Bolsonaro e Eduardo Foto: Sérgio Lima/AFP

Filhos de Bolsonaro “tocam o terror” contra o presidente da Petrobras

Publicado em Economia

A fúria com que o presidente Jair Bolsonaro está atacando o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, é insuflada pelos filhos do chefe do Executivo, mais precisamente Flávio, Carlos e Eduardo. Eles estão convencidos de que o pai precisa se descolar do aumento dos combustíveis e jogar a culpa no general, tratado como traidor dentro do Palácio do Planalto.

 

Os ataques de Bolsonaro — que diz que a Petrobras cometeu crime ao aumentar os preços da gasolina em 18,7%, do diesel em 24,9% e do gás de cozinha em 16% — são baseados em levantamentos que Carluxo tem feito nas redes sociais e mesmo em pesquisas qualitativas contratadas pelo Planalto.

 

Carluxo recomendou ao pai que use todo o tempo possível para nominar culpados pelos reajustes dos combustíveis neste momento em que ele começa a se recuperar nas pesquisas eleitorais, aproximando-se de Lula. O filho 02 disse a Bolsonaro que, se ele superar o desgaste provocado pela Petrobras, será reeleito em outubro próximo.

 

Resiliência e eleições

 

A análise é de que a resiliência do presidente é enorme. Mesmo com os estragos provocados pela pandemia da covid-19, pelos ataques à vacinação contra a covid, pela volta da inflação e pelo aumento dos juros, Bolsonaro recuperou parte do apoio perdido e vê sua rejeição cair em todas as regiões e entre todos os grupos de eleitores.

 

Portanto, os ataques à Petrobras e ao presidente da empresa, que, no entender do clã Bolsonaro, deve ser demitido, precisam continuar, para incutir na cabeça dos eleitores que o governo não tem culpa pelos reajustes dos combustíveis e que o chefe do Executivo está fazendo de tudo para aliviar a vida das pessoas.

 

Os filhos de Bolsonaro acreditam que a queda de Silva e Luna e a redução dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha farão o presidente da República galgar mais pontos nas pesquisas. Os herdeiros presidenciais arriscam a dizer que, até o meio do ano, Bolsonaro terá empatado ou mesmo superado Lula na preferência do eleitorado.

 

Brasília, 16h10min