Ministério Público abre nove inquéritos para apurar irregularidades no Inmetro

Publicado em Economia

O descalabro na administração do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é cada vez maior. Para tentar frear as irregularidades, a procuradora Renata Ribeiro Batista, do Ministério Público Federal (MPF), abriu pelo menos nove processos contra o órgão. Estão no alvo decisões do presidente do Inmetro, Carlos Augusto Azevedo, e do ex-diretor Alexander Assis de Oliveira, exonerado na quarta-feira (04/07).

 

São muitas as suspeitas e acusações contra a atual diretoria do Inmetro. Vão de assédio moral a fraudes em contratos com empresas de limpeza e de processamento de dados. Para o MPF, não há surpresa nas irregularidades, uma vez que o presidente do órgão já foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa durante sua passagem pela Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), como mostrou o Correio.

 

O descontentamento com a gestão de Azevedo é grande. Segundo funcionários do Inmetro, que está subordinado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), nunca o aparelhamento político em um instituto que sempre teve gestão técnica foi tão grande. O fato mais recente a provocar polêmica foi a nomeação de Robson Alves de Carvalho, o DJ Robson Rabbit, para chefiar a área de compras do Inmetro, como informou o Blog. Mesmo sem experiência, ele está administrando um orçamento milionário.

 

Azevedo é muito ligado ao prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, do MDB. A proximidade entre os dois é tão grande, que o Inmetro doou um terreno que tinha na cidade para a prefeitura. Os servidores contam que o ex-presidente do órgão Luís Fernando Panelli César foi secretário de Fazenda e Planejamento do município. Ou seja, não é de hoje que Washington Reis dá as cartas no Inmetro.

 

Dentro do governo, há quem diga que o presidente do Inmetro só está no cargo por ser protegido do deputado Celso Russomano, do PRB, o partido que comanda o Mdic. Ele também contaria com a simpatia do deputado Celso Pansera, do PT do Rio de Janeiro. Pansera foi ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação no governo de Dilma Rousseff.

 

Brasília, 15h09min

One thought on “Ministério Público abre nove inquéritos para apurar irregularidades no Inmetro

  1. Para minha surpresa, volta este blog a desqualificar um funcionario publico, com 34 anos de dedicação exclusiva ao Inmetro, só porque o hobby dele é ser DJ nas horas vagas, e assim mesmo só para os amigos. Isto é uma indignidade, um preconceito inaceitavel e intoleravel, só porque o Robson é negro e tem como hobby ser DJ. Pois saibam que o Robson é um funcionario publico exemplar e, como tal, tem fé publica.
    Outra coisa que parece meio chocante, mais aí debito na ligeireza do colunista que chuta de primeira noticia requentada, já publicada pelo G1, é que o atual presidente seria ligado ao prefeito de Caxias, que é do PMDB, e teria a proteção do deputado Russomano, do PRB. Das duas uma, Ou o Azeredo é ligado ao prefeito ou ligado ao deputado. Aos dois ao mesmo tempo, não é possivel, até porque o presidente anterior do Inmetro, o diplomata Panelli, foi exonerado do cargo depois que o PRB assumiu o MIDIC. E foi embora em boa hora, porque a unica coisa que o Sr Panelli fazia era pedir as faxineiras para polir as esquadrias do elevador porque ele tinha horror a gordura dos dedos nos botoes dos elevadores. Ah, sim, tambem mandou trocar os tapetes da sala dele, botando tudo branco. Para nos, funcionarios de carreira do Inmtro, ficou a impressao de que o Sr Paneli tinha TOC, não suportava ver nem folha caida de arvore no chão. E, claro, durante os oito meses da gestão dele, entrou muita gente indicada pelo prefeito de Caxias, mas o PRB acabou desempregando todos, para botar outros afilhados, do PRB naturalmente, no lugar.

    ce

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