2020. Crédito: TNT Filmes/Divulgação. Cultura. Cena do filme Como sair de Buffalo.
Esqueça todos os estereótipos de protagonistas femininas de um filme de comédia, porque Peg Dahl, a personagem principal do longa-metragem norte-americano Como sair de Buffalo, vivida por Zoey Deutch (Zumbilândia), é o oposto. Ela está mais conectada com a atual representação feminina no cinema e no mundo televisivo, em que as mulheres não são apenas mocinhas indefesas ou meras “gostosonas”.
Na produção que estreia em 27 de novembro (sexta-feira), às 22h30, na TNT, o espectador verá uma jovem ambiciosa que, desesperada para sair da cidade natal Buffalo no estado de Nova York (EUA), começa a fazer de tudo, inclusive, se tornar numa cobradora de dívidas implacável. “Peg é uma anti-heroína. Acho que estava na hora para esse tipo de história, de vermos mulheres em histórias engraçadas e interessantes”, defende Tanya Wexler (Histeria e O preço da rebeldia), diretora do filme.
Como sair de Buffalo faz parte do selo cinematográfico Particular Crowd, sob a marca TNT Original, que utiliza o espaço da tevê fechada para os lançamentos. A obra chegou a ser exibida no ano passado no Festival de Tribeca e, agora, estará na televisão brasileira.
Inspirada em filmes sobre finanças e Wall Street, Prenda-me se for capaz (2002) e a série Fleabag da Amazon, a produção critica o famoso “american dream” (sonho americano). “Há uma promessa que não é verdade, do sonho americano, de que se você trabalhar muito as coisas vão acontecer e nem sempre é verdade. É entendível porque Peg quer tanto vencer e não consegue. É um preço alto, por isso ela é uma anti-heroína. Mas, no final, a piada e a mensagem são de que as coisas podem ser injustas, mas você não pode ser sacana com as pessoas”, avalia Tanya. “Ela faz coisas horríveis, é egoísta, mas no final ela dá passos para evolução”, completa.
Em Como sair de Buffalo, o grande destaque é a própria intérprete da protagonista Zoey Deutch, que emenda diálogos rápidos num humor inteligente ao estilo eternizado nas séries de Amy Sherman-Palladino, mas aqui revisitados num formato de cinema e de longa-metragem. “Ela (Zoey) é maravilhosa. As pessoas ainda não viram tudo que ela pode fazer. Dei muito suporte a ela. Criamos uma relação de quase mãe e filha. Ela trabalha muito, é muito preparada. Sempre faz o dever de casa”, emenda a diretora rasgando elogios à atriz.
A agilidade também é uma característica visual do filme. Tanya Wexler quis trouxesse a velocidade do roteiro para o trabalho da filmagem. “Quando você lê o roteiro, é quase como se pudesse ouvi-lo na sua mente. Eu sabia desde o início o estilo que queria gravar. Queria que fosse fluído. Então, basicamente tivemos uma câmera se movendo junto com a Peg. Eu queria estar junto com ela. O ritmo é rápido, tem esse movimento rápido. Foi intencional, a modo de colocar a audiência junto com Peg. Queria que o filme fosse como ela”, explica.
A paleta de cores da produção também ajuda a contar a história, por isso há muito vermelho e azul, em referência ao time de futebol americano Buffalo Bills e também ao dinheiro. “O visual e o vocabulário do filme também trouxeram essa atmosfera da cidade”, acrescenta, destacando que Buffalo é como se fosse um personagem da história.
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