Ruth Rocha será tema-enredo da Mancha Verde no Carnaval 2027

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Educadora terá trajetória celebrada no Sambódromo do Anhembi; escola quer destacar a literatura como instrumento de transformação social

A educadora e escritora brasileira Ruth Rocha, uma das maiores referências da literatura infantil no país, será o tema-enredo da escola de samba Mancha Verde no Carnaval de 2027. O anúncio foi feito no último dia 2 de março, dia em que a autora completou 95 anos, celebrando uma trajetória dedicada à formação de leitores e à valorização da infância.

A proposta da escola é transformar o desfile em uma celebração da literatura infantil como ferramenta de transformação social. Ao escolher Ruth Rocha como tema central, a Mancha Verde pretende destacar o papel da leitura na formação cultural do país e lembrar que a infância é um período decisivo para o desenvolvimento intelectual, emocional e social.

Com mais de 200 livros publicados, Ruth Rocha construiu uma carreira marcada pela defesa da educação e da autonomia das crianças. Obras como Marcelo, Marmelo, Martelo e O Reizinho Mandão tornaram-se clássicos da literatura brasileira e ajudaram a formar gerações de leitores desde a década de 1970. Conhecidos pela linguagem acessível e pela abordagem crítica de temas sociais, os textos de Ruth foram traduzidos para diversos idiomas e adotados em escolas de todo o país.

Segundo a escola de samba, levar a trajetória da escritora para o Carnaval também é uma forma de chamar atenção para um desafio persistente no Brasil: o acesso desigual aos livros e ao incentivo à leitura na infância. “Apesar da relevância da formação leitora nos primeiros anos de vida, muitas crianças ainda crescem sem contato regular com bibliotecas, livrarias ou políticas públicas de estímulo à leitura”, disse a agremiação.

A escolha de Ruth Rocha também simboliza a valorização da educação infantil como base para o desenvolvimento do país. “É nesse período que se formam leitores, cidadãos e pessoas capazes de imaginar e construir futuros diferentes. Ao transformar a literatura em samba, a escola pretende reforçar que investir na infância e na cultura é investir em transformação social”.

“Na educação das crianças, o ato de ler vai muito além da alfabetização; é o despertar da criatividade e da empatia, aguçando a mente para enxergar o mundo com cores mais vivas e possibilidades infinitas. Investir no hábito da leitura é garantir que nossas futuras gerações tenham a liberdade de sonhar e a autonomia para transformar esses sonhos em realidade, tornando a educação um processo vibrante, mágico e verdadeiramente transformador”, afirmou a bicampeã do carnaval paulista.

A Mancha Verde afirmou ainda que a autora participa ativamente da construção do projeto do desfile, ao lado da família e de sua equipe. A proposta é que o enredo vá além da homenagem tradicional e se transforme em um grande manifesto pela leitura e pela imaginação.

Além do desfile no Carnaval de 2027, a escola também pretende desenvolver ao longo do ano atividades culturais e sociais em sua quadra, com foco no incentivo à literatura infantil. A programação deve incluir eventos voltados à comunidade e projetos dedicados às crianças, aproximando o universo dos livros da realidade de novos leitores.

 

Animação infantil apoiada pela Lei Paulo Gustavo vira sucesso na web

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Produção de São José dos Pinhais recebeu R$ 39 mil e já ultrapassa 42 mil visualizações no YouTube

O média-metragem de animação “Pruca – A Menina Jacaré” se tornou um sucesso nas plataformas digitais ao ultrapassar a marca de mais de 42 mil visualizações no YouTube, desde que foi disponibilizado em novembro de 2025, segundo dados da produção. (assista abaixo)

Produzido em São José dos Pinhais (PR), o filme infantil foi realizado com o apoio financeiro da Lei Paulo Gustavo (LPG). Por meio de um edital municipal, foram destinados R$ 39 mil para o projeto. A verba foi considerada essencial pela equipe para transformar a ideia em produto audiovisual.

A história se inicia quando uma menina que se recusa a arrumar o quarto é transformada em jacaré por uma bruxa. Para recuperar sua forma humana, a personagem embarca numa jornada pela Mata Atlântica, vivenciando encontros com espécies como mico-leão dourado, sapo-cururu e uma mariposa, além de “vilões” representados por cobra e aranha. Todos os personagens inspirados em animais reais do bioma.

Segundo Ravena Bianca Vargas, produtora audiovisual e uma das responsáveis pelo projeto no Abluba Estúdio de Animação e Vídeo, o enredo foi pensado para combinar diversão com mensagens pedagógicas sobre responsabilidade, respeito ao meio ambiente e cuidado com os seres vivos.

“Queríamos conscientizar o público infantil de que organização vai além de apenas arrumar coisas: trata-se de cuidar de si e das pessoas à sua volta. A Mata Atlântica serve como pano de fundo perfeito para falar sobre biodiversidade e preservação”, explicou Ravena. 

A equipe afirmou que a recepção da animação na internet superou as expectativas iniciais. A estratégia de lançamento no canal do YouTube da produção, que já tem alcance consolidado, permitiu que o filme chegasse a diversas regiões do Brasil, muito além do público local de São José dos Pinhais.

“Prevíamos algo em torno de 10 mil visualizações, com foco sobretudo na região. Mas a Pruca se mostrou uma personagem carismática que gerou identificação nacional”, destacou Ravena.

Contrapartida social

Antes de sua divulgação online, a animação foi exibida em casas de acolhimento e ONGs do Paraná, com sessões voltadas para crianças em situação de vulnerabilidade. As exibições contaram com acessibilidade completa, incluindo Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legendas, seguidas de bate-papos com o público infantil, o que, segundo a equipe, proporcionou experiências marcantes e feedback direto das crianças.

Para Loana Campos, coordenadora do Escritório Estadual do Ministério da Cultura no Paraná, a Lei Paulo Gustavo foi fundamental para fomentar o setor audiovisual no estado e dar visibilidade a produções locais. Segundo ela, o Paraná recebeu mais de R$ 203 milhões repassados pelo Ministério da Cultura às prefeituras e ao governo estadual.

“A Lei Paulo Gustavo tem sido essencial para descentralizar o fomento cultural, permitindo que talentos fora dos grandes centros desenvolvam e compartilhem suas obras. O sucesso de Pruca – A Menina Jacaré é um exemplo claro do impacto positivo desses investimentos”, afirmou Campos.

Carnaval com crianças: como curtir a folia em segurança

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Entidades reforçam orientações sobre identificação, prevenção de desaparecimentos, riscos de exploração e cuidados com saúde durante a folia

O Carnaval é uma das maiores manifestações culturais do país e reúne milhões de pessoas em blocos de rua, desfiles e festas populares. Cada vez mais, crianças e adolescentes participam da programação, especialmente em eventos diurnos e familiares. Mas a combinação de aglomeração, calor intenso, consumo de álcool e grande circulação de pessoas exige atenção redobrada dos responsáveis.

Em entrevista à TV Justiça, a supervisora do Núcleo de Apuração e Proteção (NUAPRO) da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (1ª VIJ/TJDFT), Ana Luiza Simões Müller, destacou que um dos episódios mais recorrentes no período carnavalesco é o desencontro entre crianças e  responsáveis. 

“A identificação com pulseiras, crachás ou etiquetas com o nome do responsável e telefone é uma medida simples que reduz o tempo de reencontro em caso de desencontro”, orientou.

Segundo ela, a distração natural das famílias em meio à festa e os deslocamentos em massa aumentam o risco de separação. Por isso, além da identificação visível, é essencial conversar previamente com a criança e explicar como agir caso os responsáveis a percam. A orientação é conversar anteriormente sobre procurar apenas policiais, agentes públicos, brigadistas ou equipes identificadas da Vara da Infância, evitando qualquer abordagem de desconhecidos.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também reforçou orientações para o período, destacando que o Carnaval deve ser um espaço de alegria com proteção integral garantida. Antes da folia, o organismo recomenda combinar pontos de encontro, guardar uma foto recente da criança com a roupa do dia e avaliar se o ambiente escolhido é adequado para a faixa etária.

Blocos com menor lotação, estrutura de apoio e programação voltada ao público infantil tendem a oferecer mais segurança. 

Para adolescentes, a recomendação inclui manter o celular carregado, com contatos de emergência salvos, e alinhar regras claras sobre horários e deslocamentos.

Supervisão constante e prevenção de riscos

Durante a festa, a supervisão deve ser permanente. “Crianças devem estar sempre acompanhadas por um adulto responsável”, reforça o UNICEF. O órgão alerta ainda que grandes eventos podem intensificar riscos como exploração sexual, trabalho infantil, oferta de bebidas alcoólicas e exposição precoce ao consumo de drogas. 

A venda e o fornecimento de álcool a pessoas com menos de 18 anos são proibidos por lei e configuram crime. A 1ª VIJ também destacou a importância de os responsáveis observarem sinais de vulnerabilidade, sobretudo em adolescentes, que podem estar mais expostos a situações de risco em ambientes com consumo generalizado de álcool.

Ao identificar qualquer criança desacompanhada, em situação de trabalho infantil ou com sinais de violência física ou sexual, a orientação é acionar imediatamente os canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, o Conselho Tutelar ou a Polícia Militar.

Saúde também é prioridade

Além da segurança, os cuidados com a saúde são indispensáveis. Crianças têm maior dificuldade de regular a temperatura corporal e podem desidratar rapidamente. A recomendação é oferecer água com frequência, evitar exposição prolongada ao sol e reaplicar o protetor solar a cada duas horas.

Roupas leves e confortáveis ajudam a prevenir mal-estar. Fantasias devem permitir ventilação e mobilidade. Em blocos com som amplificado, protetores auriculares são indicados, especialmente para bebês, crianças pequenas, pessoas com sensibilidades sensoriais e dentro do espectro autista. 

A proteção de crianças e adolescentes é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece prioridade absoluta à infância e responsabiliza família, sociedade e poder público. No Carnaval, isso se traduz em planejamento, diálogo e presença ativa dos adultos. Como reforçou a representante da Vara da Infância: “O importante é aproveitar o Carnaval com responsabilidade”.

 

Férias: como aproveitar o recesso com atividades lúdicas em Brasília

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Especialistas destacam passeios culturais, atividades ao ar livre e brincadeiras em casa como formas de estimular o desenvolvimento infantil sem abrir mão do descanso durante o recesso escolar

Com a chegada das férias de verão, as famílias buscam alternativas para ocupar o tempo livre das crianças sem abrir mão do descanso. A proposta, segundo educadores, é equilibrar lazer, convivência familiar e experiências que despertem a curiosidade infantil,  sem transformar o recesso em uma extensão da rotina escolar.

Para a diretora da Escola Eleva Brasília, Amanda Payne, o período é uma oportunidade de aprendizado mais espontâneo. “As férias são importantes para desacelerar, mas isso não significa passar o dia inteiro diante das telas. Passeios pela cidade, atividades ao ar livre e brincadeiras em família ajudam a enriquecer o desenvolvimento infantil de forma natural e prazerosa”, afirma.

Em Brasília, opções não faltam para quem quer combinar diversão e conhecimento.

Uma das alternativas é o Jardim Zoológico de Brasília, que mantém programação especial, com cinema ao ar livre, apresentações teatrais, brincadeiras e atividades monitoradas. A proposta é aproximar as crianças da fauna e estimular a curiosidade por meio de experiências práticas.

Outra possibilidade é explorar a história da capital e do país em espaços como o Museu Nacional da República, o Memorial JK, o Memorial dos Povos Indígenas e o Museu do Catetinho. Fotografias, documentos e ambientações ajudam as crianças a entender como Brasília foi idealizada e construída, além de apresentar a diversidade cultural que forma o país.

Para quem prefere atividades ao ar livre, o Parque Nacional de Brasília é um dos destinos mais procurados durante as férias. Trilhas, áreas de banho e espaços para piquenique permitem que as crianças explorem o Cerrado com segurança e criem vínculos com a natureza.

Já o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília oferece programação gratuita aos fins de semana e feriados, com oficinas, contação de histórias, atividades sensoriais e ações voltadas especialmente ao público infantil.

Outra sugestão são os passeios rápidos pelo entorno do Distrito Federal. Cidades como Formosa, Pirenópolis e Alto Paraíso de Goiás reúnem cachoeiras, trilhas acessíveis e experiências ligadas à preservação ambiental, ideais para um bate-volta em família.

Amanda destaca ainda que, dentro de casa, as férias também podem ser um convite à criatividade. Montar um cantinho artístico com materiais simples (papéis, argila, lãs, galhos ou pedras) estimula a imaginação e a livre expressão. Cozinhar em família é outra atividade que costuma agradar: escolher uma receita, organizar os ingredientes e preparar o prato juntos ajuda a criança a entender sabores, culturas e hábitos alimentares.

O período também pode ser usado para um contato mais leve com outros idiomas. Brincadeiras como caça ao tesouro com pistas simples em inglês, músicas, desenhos animados e livros infantis em outra língua tornam o aprendizado mais natural, mesmo para quem ainda não estuda um segundo idioma.

Por fim, criar um diário de férias é uma forma afetiva de registrar o recesso. Um caderno personalizado pode acompanhar passeios e reunir fotos, desenhos e pequenos textos, transformando as lembranças do verão em memória compartilhada entre adultos e crianças.

A ideia, reforçam educadores, não é preencher todos os horários, mas permitir que o tempo livre seja vivido com qualidade, respeitando o ritmo da infância e fortalecendo os vínculos familiares.

Férias: Festival ‘Em Cantos’ leva música sensorial a bebês e crianças

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4ª edição do evento ocupa o Espaço Cultural Renato Russo e a Escola MIFÁSOL-LÁ, em Brasília, com programação que vai do canto lírico ao samba e inclui oficinas de movimento

As férias de janeiro em Brasília vão ganhar trilha sonora, palco e colo. A 4ª edição do Festival Em Cantos – Música para Crianças chega com uma proposta de escuta sensível e experiências artísticas pensadas para a primeira infância. A programação reune espetáculos e oficinas que atravessam diferentes gêneros, do canto lírico ao samba, passando pela viola caipira. A programação ocorre de 17 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, sempre às 16h, no Teatro Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), e na Escola de Música MIFÁSOL-LÁ (503 Sul).

A abertura do festival, no próximo sábado (17/1), coloca os bebês no centro da cena. No Teatro Hugo Rodas, será apresentado “FIO – Música para Bebês”, obra criada para crianças de 0 a 3 anos e seus cuidadores. Em vez de um show tradicional, “FIO” se constrói como uma narrativa sensorial que combina música, teatro e movimento para provocar presença, vínculo e pertencimento.

Com concepção de Jéssica Fritzen, a montagem divide o palco com Plínio Carvalho, em uma condução que aposta na música como linguagem não verbal. A ideia é simples e potente: sons que “esticam, enrolam e conectam”, criando uma ponte direta entre adultos e pequenos, respeitando o tempo de cada bebê e a maneira como ele percebe o mundo.

A inspiração vem de uma lenda japonesa conhecida como Akai Ito, o “fio vermelho” invisível que, segundo a crença, conecta pessoas destinadas a ficarem juntas. Esse fio pode se esticar, se emaranhar, mas não se rompe, tornando-se metáfora de laços afetivos e de um destino que insiste em aproximar. Em cena, a imagem se transforma em convite para que famílias construam memórias e trocas reais, sem pressa e sem excesso de estímulos.

A dimensão pedagógica e artística do espetáculo também é resultado de uma formação imersiva realizada pelos artistas com a Companhia de Música Teatral, de Portugal, referência no encontro entre música e teatro. O aprendizado aparece na costura delicada entre cena e som, pensada para estimular a percepção dos pequenos com cuidado, sem infantilização.

Idealizado pela cantora e arte-educadora Célia Porto em parceria com a MIFÁSOL-LÁ, o Festival Em Cantos nasceu do desejo de oferecer aos “pequenos ouvintes” uma experiência musical de alta qualidade, apostando na inteligência e na sensibilidade da criança, desde bebê. A curadoria deste ano reforça essa ideia ao apresentar estilos variados e formatos que alternam contemplação, narrativa e interação.

Além de “FIO”, o festival traz “Canto Lírico para Crianças”, com Rebecca Pacheco e Marcos Borges, que apresenta o universo da ópera por meio de fábulas e histórias cantadas; “Palco-Céu – Viola Orgânica”, com RC Ballerini e Jun Cascaes, unindo viola caipira e dança em um momento de contemplação; a Oficina Som e Movimento, com Victória Oliveira, pensada para bebês e acompanhantes explorarem corpo e ritmo juntos; e, no encerramento, “Samba na Areia”, com Célia Porto, o maestro Rênio Quintas e Eduardo Bento, em celebração da música popular brasileira para todas as idades.

Um dos diferenciais do Em Cantos está no acolhimento desde a chegada. Antes de cada espetáculo, intervenções artísticas de abertura preparam o ambiente: quatro vozes, com educadores musicais e monitores, introduzem o público na atmosfera do encontro, ajudando crianças e famílias a atravessarem a porta do teatro com mais calma, segurança e encantamento.

Os ingressos são gratuitos, mediante doação de 1 kg de alimento, com retirada prévia pelo Sympla na semana de cada apresentação.

Serviço

Festival Em Cantos – Música para Crianças (4ª edição)
Datas: 17, 18 e 25 de janeiro; 31 de janeiro; 1º de fevereiro de 2026
Horário: 16h
Locais: Teatro Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), e Escola de Música MIFÁSOL-LÁ (503 Sul, Bloco B)
Ingressos: gratuitos mediante doação de 1 kg de alimento
Retirada: Sympla, disponível na semana de cada evento
Informações: Instagram @festivalemcantos

Abertura do festival
Espetáculo: “FIO – Música para Bebês”
Data: 17 de janeiro (sábado)
Horário: 16h
Local: Teatro Hugo Rodas – Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)
Público: bebês de 0 a 3 anos e cuidadores
Ingresso: retirada no Sympla (na semana do evento)