Foto: Ricardo Penna/ Divulgação
A atriz Patrícia Pinho demorou 37 anos nos palcos e em programas de humor para chegar às novelas. Demorou, não. A estreia nos folhetins, como a Fátima de Além da ilusão, veio na hora certa.
“Veio na hora certa. Com a equipe certa e a personagem que eu precisava fazer. A Fátima é uma grande homenagem a minhas avós Laura e Lourdes e ao meu avô Miranda. Minha ancestralidade está presente. Eu honro muito isso”, afirma Patrícia, em entrevista ao Próximo Capítulo.
Na novela de Alessandra Poggi, Patrícia vive Fátima. A personagem faz parte do núcleo da vila operária e logo de cara implicou com os ciganos que ali chegavam. Mas Patrícia ressalta que o mais lindo em Fátima é que ela revê os próprios conceitos.
“A Fátima é uma personagem muito rica, cheia de nuances. Além de ser uma mãe amorosa, uma boa esposa e amiga, ela representa uma mulher de outra época que tem alguns valores ultrapassados, mas quer aprender a partir do diálogo que tem com a filha Olívia (Letícia Pedro). Quando os ciganos chegaram na vila operária, ela foi bem dura e armou um escarcéu por causa do suposto roubo de um batom. No fim, ela se arrependeu e concluiu que a gente não deve acusar as pessoas sem ter certeza. Ela repensa suas atitudes. Isso é lindo. Ela é humana. Erra. Pede desculpas e evolui”, define a atriz.
Antes de Além da ilusão, Patrícia Pinho fez humor, no Zorra, e adorava, pois “é mais leve e o clima das gravações é muito bom”, mas não tem jeito. A atriz sabe que somos o país das novelas e a cobrança vem das ruas. “Essa novela tem sido um desafio muito bom na minha carreira. Entrei de coração nesse projeto. Estou adorando a experiência”, completa.
Além do humor, outra paixão de Patrícia são os palcos. Tanto que, durante a pandemia, elas não aguentou ficar longe do teatro e criou uma oficina de atuação on-line, ao lado de Alexandre Contini. Além de se manter ligada ao teatro, Patrícia conseguiu lançar luz sobre profissionais de fora do eixo Rio-São Paulo.
Essa não é a primeira vez que Patrícia atua na formação de novos atores, atividade considerada por ela “vital”. “Assim como eu devo tudo a meus mestres Camilla Amado e Amir Haddad, eu me sinto na obrigação moral e ética de preservar a nossa profissão, a nossa vocação. Eu amo ser atriz, acho uma profissão linda. Difícil. Mesmo assim, eu sinto que fui atriz em todas as vidas que já vivi”, afirma. Às vésperas do Dia das Mães, Patrícia aproveita e se declara: “Eu vivo para ser mãe do Matheus e fazer teatro.”
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