Segunda temporada de The sinner estreia com bons elementos. Leia crítica!

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O ritmo do primeiro episódio da segunda temporada de The sinner não esconde que a produção poderá ter dificuldades de manter o nível da temporada de estreia

Após uma aclamada primeira temporada, The sinner retorna – mas de forma antológica, ou seja, sem ligações com a última temporada, com uma história diferente – à telinha. E se o primeiro ano surpreendeu pela qualidade da produção do canal USA, o lançamento do segundo ano mostrou que a série precisará lutar para manter a potência de queridinha da temporada de premiações.

Sem o brilhante protagonismo de Jessica Biel – que não retorna para a segunda temporada (mesmo atuando como produtora) –, The sinner apostou no talento de Elisha Henig para interpretar Julian, o novo assassino, um misterioso garoto de 11 anos acusado de assassinato.

Crédito: Reprodução/USANetwork (usanetwork.com) – Produção mistura elementos de terror e suspense

O enredo desta nova fase da produção apresenta a conturbada viagem que Julian está fazendo com os pais em busca das cataratas do Niágara. Mesmo com as eventuais brigas dos dois adultos, o público é pego de surpresa quando o garoto mata os pais por envenenamento após a pernoite em um hotel barato de beira de estrada.

Pronto, o grande arco da nova temporada está armado, e mais uma vez cabe ao detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) desatar todos esses nós, desta vez com a ajuda da policial Heather (Natalie Paul).

A série é um prato cheio para os fãs de produções sobre investigação criminal. O primeiro episódio desta segunda temporada deixa isso claro: os passos deste assassinato misterioso serão exaustivamente dissecados pelo detetive Harry e a escudeira Heather.

Crédito: Reprodução/USANetwork (usanetwork.com) – Dupla tem boa dinâmica no primeiro episódio da segunda temporada

Crítica

A boa notícia deste segundo ano de The sinner é ver o quanto a história de fato anda. No próprio primeiro episódio já descobrimos contextos importantes, o que é de fundamental importância, já que dificilmente a audiência continua em uma série que apenas promete, mas não entrega nada.

A atuação de Henig também é eficaz, alterando as emoções do público entre ódio e pena do pequeno garoto que matou brutalmente os pais. Pullman, como de costume, também mantém uma boa linha de trabalho, já vista na primeira temporada.

Crédito: Reprodução/USANetwork (usanetwork.com) – Muito suspense cerca a morte do casal

De negativo, é impossível negar a sombra que o segundo ano resguarda da primeira fase da série. Mesmo sendo analisado só o primeiro episódio da segunda temporada, a grande sensação que fica é que o primeiro ano ainda será o mais interessante, deixando um acentuado desânimo para o acompanhamento da nova história.

Ronayre Nunes

Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). No Correio Braziliense desde 2016. Entusiasta de entretenimento e ciências.

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