Globo volta a exibir A vida da gente, de Lícia Manzo, que tem o drama familiar como centro

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A reedição do folhetim começa na segunda-feira (1º/3). A produção A vida da gente foi exibida originalmente em 2011

Quando a atriz Nicette Bruno morreu, em dezembro do ano passado, vítima de complicações da covid-19, uma cena da artista na novela A vida da gente, que será exibida em versão especial a partir de segunda-feira (1º/3), às 18h, na Globo, viralizou nas redes sociais. A passagem, em questão, foi um discurso de Iná no último capítulo do folhetim, em que a personagem definiu a verdadeira trama da obra de Lícia Manzo: uma narrativa sobre as relações, as mudanças e o tempo.

Ao dizer que “quem teve o privilégio de viver muito tempo aprende a olhar com serenidade o turbilhão da vida. Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis alentam, enfim tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família. Só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando”, a avó de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) explicou a lição da novela, exibida originalmente entre 2011 e 2012, e reforçou a contemporaneidade da narrativa relançada em meio à pandemia.

“Sempre fui uma menina de observar o ambiente e de captar o subjetivo das coisas. Essa é a matéria-prima que procuro lançar mão quando construo as narrativas dramáticas. Acho que a novela faz um convite às trocas. Os personagens estão sempre tentando entender seus sentimentos em cima do que está acontecendo. Acho que a novela ainda segue oportuna, talvez, esteja ainda mais oportuna (na pandemia)”, reflete a autora Lícia ao questionamento do Próximo Capítulo durante coletiva de imprensa.

Narrativa de A vida da gente

Crédito: Globo/Divulgação. Cultura. Cenas da novela A Vida da Gente.

Na novela, o espectador acompanha a história iniciada com Ana, uma jovem e talentosa tenista que se muda para o exterior obrigada pela família para se afastar de Rodrigo (Rafael Cardoso), por quem ela é apaixonada e está grávida. No retorno ao Brasil, ela acaba sofrendo um acidente e fica em coma. Sem perspectiva de que ela acorde, Rodrigo começa a criar a filha deles com auxílio de Manu, irmã de Ana. A partir daí, os dois se envolvem amorosamente. Até que a protagonista acorda e os conflitos desse triângulo se desenvolvem.

“O que eu acho mais bonito na trama desses três personagens é o tempo. É aquilo que é dito no final da novela: você não mergulha duas vezes no mesmo rio. Embora tenha ficado uma história interrompida lá atrás, a beleza era essa. É como uma frase do Belchior ‘o passado é uma roupa que não serve mais’. Tendo a achar que o amor, nesse sentido, prevalece. A novela tinha essa provocação de desfazer o casal romântico, mostrando que dá para seguir em frente”, avalia Lídia. Ela ainda destaca que, naquela época, o folhetim já abordava as novas relações familiares, que são cada vez mais comum no mundo atual.

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