Crédito: TV Globo/Divulgação
O capítulo final de Deus salve o rei, novela das 19h de Globo, foi exibido nesta segunda-feira e encerrou a trama sem mistérios, com Catarina (Bruna Marquezine) sentenciada a morte pelos crimes cometidos ao longo do folhetim; e o casal Amália (Marina Ruy Barbosa) e Afonso (Rômulo Estrela) finalmente se casando.
Quem vê um final bem resolvido de Deus salve o rei pode até esquecer os tropeços da novela. Mas a trama viveu altos e baixos nos quase sete meses no ar. E isso começou logo no episódio de estreia. As primeiras críticas ficaram por conta do tom dos atores: uma robótica Bruna Marquezine e as atuações teatrais e sussurradas de Marco Nanini (Augusto) e Rômulo Estrela.
Depois, percebeu-se que Deus salve o rei não entregava a história prometida, nem a guerra entre a Artena e Montemor, nem a busca de Montemor pela água e nem o embate entre os irmãos Afonso e Rodolfo (Johnny Massaro) pelo reino. Nada andava. A impressão que ficava era que a produção da novela havia investido tanto em efeitos especiais — e que, de fato, foram ótimos –, que acabou se esquecendo da história.
Apesar de um final que poderia ter sido imaginado no início da novela, a trajetória até ele era inimaginável. Deus salve o rei tomou rumos completamente diferentes. O que é normal em uma trama aberta, no entanto, o objetivo nesse caso foi colocar a novela nos eixos e conseguir encerrar com um ibope aceitável.
Para isso, personagens foram descartados, como o conselheiro Cássio (Caio Blat) e Martinho (Giulio Lopes), enquanto outros entraram na trama ou até ganharam mais espaço, como foi o caso de Selena (Marina Moschen) e Brice (Bia Arantes), que movimentaram o núcleo das bruxas e roubaram a cena em diversos capítulos de Deus salve o rei.
Se alguns atores se viram em maus lençóis na trama, outros conseguiram se firmar, como Johnny Massaro, que durante muito tempo foi a salvação da novela; e Tatá Werneck, que mostrou estar cada vez mais pronta para folhetins. Marina Ruy Barbosa, talvez, tenha sido a atriz que menos foi exigida, Amália era uma mocinha típica, e foi fácil para a atriz vivê-la.
Deus salve o rei chegou ao fim mostrando que a Globo tem qualidade visual para disputar de igual com séries internacionais. No entanto, quando o quesito é história, a emissora ainda precisa ousar muito mais para se aproximar da linguagem do formato que conquistou o público jovem, investindo em ritmo e boa narrativa logo de primeira.
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