A intolerância vai crescer na Europa. Brasil não ficará imune

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A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia trará consequências graves para o mundo, que vão além das questões econômicas. Veremos, a partir de agora, a onda de intolerância disparar na Europa, com os extremistas ganhando força. Muçulmanos, refugiados, negros, gays e todas as outras minorias tendem a sofrer forte perseguição.

 

A saída do Reino Unido da União Europeia deve dar força a todos os movimentos separatistas que andavam contidos e impulsionar a desintegração do euro. O próprio Reino Unido pode se dissolver, uma vez que Escócia e Irlanda do Norte votaram pela permanência na UE. A Espanha tende a seguir na direção da divisão, criando forte convulsão social.

 

O Brasil está numa situação muito delicada. Vive a pior recessão em quase um século e enfrenta uma crise política que está longe de acabar. Nas últimas semanas se ensaiou uma recuperação da confiança de empresários e consumidores, mas, com o mundo entrando em parafuso, é difícil acreditar numa saída mais rápida do país do atoleiro.

 

Será preciso uma ação muito forte do governo brasileiro para enfrentar esse momento difícil, que pode se agravar se Donald Trump se fortalecer a ponto de vencer as eleições nos Estados Unidos. Tempos terríveis estão por vir. E vai exigir muita serenidade e pulso firme dos governantes.

One thought on “A intolerância vai crescer na Europa. Brasil não ficará imune

  1. Vicente Nunes, aquele que “não dispensa a boa informação.”
    Qual a “boa informação” que o leva a concluir que a decisão dos ingleses fará com que a intolerância grasse na Europa? Que os “extremistas” ganharão força? Quem são os “extremistas”? O que é ser um “extremista”?
    “Muçulmanos, refugiados, negros, gays e todas as outras minorias tendem a sofrer forte perseguição.” De onde tirou essa ideia, senhor Vicente Nunes? Pelo que se lê no noticiário especializado internacional, há um movimento contrário à imigração, não a minorias que o senhor enfiou no balaio. É o velho estratagema da ampliação indevida de que falou Shompenhaueer. E para não deixar barato, mistura o caso do Brasil. Qual a relação política entre a decisão dos ingleses e a situação interna em nosso País?
    O curioso é que o colunista nunca emitiu opinião crítica quando movimentos radicais islamitas perseguem e massacram cristãos e qualquer grupo ou pessoa que não se curve ao Islã.
    Quem sabe o senhor não dispense a boa informação e comente sobre as razões e os fundamentos que levaram a maioria dos ingleses a abandonarem a União Europeia. Pelo que li, um dos motivos é que os ingleses querem preservar a sua tradição de serem governados por cidadãos eleitos por eles próprios, não por estrangeiros que ninguém elegeu. É assim que funciona a União Europeia.
    Segundo seu ponto de vista, “tempos terríveis estão por vir. E vai exigir muita serenidade e pulso firme dos governantes.” Pois é. Tempos terríveis em que as pessoas exercem sua cidadania em países democráticos de dar inveja ao nosso. Em que os próprios cidadão decidem o destino de suas vidas. Tempos bons devem ser aqueles em que os cidadãos são mantidos à força sob controle do Estado totalitário. Estados onde os governantes agem com “pulso firme”. Inclusive e especialmente sobre as forças de segurança.

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