A última casa
Crédito: Courtesy Netflix A última casa A última casa

‘A última casa’: suspense com Wagner Moura na Netflix intriga, mas final decepciona

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Por Nathallie Lopes — Após o sucesso de O Agente Secreto, indicado ao Oscar, Wagner Moura aparece novamente em um suspense, desta vez na Netflix. A Última Casa, dirigido por Louis Leterrier, de Truque de Mestre, e com roteiro de Matthew Robinson, acompanha uma família que fica misteriosamente presa dentro de casa durante uma chuva intensa. Sem conseguir sair, eles precisam encontrar formas de sobreviver enquanto tentam entender o que está acontecendo do lado de fora.

Wagner protagoniza o filme ao lado de Greta Lee. O casal é o ponto alto da produção. As atuações funcionam e conseguem carregar a história mesmo quando o roteiro começa a perder força. Dá até para dizer que o roteiro não mereceu Wagner Moura, ou, pelo menos, não aproveitou tudo o que poderia fazer com ele.

O começo é justamente a melhor parte. O filme desperta curiosidade sobre a chuva, o motivo da família estar presa e, principalmente, sobre as criaturas que aparecem do lado de fora. Também é interessante acompanhar a adaptação à nova realidade: eles pescam pela chaminé (quem assistir vai entender), plantam vegetais na sala e encontram diferentes formas de sobreviver. Os momentos tristes da família, a relação entre eles e como permanecem juntos também são bem construídos. Além disso, a passagem dos anos também é interessante e mostra como aquela situação deixa de ser temporária para se tornar a vida da família.

A fotografia também é simples, mas combina com a proposta. Como boa parte da história se passa dentro da casa, os espaços fechados reforçam a sensação de isolamento. Não é um filme que chama atenção pelo visual, mas isso também abre espaço para que o mistério seja o principal elemento da narrativa. E A Última Casa funciona melhor justamente enquanto não sabemos o que está acontecendo.

O que são aquelas criaturas? Por que prenderam a família? O que aconteceu com o restante do mundo? São essas perguntas que mantêm o suspense.

Quando as respostas finalmente chegam, porém, fica a sensação de que todo aquele mistério prometia algo maior. O problema não é deixar algumas perguntas sem resposta. A questão é que o filme passa boa parte da história construindo um mistério complexo para resolvê-lo de maneira simples demais. A descoberta sobre as criaturas merecia mais desenvolvimento e, quando os créditos aparecem, sobra aquela sensação de “era só isso?”. Mas inusitadamente dá um gostinho de “quero mais” para saber o que acontece a partir de agora. 

Ainda assim, vale a pena assistir. O mistério prende, as soluções encontradas pela família para sobreviver são interessantes e Wagner Moura e Greta Lee fazem valer boa parte da experiência. A Última Casa está longe de ser o melhor suspense da Netflix, mas nem todo filme precisa ser excelente. Às vezes, basta entreter e, pelo menos, durante boa parte da história, ele consegue.

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