Fox/Divulgação. Dilema ético move personagens do seriado The resident, na Fox
Confesso que não sou facilmente fisgado pelas séries médicas. Embora esteja torcendo para a Globo estrear logo a segunda temporada da ótima Sob pressão, não me rendo a capítulos de ER, House e outras do gênero. Mas é preciso dar o braço a torcer: gostei do que vi em The resident, série americana que a Fox estreia nesta quarta-feira, com episódio duplo, a partir das 22h15. Os 14 episódios da primeira temporada serão exibidos às quartas-feiras, sempre aos pares.
A maior parte da ação de The resident se passa nos corredores do hospital-escola Chastain Park Memorial, em Atlanta. É lá que trabalham o chefe da cirurgia Randolph Bell (Bruce Greenwood) e o médico residente Conrad Hawkins (Matt Czurchy). O primeiro é chamado pelos mais jovens de MadMed, abreviação bem sacada para “mãos de morte e destruição”. O segundo é uma espécie de House com 20 anos a menos, que sabe tudo e dá o diagnóstico do paciente sem nem vê-lo. De diferentes gerações e arrogância parelha, eles vivem às turras, se atrapalhando e, quando é de interesse de um deles, se ajudando.
Sim… o interesse move parte dos personagens de The resident. O interno novato Devon Pravesh (Manish Dayal) se choca ao ouvir, por exemplo, que “a medicina não é praticada por santos, é um negócio”. E no seriado vemos, logo de cara, que, como em qualquer negócio, o lucro é um objetivo tão nobre quanto salvar vidas.
Essa discussão chama mais a atenção no seriado do que as cenas em que desfilam diagnósticos, sangue cenográfico, termos técnicos. E talvez esse seja o grande mérito de The resident: ter menos sangue e mais texto.
E não é só a discussão ética que está presente ali ー a chance de se tornar uma série de nicho para médicos seria grande nesse caso. A série tem humor, como quando Devon passa por uma espécie de trote chamado por Conrad de “o dia da independência”; drama, em momentos em que Devon ou Conrad se envolvem demais com os pacientes; suspense, com a chantagem que Randolph faz com a cirurgiã nigeriana Mina Okafor (Shaunette Reneé Wilson), que precisa do visto de permanência americano; e romance, com a relação mal resolvida entre Conrad e a enfermeira Nicolette Nevin (Emily VanCamp), a Nick.
Além da temática de The resident outro fator chama bastante a atenção: o elenco, recheado de nomes conhecidos de outras produções, como Revenge, Gilmore girls e o filme Pantera Negra. Os atores estão muito bem, especialmente Matt Czurchy, Bruce Greenwood e Emily VanCamp, que talvez tenha a missão mais difícil por defender o personagem menos caricato.
Longe de ter um início de causar náuseas, The resident tem dois primeiros episódios redondinhos, que apresentam os principais personagens sem didatismo extremo e dão vontade de ver mais.
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