de se espantar que os sindicatos da categoria, fortemente aparelhados, não tenham se posicionado em defesa desses trabalhadores de quem recolhem impostos milionários. Agora chega a notícia de que finalmente o Ministério Público Federal do Distrito Federal abriu investigação criminal para apurar indícios de malversação de recursos no Postalis que vão desde erros na contabilização de provisionamentos, aquisição de ativos em desacordo com CMN até pagamento em cascata de taxas de administração dos fundos de investimentos. A determinação do bloqueio de bens dos controladores, além de ficar muito aquém dos valores dos prejuízos, não resolve o caso e esconde os verdadeiros culpados pela dilapidação do Postalis “Isso é entrega” , entrega ilícita do patrimônio dos trabalhadores. A frase que foi pronunciada: “Estamos torrando o país dos nossos netos.” Mercedes que desfilava em Taguatinga
Atividades Parceria entre a Secretaria de Turismo de Brasília e as Administrações do Lago Sul e do Plano Piloto promete agitar nas comemorações dos 55 anos do Lago Sul e dos 132 anos do sonho de Dom Bosco. No dia 30 de agosto, na Ermida, durante todo o dia.
4 de Outubro Está estabelecida pela Secretaria de Direitos Humanos a data para eleger os conselheiros tutelares. Todos os municípios brasileiros farão a escolha e terão a oportunidade até aquela data para explicar a população a importância dos conselheiros tutelares para a sociedade.
Rubrica Chico Leite quer saber para onde foi a verba, R$ 1 milhão, destinada por emenda do Orçamento Participativo de seu mandato para a construção de um novo hospital.
Carta de Limongi “A diferença de Collor para a maioria esmagadora dos politicos, é que Collor é contundente porque não é hipócrita nem subserviente. Encara os problemas de peito aberto, com franqueza e espirito público. Isto é que dói na alma dos decaídos.”
PT reage Informa a assessoria do senador Paulo Rocha que a CPI do HSBC fez ontem uma teleconferência com Hervé Falciani que foi acompanhada no Interlegis. Falciani revelou os detalhes de contas secretas na Suíça. Diz a nota que a teleconferência foi aprovada depois de o governo da França recusar formalmente o pedido da CPI do HSBC para ter acesso aos dados do SwissLeaks.
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Telefonia: um tema ainda inconcluso Com a privatização da telefonia, ocorrida no fim dos anos oitenta e violentamente combatida pela ala esquerda dos partidos políticos, o horizonte que se descortinava à frente dos brasileiros parecia promissor e pacificado de uma vez por todas. A universalização do acesso, prometida naquela ocasião, ocorreu de fato. Para garantir este serviço de acordo com as expectativas dos consumidores, foi constituída nesta mesma época, a agência reguladora (Anatel) que teria como missão zelar pelo cumprimento dos contratos entre usuários e prestadoras desses serviços, fiscalizando, regulamentando e controlando a prestação desses serviços de interesse público. Dentre suas atribuições constavam: o levantamento de dados sobre o mercado de atuação, elaboração de normas disciplinadoras para o setor regulado, fiscalização dessas normas, defesa de direitos do consumidor, gestão de contratos de concessão de serviços públicos delegados e incentivo à concorrência, minimizando os efeitos dos monopólios naturais e desenvolvendo mecanismos de suporte à concorrência. O papel que coube a Anatel foi o de regular o setor de telefonia (fixa e móvel), internet e TV por assinatura; celebrar e gerenciar contratos de concessão; fiscalizar a prestação de serviços; aplicar sanções; controlar reajustes de tarifas; expedir normas sobre prestação de serviços e realizar intervenções, se necessário; editar resoluções que dão diretrizes e preenchem lacunas legislativas do setor. Com o avento do capitalismo de Estado, defendido pelo governo que assumiu a partir de 2003, essas funções foram deixadas de lado. Nascia a Anatel, aparelhada e identificada ideologicamente com o partido no poder. Sua missão, doravante, a exemplo de outras agências reguladoras, seria a observância cega das diretrizes vindas diretamente do Palácio do Planalto, colocando de lado quaisquer outras necessidades. Os altos lucros obtidos pelas operadoras de telefonia, num mercado gigantesco como o brasileiro, atiçaram a cobiça do governo , que passou a ver, também neste setor, uma oportunidade para “fazer caixa”. Estranhamente a Anatel passou a defender as empresas, fazendo vistas grossas ao não cumprimento de contratos acordados. O amontoado de queixas que abarrotam a Justiça e os órgãos de defesa do consumidor, indicam que há apenas uma via na relação prestadora/usuário. Em 2014 foram 2.490.769 reclamações registradas nos 641 Procons, espalhados pelo país, uma média de 206 mil ao mês. Deste número 10% se referiam a problemas de telefonia fixa e celular. Curiosamente a empresa Oi foi a que registrou o maior número de reclamações. Esta empresa, juntamente com a Brasil Telecom utilizaram os recursos dos fundos de pensão para um processo de fusão polêmico e que ainda hoje não esta bem explicado e que resultou na Operação Satiagraha, anulada, por pressão política ,nos tribunais superiores. E essa, é apenas parte dessa história mal contada. A frase que foi pronunciada: “Não precisamos de reserva de mercado, precisamos de produto que preste!” André Dusi, engenheiro agrônomo Perigo Uma tampa de ferro se levanta com a passagem dos carros pela ponte Braghetto. Uma coisa é certa. Aquela estrutura está sendo mais demandada do que a previsão na época de construção. É preciso urgente de uma alternativa para a saída Norte. Ô missão Para desespero das mães que moram em São Sebastião acabou o atendimento pediátrico na UPA. A sobrecarga deve recair sobre o hospital do Paranoá. Relento Eixão volta a abrigar moradores de rua pelo gramado. Crianças sem escola e situação degradante. Hora de agir dando a assistência necessária. Inclusão Solange Calmon vibra coma meta brilhantemente atingida. Depois de 11 anos levando aos brasileiros pela TV Senado programas de inclusão, agora a equipe vibra ao ver a TV Globo abraçando a mesma causa. Ela passa a exibir pela primeira os olhos das pessoas que não enxergam, sem a necessidade de escoder atrás dos óculos escuros. Viva a inclusão, diz a jornalista sem conter o entusiasmo. Curiosidade Será que o UAI dos mineiros quer dizer mesmo União, Amor e Independência como senha dos Maçons? A curiosa matéria sobre o assunto foi publicada no Correio Braziliense. Achei um recorte sem data. Tesouro Saiu do forno o Flor essência – Florescência de Maria Lúcia Simões. Com a leveza da sofisticação dá as boas vindas ao sabor da adversidade. O lançamento do livro será no Carpe Diem em setembro. Voltaremos ao assunto.
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HISTÓRIA DE BRASÍLIA A demarcação do pátio de estacionamento do Ministério do Trabalho foi feita por funcionários daquele Ministério, fora do horário, para que houvesse ordem em todos os carros. Falta, agora, os carros da Polícia participarem de um regime de cooperação, não estacionando na entrada, como comumente ocorre. (Publicado em 22/08/1961)
HISTÓRIA DE BRASÍLIA É um choque para o viajante, ver a grama do IAPTEC e, em seguida, defrontar-se com os jardins IAPB. O Instituto dos Bancários deu exemplo excelente que ninguém quis seguir, por comodismo, displicência e má vontade. (Publicado em 22/08/1961)
HISTÓRIA DE BRASÍLIA Outra coisa que deve sair do Rio é a Loteria Federal. Não há nenhuma razão pela qual a extração não deva ser feita em Brasília. (Publicado em 22/08/1961)
HISTÓRIA DE BRASÍLIA O Serviço de Meteorologia de Brasília não existe. Os aparelhos foram mostrados ao público domingo, e todo o mundo que viu, ficou muito satisfeito, mas não entendeu nada. (Publicado em 22/08/1961)
HISTÓRIA DE BRASÍLIA O que acontece é isto: em Brasília só é possível conhecer a temperatura máxima e mínima. Quanto ao mais, não funciona. Os funcionários estão “hospedados” nos quartos destinados aos aparelhos, mesmo assim em quantidade insuficiente. (Publicado em 22/08/1961)
HISTÓRIA DE BRASÍLIA Um telefone, sequer, possui a repartição. Tudo ficou em promessa, também. (Publicado em 22/08/1961)
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Interina: Circe Cunha
Colaboração Mamfil
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Carta sem noção Tem momentos na vida que o melhor, diante da falta de argumentos convincentes, é refletir em silêncio e esperar a hora. Aliás, foi justamente por falar demais, prometendo o que não poderiam entregar, que os parlapatões do momento conduziram toda uma nação portais adentro da maior crise de todos os tempos. Nestes últimos dez anos, o abuso da oratória vazia de palanque e o recorrente uso da comunicação de massa para pregar a divisão interna entre eleitos e degredados é que fez o que fez . Causa surpresa o manifesto que vem a público agora assinado pela Ordem dos Advogados do Brasil, (OAB), e pelas Confederações Nacional Indústria (CNI), do Transporte (CNT) e da Saúde (CNS). Intitulado “Carta à Nação” , o documento, cheio de lugares comuns, se mostra mais como uma tentativa tardia dessas entidades em marcar presença, na undécima hora, saindo da longa letargia em que se recolheram nestes anos todos . O Brasil , dizem os signatários, “se encontra numa crise ética, política e econômica que demanda ações imediatas para sua superação. Independentemente de posições partidárias, a nação não pode parar nem ter sua população e seu setor produtivo penalizados por disputas ou por dificuldades de condução de um processo político que recoloque o país no caminho do crescimento.” As duas décadas de censuras políticas e cassações do regime militar, vieram se juntar mais dez anos de aparelhamento ideológico sistemático das principais instituições do País. O resultado desses trinta anos do exílio do pensamento e da razão , foi a formação de uma elite abúlica e de instituições chapa branca. A convocação dos militantes da União Nacional dos Estudantes para virem às ruas contra o que chamam de golpe, confirma o adestramento e esvaziamento dessas entidades. Pregar a realização de “ um forte investimento em infraestrutura, em parceria com a iniciativa privada nacional e estrangeira, para retornar o processo de crescimento econômico” como quer fazer crer a Carta é uma tentativa de remontar o mesmo “espetáculo do crescimento” com os mesmos atores, repetindo uma fórmula que resultou no encarceramento da maioria daqueles que não gozavam do chamado foro privilegiado. Buscar protagonismo quando a orquestra já anuncia a derradeira valsa parece não acreditar na inteligência do eleitor.O papel principal cabe hoje à população que , depois de se ver órfã foi para as ruas sozinha , se juntar à outros tantos milhões de desamparados.
A frase que foi pronunciada: “Nós juristas, nós os advogados, não somos os instrumentos mercenários dos interesses das partes. Temos uma alta magistratura, tão elevada quanto aos que vestem as togas, presidindo os tribunais; somos os auxiliares naturais e legais da justiça; e, pela minha parte, sempre que diante de mim se levanta uma consulta, se formula um caso jurídico, eu o encaro sempre como se fosse um magistrado a quem se propusesse resolver o direito litigiado entre partes. Por isso, não corro da responsabilidade senão quando a minha consciência a repele”. Rui Barbosa
Negociar Geraldo Vasconcelos da Aguiar de Vasconcelos aconselha a negociação no mercado de aluguéis. O preço da locação ou renovação de contrato vai diminuir com a crise. O poder aquisitivo está baixando a olhos vistos. Por falar em poder aquisitivo, depois das facilidades subsidiadas pelo governo para a compra de carros, a festa acabou. O Correio Braziliense mostrou que a busca por carteira de habilitação diminuiu em 30%. Pela terceira vez consecutiva o Papa Francisco está entre os 20 prováveis ganhadores do Nobel da Paz de 2015. O Instituto Nobel de Oslo diz que o Pontífice está entre as 273 candidaturas propostas por organizações internacionais.
Convite a todos Meu amigo Francisco de Castro lança na segunda-feira um livro autobiográfico. O evento começa as 19h30 no o Palácio das Esmeraldas em Goiânia, salão Dona Gercina Borges. Compartilhamos parte dessas histórias na trilha da vida. Uma delas foi a inesquecível viagem a Cuba.

