A small light reconta a história de Anne Frank em outro ponto de vista

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A trajetória de Anne Frank é contada sob a perspectiva da família que a acolheu em A small light, nova série da National Geographic

Por Pedro Ibarra

Algumas histórias já foram contadas e recontadas várias vezes com o passar dos anos. Uma das mais memoráveis, cheias de adaptações, é a da menina Anne Frank. A judia, que ficou dois anos escondida no forro de uma casa para fugir do regime nazista durante a Segunda Grande Guerra, é uma figura histórica por ter deixado documentados os momentos que viveu em um esconderijo, mas também por se tornar um símbolo de esperança e idealismo em tempos muito sombrios.

Todos conhecem Anne Frank, seja pelo diário com inúmeras edições e vendido em todo o mundo, seja pelas incontáveis adaptações cinematográficas e televisivas que essa história ganhou. No entanto, um lado da história não foi contado, e a série da Nat Geo A small light se encarregou da responsabilidade.

O seriado, que estreou na última segunda (1/5), às 21h, no canal linear da National Geographic, e chegou terça (2/5), na Disney e na Star , conta a famosa história de Anne Frank sob o ponto de vista de Miep Gies, a jovem que acolheu a família Frank e a escondeu do nazismo por dois anos. “A small light é bem diferente. Nós contamos tudo do ponto de vista de Miep Gies, que nunca havia sido mostrado antes. Por isso é tão especial e incrível. É surpreendente que não tenha sido contado ainda”, diz Billie Boullet, intérprete de Anne Frank.

A atriz explica que o fato de estarem contando a história de uma nova perspectiva adiciona sentimentos desconhecidos para quem a assiste. “É um trajeto emocional de altos e baixos. A série faz um grande trabalho de mudar tudo de uma história que você acha que sabe”, acredita. “A small light coloca o espectador em uma montanha-russa. Tem felicidade, alegria e comédia. A vida estava sendo difícil, mas não é sempre tão obscura, há sempre esperança e momentos leves”, reflete.

A tragédia em que a família Frank é protagonista ganha ainda mais peso, segundo a artista. “Quando o pior chega, fica 10 vezes mais difícil aceitar”, opina. “É um final que todos conhecem, mas, quando você assiste, está tão envolvido que esquece o que vai acontecer. Bate em você como se fosse a primeira vez.”

Por fazer uma personagem tão importante, Billie teve um processo que classificou como “estressante”. A atriz leu e releu o livro e ouviu muitas vezes o audiobook para entrar na personagem. “Depois, comecei a tentar ser ela, interpretá-la no meu quarto com a minha família. Eu queria ser capaz de acessar a maneira como ela pensa da forma mais rápida possível”, lembra a atriz, que se recusou a assistir a qualquer outra interpretação sobre a personagem para não enviesar a atuação. “Eu não queria ler os scripts e pensar o que eles fariam, queria ter certeza de como eu faria a Anne”, conta.

A noção de responsabilidade era grande, mas do tamanho de uma pessoa que mudou a história. “Anne Frank é uma pessoa tão respeitada e motivo da esperança para tanta gente, a história dela tocou muitas pessoas. Por isso, eu queria ser fiel a ela, não queria desrespeitar a história e a verdade dela”, conclui.

Pedro Ibarra

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