Fora de moda

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  Enquanto que existe? Ou deve-se manter o enquanto solteiro, sem companhias desnecessárias? A duplinha existe. Mas está fora de moda. Melhor ficar com o solitário trissílabo: O atleta dava entrevista enquanto (não enquanto que) a equipe projetava os slides.  

Metamorfose às avessas

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        Conhece aquela dos macacos? Um, numa ilha distante, lá no Pacífico, inventou uma moda. Começou a descascar a banana antes de comê-la. Nenhum símio havia tido esse luxo antes. Outro, noutra ilha, aqui no Atlântico, teve a mesma idéia. Sentou-se no galho da árvore onde morava, estendeu o braço, colheu a banana. Olhou-a. E, sem mais nem menos, tirou-lhe a casca.         A […]

Erramos

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  O perigo mora na preposição. Vale o exemplo da pág. 6. Ali está: “Os tucanos chegaram em Brasília dispostos a esperar pelo horário gratuito”. Chegar em? É um perigo. Corremos o risco de não chegar a nenhum lugar. A razão: quem chega chega a algum lugar: Os tucanos chegaram a Brasília dispostos a esperar pelo horário gratuito.

Ganhar e perder

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  Importante não é ganhar. É competir. Na prática esportiva, há três resultados possíveis. Um: ganhar. Outro: empatar. O indesejado: perder. Ganhe, empate ou perca, seja elegante. Use a preposição correta:   O time ganha de outro por ou de: O Brasil ganhou da Argentina por 3 a 0 (ou de 3 a 0).   O time perde para outro por ou de: A argentina […]

Show de competição

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  Alguns dizem Olimpíada. Outros, Olimpíadas. E daí? O dicionário diz que existem as duas formas com o mesmo sentido. É só escolher. E vibrar. Na Olimpíada ou nas Olimpíadas, os atletas ultrapassarão os próprios limites. Nós vamos torcer. Primeiro pelos brasileiros. Depois, pelos melhores. Afinal, segundo dizem, o importante é competir. Ganhar á conseqüência.   

Pra lá de magra

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  Isabella encontrou Cristina no banheiro do shopping.Olhou-a de alto a baixo. Depois, não resistiu:   — Você está macérrima.   — Amiga, fechei a boca. E malho duas horas por dia. O resultado só podia ser este. Fiquei magérrima. Magríssima da silva. Minha auto-estima está nas alturas.   Macérrima, magérrima ou magríssima? Qual superlativo nota mil? A língua é um sistema de possibilidades. Generosa, […]

Erramos

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  “…como o Ribeirão Sozinha é caudaloso, é possível que os sacos plásticos tenham afundado e estão começando a emergir”, escrevemos na pág. 8. A discriminação não procede. O “é possível” se refere aos dois enunciados. Ambos pedem o subjuntivo: … como o Ribeirão Sozinha é caudaloso, é possível que os sacos plásticos tenham afundado e estejam começando a emergir.

O capricho da vírgula

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  Ops! Que falta a vírgula faz! Duvida? Leia esta passagem publicada na pág. 52 da Veja: “Athos Bulcão conheceu Niemeyer em 1943, ano em que eles inauguraram sua longa parceria no Teatro Municipal de Belo Horizonte. O arquiteto deveria reformar o edifício e o artista, cobri-lo de azulejos”.     Viu? Na primeira leitura, temos a impressão de que o arquiteto deveria reformar o edifício e […]