Balanço BBB 17: Será que agora o jogo começou?

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Nos primeiros dias, o BBB 17 já demonstra que será uma edição morna. Falta carisma no elenco e também no apresentador. Tem chance de melhorar? Sempre tem!

A décima sétima edição do Big brother Brasil começou com uma responsabilidade muito maior em relação às anteriores. Com uma perda de audiência crescente e sem seu maior nome (o apresentador Pedro Bial), o reality show precisava se reinventar. Para isso, a Globo apostou em Tiago Leifert, o queridinho do momento da emissora, e mudou a forma de escolha dos participantes, que, nos últimos anos, mais pareciam ter sido escolhidos pela beleza e pelo físico.

Com mais de uma semana de programa, já é possível fazer um balanço do BBB 17. Será que as mudanças funcionaram? Como diriam os próprios participantes de qualquer edição do BBB, “será que agora o jogo começou?” Será que ficaremos viciados para sempre nesta edição?

Não, talvez e não. Essas são as minhas respostas para as perguntas acima. É preciso admitir que o reality show conseguiu reunir um grupo diversificado, mesmo mantendo certo estereótipos adorados pelo programa (sim, estou falando da presença de uma miss!). Mas será que esse grupo tem carisma? Tenho minhas dúvidas. A tirar Roberta, que é um meme pronto, e Pedro, que é um ser humano muito interessante por quebrar diversos padrões, o elenco parece morno.

Os mais otimistas poderiam dizer: “mas é só a primeira semana”. Bom, a primeira semana realmente costuma ser mais devagar, pois o grupo está se conhecendo, etc, etc. Mas posso lembrar algumas primeiras semanas agitadas de edições anteriores. Quem não se lembra do complô armado no BBB 5 que colocou Jean Wyllys no paredão, dividiu a casa e depois garantiu sua vitória meses depois? Quem não se lembra do BBB 9, que tinha a casa dividida por um muro, um dos grupos combinou voto, o outro ficou sabendo e como forma de defesa combinou também e foi aclamado pelo público?

Crédito: Globo/Reprodução

Não, eu não aceito a desculpa de primeira semana. Um dos problemas da edição do BBB 17 está sim no elenco. Falta carisma, falta “entrar no jogo” (sim, tenho uma certa esperança que engrene após o primeiro paredão e a volta de Marcos) e falta parar de achar que BBB é reality show de namoro. Logo na primeira semana a casa já tinha três casais: Mayla e Luiz Felipe, Antônio e Mayara e Manoel e Vivian. Todos sem a menor química, sem o menor convencimento do romance. Resultado: logo no paredão dos gêmeos dois casais foram separados.

Os problemas do BBB 17

Mas não dá para culpar só os participantes pelo desenvolvimento devagar do BBB 17. A produção também tem errado. O antigo produtor do programa, Boninho, saiu há algumas edições, e como faz falta. A cabeça sádica do produtor fazia com que tivessem provas difíceis, situações que colocavam os participantes em uma berlinda e, claro, causavam os atritos, as disputas, tudo que faz o programa andar. Cadê a urna com a carinha do participante para revelar o voto? Cadê o bigfone, minha gente?

Sem Boninho já estava ruim, imagina sem Bial? Bom, a gente não precisa imaginar. Nada contra Tiago Leifert, mas ele realmente não se encaixou no programa. O apresentador tem dado dicas do mundo externo — como as horas, como estão os gêmeos eliminados — e o sentimento é que Leifert não pertence ao BBB 17. Faltam os discursos bregas, tocantes e cheios de mensagens (sem sentido para os participantes) de Bial.

Também não me convence nem um pouco aquela família de fantoches comentando o programa. É de dar vergonha. Tragam a charge de volta!! Mas tenho que admitir que gosto da participação do Rafael Cortez. Não sei se é empatia por ele ter que comentar o não comentável ou se é porque ele realmente está sendo engraçado.

Crédito: Gshow/Reprodução. Gabriela Flor e Marcos no paredão do BBB 17

Temos esperança de melhorar? Sempre temos porque todo mundo ama odiar o BBB e sempre acaba dando aquela espiadinha. Depois do paredão que eliminou Gabriela Flor e deixou Marcos a galera começou a pensar em jogo.

Inclusive, ontem já dava para fazer o bingo das frases favoritas de um BBB: “o jogo começou”, “a verdade apareceu”, “ela escolheu o lado errado”… Mas ainda faltam minhas favoritas: “a máscara caiu” e “o Brasil tá vendo”. Aguardo ansiosamente por elas.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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