Rafael Sieg chegou a Pantanal para matar

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Ator Rafael Sieg entra na novela das 21h para viver o capataz Solano. Leia entrevista com o novo galã de Pantanal!

A última semana de Pantanal foi sacudida pela chegada de Solano (Rafael Sieg). O capataz contratado por Tenório (Murilo Benício) para matar a família Leôncio mais Maria Bruaca (Isabel Teixeira) e Alcides (Juliano Cazarré) passeou por vários núcleos, deixando muita gente desconfiada, e já fazendo uma primeira vítima: Roberto (Cauê Campos) , filho de Tenório.

“Tenório passa uma lista grande de pessoas que ele quer que mate. E para isso, o Solano precisa de tempo e estratégia. Ele precisa conquistar a confiança da família de Tenório e conhecer bem a rotina dos Leôncio. Assim, ele acaba cruzando com praticamente todos os outros personagens da trama. E consequentemente as ações dele acabam gerando reações dos demais personagens e complicando a situação”, afirma o ator Rafael Sieg.

Com tantas mortes nas costas, o personagem de Rafael poderia ser acusado de fazer apologia à armas de fogo, mas o ator nega que a trama irá incentivar o armamentismo ー “me parece que nossa sociedade atualmente já tem quem o faça, lamentavelmente” ー e lembra que Pantanal “é uma obra de ficção, artística. Esse tipo de narrativa violenta faz parte da história da humanidade. Solano reforça uma imagem que eu particularmente repudio, pois sou completamente avesso a qualquer tipo de violência. Mas enquanto ator/criador não me censuro nesse tipo de cena.”

Gravar no Pantanal foi, segundo Rafael, além de “uma alegria imensa”, “fundamental”. O ator conta que a locação traz a real compreensão do que seja o Pantanal de verdade, enriquecendo o personagem. Rafael ressalta que, estando lá, fica difícil não se envolver. “A própria viagem, que é longa. São 7 horas de carro, em estrada de chão. Isso ajuda a compreender melhor essa realidade. E a gente acaba guardando dentro de si aquelas imagens e as sensações que ampliam o horizonte do personagem. A luz, o ar, as cores, as pessoas que a gente encontra no caminho. O tempo/ritmo que a vida leva fora desse ambiente urbano. As sombras e mistérios que habitam a natureza também”, reflete.

Três perguntas // Rafael Sieg

Foto: Carol Beiriz/ Divulgação

Você está na segunda temporada de Chuteira Preta – Jogos Ilegais. O que pode adiantar sobre o projeto? Quais serão as principais novidades da temporada?
A segunda temporada está mais sombria. O personagem do Márcio Kieling está cada vez mais refém dos que detêm o poder por trás dos jogos. E chega o personagem do Edson Celulari, com uma camada de sofisticação no meio de um ambiente quase selvagem, eu diria. Tem um clima quase de gladiadores. É uma luta real pela sobrevivência em torno do jogo.

Em ano de Copa do Mundo, como fica a sua relação com o futebol? É um torcedor apaixonado?
Sou torcedor do Grêmio, onde estiver!

A série fala sobre o submundo do futebol. Acha que fatores como os cartolas e as torcidas organizadas podem atrapalhar a festa do esporte? Como lidar com isso?
Em qualquer ambiente que envolva muito poder (econômico) existem espaços que a gente (do lado de fora) não consegue compreender ou acreditar. A paixão pelo futebol ainda existe, mas em poucas pessoas. E para quem gosta de assistir a futebol pode soar fantasioso enquanto uma obra de ficção.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

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