Destino Rússia: Uma reflexão antes do “oba-oba” da Copa do Mundo

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Não entendo quase nada de futebol, mas sou uma entusiasta da Copa do Mundo. Então, me interesso por tudo que tenha a ver com o Mundial. Nessa safra das produções feitas por conta da competição, a que me saltou aos olhos foi a série documental Destino Rússia, da HBO — mas aqui tem uma lista com várias, caso você queria mais opções.

Em 10 episódios, a produção acompanha histórias de jogadores e também de seleções de países que tenham uma relação apaixonada pelo futebol. E, claro, o Brasil não poderia ficar de fora. O país e, consequentemente a Seleção Canarinho, são o tema do episódio final do documentário — e que episódio!

O capítulo nos faz voltar no tempo exatamente para quando foi revelado que o Brasil seria sede da Copa do Mundo de 2014 e mostra tudo que aconteceu antes, durante e depois do Mundial no país. Primeiro veio a euforia, depois os protestos, em seguida uma nova animação até que a queda com o fatídico 7×1 na partida contra a Alemanha.

É muito interessante como a série documental consegue traçar um paralelo entre a péssima participação do Brasil na Copa do Mundo de 2014, com a crise que se instalou no país. Tudo isso muito bem explicado e debatido nas falas de nomes como Luiz Ruffato, José Trajano, Juca Kfouri e Gabriel, o Pensador.

A crise no futebol, que como afirmou Ruffato “é uma droga que a população acaba usando para esquecer dos problemas do dia a dia”, escancarou ainda mais os problemas sociais, políticos e econômicos do Brasil. Quando a Seleção Brasileira foi mal numa Copa dentro de casa, onde tinha uma “obrigação de ganhar” como pontou o jogador Paulinho, o país “quebrou” (de vez) — usando um termo de Ruffato.

Apesar do episódio do Brasil ter esse lado mais pesado e que é extremamente interessante para que a gente possa refletir sem o “oba-oba” da Copa, Destino Rússia também mostra o bom momento da Seleção e a esperança pelo tão aguardado hexacampeonato no Mundial da Rússia. E, como bem disse Gabriel, o Pensador, não faria nada mal conquistar esse título. Vai, Brasil!

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