Boa parte do governo não consegue entender como o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Carlos Augusto Azevedo, consegue se manter no cargo. Condenado em segunda instância por improbidade, ele nomeou para tocar a milionária área de compras do Inmetro o DJ Robson Rabitt (foto), que, ao que se sabe, não tem a menor intimidade com o assunto. Esse caso remete ao jovem de 19 anos que o PTB do deputado Jovair Arantes indicou para tocar a área de logística do Ministério do Trabalho. Felizmente, o jovem foi demitido.
O DJ Robson, como ele se apresenta em sua página no Facebook, se mostra mais forte do que nunca. Maneja, diretamente, um orçamento de R$ 40 milhões e um indireto, de R$ 400 milhões. Curiosamente, o DJ foi nomeado em um momento em que o Inmetro está com os cofres cheios, ao contrário de vários órgãos do governo. Conseguiu economizar R$ 49 milhões em despesas e faturou R$ 89 milhões.
Quem conhece Azevedo garante que muita da sua força política vem da proximidade com o emedebista Washington Reis, prefeito de Duque de Caxias. Não por acaso, o Inmetro doou um terreno que tinha na cidade para a prefeitura. A ligação do Inmetro com o MDB de Duque de Caxias vem de longe. O ex-presidente do órgão Luís Fernando Panelli César foi secretário de Fazenda e Planejamento do município.
O que chama a atenção é que, mesmo com tantas coisas estranhas ocorrendo no Inmetro, nada acontece no órgão. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) não consegue dar as diretrizes do Inmetro, mesmo o órgão estão sob seu controle. O ex-ministro Marcos Pereira fracassou na tentativa de mudar o comando do Inmetro e o atual titular do Mdic, Marcos Jorge, está de mãos atadas.
Para os funcionários do Inmetro, o governo precisa agir rápido a fim de evitar o pior. Eles chamam a atenção para o projeto encabeçado por Azevedo com o objetivo de aumentar em 60% o número de funcionários terceirizados na área administrativa. Dizem que seria uma forma de acomodar cabos eleitorais do prefeito Washington Reis.
Brasília, 15h15min



22 thoughts on “DJ é nomeado para comandar orçamento de R$ 40 milhões do Inmetro”
EM SE TRATANDO DO GOVERNO ATUAL, TEM TUDO A VER… É UMA FESTA DE LAMBANÇAS E DE INCOMPETÊNCIAS. O SOM DO APADRINHAMENTO DÓI NOS OLHOS, OUVIDOS E NO BOLSO DA POPULAÇÃO… ESSE GOVERNO, A CADA DIA SE PARECE COM A SAÍDA DE UM BAILE FUNK, CONFUSÃO PURA.
Elmar e Kelvin sugiro conhecerem o Inmetro tanto o campus de Xerem como a sede do Rio Comprido, é simples basta marcar uma visita, ao invés de falarem besteiras.
Meu comentário se baseia na nomeação…e o fiz sem ofender ninguém.Sugiro ser mais respeitoso. Agora, que nomeação por apadrinhamento e desse jeito é desrespeitosa, isso é.
Em 28 de jun de 2018 19:39, “Disqus” escreveu:
Informo-vos, que após o post do Sr. Marcelo, vi as coisas mais às claras…só discordo da sua maneira pouco educada de tratar a minha mensagem. Quanto ao mais, seja mais fidalgo, pois não ofendi ninguém, e muito menos o INMETRO.
Como servidor do Inmetro, gostaria de esclarecer que o Robson, é servidor do Inmetro há mais de 30 anos. Ressalto que suas atividades como DJ , fora do horário de expediente, não depõe em nada qto a sua capacidade de assumir tal cargo. A escolha das pessoas para assumirem cargos de confiança, competem única e exclusivamente a administração do órgão.
É sempre bom esclarecer
Depois dessa informação, só me resta agradecer ao Sr. Marcelo, que se dispôs a “clarear” a situação, mostrando como deve ser tratado assunto dessa natureza. Boa sorte, e, na hora certa, procurarei conhecer o Inmetro RJ.
Prezado Elmar, agradeço vossa opinião. Feliz por ter compreendido , que houve um tratamento inapropriado contra o servidor em questão.
Saliento que os funcionários do Inmetro, em nenhum momento discutiram as questões acima dentro do seu sindicato, para proferir tal afirmação.
o pessoal do INMETRO, pediram alguém que tivesse experiência em tocar obras e o pessoal entendeu tocar em obras esta e a unica resposta kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Nota de Repúdio
O ASMETRO-SN vem manifestar publicamente repúdio à matéria veiculada pelo Blog do Vicente no Correio Brasiliense do dia 26/06/2018, ” DJ é nomeado para comandar orçamento de R$ 40 milhões do Inmetro”, em razão do óbvio aviltamento ao servidor do Inmetro, Robson Alves de Carvalho, atentando assim contra a imagem, não só desse servidor público, como contra a de todos os servidores que trabalham em prol do Estado Brasileiro.
ASMETRO-SN 27/06/2018
Sindicato Nacional dos Servidores de Metrologia, Normalização e Qualidade
Que “reportagem”, hein? O Inmetro, como outros órgãos, precisa é de servidores de carreira no comando, não indicados políticos. O que o servidor faz em seus momentos de lazer não importa, e sim a competência! É por isso que esse “jornalismo” em breve se extinguirá com o alcance e a liberdade da internet.
O Inmetro é uma autarquia executiva, ou seja, ineficiente, além de não conseguir cumprir com a finalidade para qual foi criada, se não bastasse, o Inmetro delega a sua atividade de fiscalização ( exceto a titularidade) para autarquias estaduais, os ipem’s, institutos de pesos e medidas, estes sim de fato colocam a “mão na massa”, sendo que muito desses fiscais metrologistas recebem um salário baixíssimo/sofrível para manter a arrecadação do Inmetro.
Como é possível uma autarquia federal delegar sua atividade de fiscalização por meio de contrato de delegação para autarquias estaduais? Responde aí Asmetro-SN, o correto não seria haver uma desconcentração, ou seja, a criação de superintendências regionais, assim como o INSS que possui superintendências e não contratos de delegação com outras autarquias estaduais, assim como a SURGO e a SURRS abarcando os demais Estados da Federação ao invés de delegação pra autarquias estaduais? A delegação é plausível nas relações da Administração pública com o particular, e não entre autarquias, que sao independentes, por possuírem capacidade processual, por serem criadas por lei para uma finalidade específica e por possuírem capacidade processual.
O Inmetro ainda quer ser Agência Reguladora, pra sufocar mais ainda o brasileiro com mais tributos, coitado dos ipem’s, que serão mais cobrados do que ja são!
Existe uma alegação de ineficiência mas em momento algum se mistraram dados, fatos e fontes para tais alegações.
Existem arrecadações do Inmetro provenientes de atividades compulsórias e de atividades voluntárias, como por exemplo a certificação de sistemas de gestão e outros. Falar que a arrecadação é proveniente da fiscalização de metrologia legal e da certificação compulsória de produtos é desconhecer o instituto. Quanto custa aos cofres a atividade complementar compulsória e quanto custa a voluntaria? Quanto arrecada a compulsória e quanto arrecada a voluntária? Ai, teremos dados para falar de eficiência e de eficácia do Inmetro. Tem que ter dados e fontes confiáveis para afirmar algo.
ok. grato e bom fim de semana.
Prezado Kelvin, li vossa resposta. Entretanto, continuo sem entender vossa alegação de que o Inmetro é ineficiente por ser uma autarquia executiva, pelo simples fato de ser isso. Já que Vossa senhoria continua tendo tal opinião , a modernização do Inmetro em agência reguladora, irá fortalecer sua atuação em todo o território nacional, podendo agir nas aduanas , impedindo a entrada de produtos que não possuem a certificação do Inmetro que, podem colocar em risco a segurança dos consumidores e, enfraquecer a indústria nacional, através de concorrência desleal. O aumento previsto na arrecadação do Inmetro para 2 bilhões de Reais, é decorrente do combate à sonegação de impostos e, recuperação de perdas por fraudes em medidores tais como os de energia elétrica. Sem nenhum custo adicional a população . As tarifas praticadas pelo Inmetro são as mesmas definidas em lei. Pela vossa resposta, talvez exista a possibilidade de V.Sa. ser servidor da instituição. Desta forma, espero que V.Sa. continue contribuindo por um Inmetro melhor. Somos servidores públicos , cujo objetivo é melhor servir a sociedade brasileira.
Kelvin , este espaço é para tecer comentários a respeito da matéria publicada no blog. Entretanto, V.Sa. em seu comentário afirma que : i) o Inmetro é ineficiente pelo simples fato de ser agência executiva; ii) reconhece que a atividade de delegação das atividades de fiscalização , que é atribuição do estado, são bem conduzidas pelos Ipem’s que “colocam a mão na massa”, atendendo todos os minicipios do País.
Face o exposto acima, seguindo
Vosso raciocínio parece meio ilógico: i) vosso pleito em criar superintendências estaduais do Inmetro, cujo órgão V.Sa. julga incompetente para desempenhar suas atividades, sem apresentar nenhuma prova que corrobore tal afirmação ; ii) defender uma possível delegação das atividades desenvolvidas pelos Ipem’s, que são órgãos públicos para a iniciativa privada; iii) afirmar que a modernização do Inmetro em agência reguladora acarretará em maus tributos para a sociedade brasileira, sem apresentar nenhuma evidência que corrobore tal afirmação.
Concluindo, recomendo que procure conhecer o Instituto , a legislação vigente e seus impactos na sociedade, antes de tecer tais comentários, ao meu ver inapropriados.
Kelvin, este espaço é para comentar a matéria postada nesse blog. Entretanto, V.Sa. em seu comentário, postou que : I) o Inmetro é ineficiente por ser uma autarquia executiva; ii) os órgãos delegados estaduais, colocam a ” mão na massa” atendendo e executando as atividades de fiscalização em todos os municípios do Brasil.
Desta forma me parece ilógico V.Sa. : i) defender a criação de superintendências estaduais do Inmetro, cujo órgão V.Sa. julga incompetente, sem apresentar provas materiais para tal alegação; ii) defender uma possível delegação das atividades de fiscalização, que por sua vez, são atribuições do estado, realizadas pelos Ipem’s que são órgãos públicos, para a iniciativa privada; iii) afirmar que a modernização do Inmetro em agência reguladora irá acarretar em mais tributos para a sociedade brasileira, sem apresentar provas para tal afirmação.
Concluindo, recomendo que V.Sa., procure conhecer a instituição, a legislação vigente e seus impactos na sociedade brasileira.
Considerando que o Correio Braziliense é uma instituição que preza a livre demonstração de comentários, que não sejam ofensivos e que respeitem a integridade da empresa e de seus funcionários, solicito que não apaguem de novo o comentário acima, visto que em nenhum momento, ofendi o jornalista ou o jornal no comentário acima.
Marcelo, afirmei e exemplifiquei que assim como o INSS (autarquia federal) possui suas próprias superintendências, e assim como existe a SURGO (Inmetro/GO) e SURRS (Inmetro/RS), o Inmetro deveria ter suas próprias superintendências federais nos demais estados da federação, não defendi a criação de superintendências estaduais, pelo contrário, abomino essa fiscalização por contrato de delegação realizada pelo Inmetro com os ipem’s (autarquias estaduais), que visa somente o lucro, sim senhor.
O Inmetro fere principais constitucionais e administrativos, pois subordinação só existe entre órgãos da pessoa jurídica de direito público, não é aceitável que haja subordinação entre pessoas jurídicas distintas, que a realidade existente entre os ipem’s e o Inmetro.
A União criou o Inmetro para essa finalidade, portanto não pode se eximir de parte de suas responsabilidades fiscais e delega-las por contrato a autarquias estaduais (isso na teoria, pois o Inmetro faz exatamente isso).
Quando disse que o Inmetro é uma autarquia federal ineficiente, não feri aferir a honra objetiva desse instituto, pois pelo direito administrativo toda autarquia executiva é sim ineficiente, pois necessita de maiores incentivos e prerrogativas de seu ministério pra ver se consegue consegue cumprir sua finalidade. E se não bastasse, o contrato por delegação (que na teoria, só é possível entre a administração direta/indireta com os particulares) que Inmetro realiza com os ipem’s visa principalmente reduzir cortes com remuneração de servidores e consequentemente obter maior arrecadação!
E sim se o Inmetro se “especializar”, tornando-se uma agência reguladora (especie de autarquia especial), quem vai pagar a conta é sim o cansado contribuinte, pois em 2017 o Inmetro teve uma arrecadação proxima de R$ 700 milhões (o Ipem/SP arrecadou aproximadamente R$ 213 milhões), porém se o Inmetro conseguir passar para a condição de agência reguladora, sua arrecadação orbitará em torno de R$ 2 bilhões, aí te pergunto Sr Marcelo, de onde vai ser arrecadado esse montante? Advinha? Do bolso do contribuinte brasileiro.
E se o Inmetro passar a ser agência reguladora, tenho pena dos fiscais metrologistas dos ipem’s que terat que arrecadar como nunca antes visto na história, sem ter nenhuma contrapartida.
Estou a disposição para dirimir quaisquer dúvidas!
Citar o nome de um funcionario publico sem ouvi_lo antes é, no minimo, deselegante. Mas no caso desta nota é criminoso. O Sr Robert Rabitt é servidor publico concursado, como eu, tem mais de 30 anos de trabalho de dedicação exclusiva na função publica, como determina a legislação brasileira. Reproduzir a foto do facebook pessoal dele, no qual revela que o seu hobby predileto é o de DJ, é maucaratismo mesmo, ainda mais quando tenta linká-lo com o episodio do jovem de 19 anos apadrinhado pelo tal deputado do PTB de Goiás. Se das funções do jornalismo é a de fiscalizar os poderes publicos, um dos deveres do jornalista deveria ser o de apurar corretamente a noticia, ouvindo todos os lados envolvidos no fato, para informar o leitor, e não ficar agora como constatei no papel ridículo de mais propagador de fake news.
Marcelo, afirmei que assim como existe as superintendências federais do INSS, e no âmbito do proprio Inmetro existe a SURGO (Inmetro/GO) e a SURRS (Inmetro/RS), essas superintendências do Inmetro deveriam se dar em todo o território nacional (em todos os demais estados), pois essa fiscalização é federal, não defendo a criação de superintendências estaduais, pelo contrário, abomino essa fiscalização por contrato de delegação que o Inmetro realiza com autarquias estaduais ( Ipem’s), visando menor despesas remuneratóras, consequentemente, obtendo maior arrecadação para a União, pois todos os serviços prestados pelos ipem’s são recolhidos na forma de GRU (guia de recolhimento da união), e se não bastasse, o Inmetro foi criado pela União com essa finalidade específica.
O Inmetro fere principios do direito administrativo, pois não é legal nem moral autarquias estaduais (Ipem’s – que possuem personalidade jurídica distinta) se subordinarem ao Inmetro ( autarquia federal)??? Para Subordinação que não reste sobra de dúvidas, subordinação só existe entre órgãos da mesma pessoa jurídica, e não entre pessoas jurídicas distintas. O Inmetro deveria possuir seus próprios órgãos (superintendências), e não delegar por contrato parte de suas atividades a autarquias estaduais (que é a realidade nua e crua atualmente).
Quando me refiro que o Inmetro é uma autarquia ineficiente, não estou ferindo a honra objetiva desse instituto, pois autarquia (executiva) significa ser ineficiente na execução de suas funções (estude direito administrativo). E para ter uma arrecadação maior delega sua fiscalização para autarquias estaduais ( ipem’s).
Recomendo vc estudar mais sobre direito administrativo!
Marcelo