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Churrasco japonês interativo no DF

Brasília ganhou um novo endereço para quem busca uma experiência completa à mesa. O Yakinikuya Japanese BBQ abriu as suas portas na Asa Sul (CLS 201) para apresentar aos brasilienses o tradicional churrasco japonês. Inspirado no yakiniku, estilo japonês onde os clientes grelham as próprias carnes, o restaurante propõe uma forma diferente de reunir, desacelerar e compartilhar sabores.

Por ali, o espetáculo começa na grandiosidade do buffet, que encanta os olhos logo na entrada, e segue até o instante em que a carne toca a grelha quente. Cada mesa possui seu próprio espaço de preparo, permitindo que os clientes conduzam a experiência no próprio ritmo, escolhendo o ponto ideal de cada corte enquanto os aromas criam uma atmosfera envolvente. Mais do que servir refeições, o local aposta na conexão entre as pessoas.

“O projeto nasceu com o objetivo de oferecer uma experiência japonesa mais imersiva, em que o cliente não apenas consome a comida, mas participa do preparo, escolhe seus cortes, controla o ponto da carne e compartilha esse momento à mesa”, informa Nowan Takematsu, sócio-proprietário do Yakinikuya Japanese BBQ.

O empresário explica que “Yakiniku” significa, de forma simples, “carne grelhada” em japonês. Já o sufixo “ya” é muito usado no Japão para indicar uma casa, loja ou estabelecimento especializado em determinado produto. Então, “Yakinikuya” pode ser entendido como “a casa do yakiniku” ou “a casa da carne grelhada japonesa”.

O projeto faz parte do Grupo Takematsu, que já atua em Brasília há mais de 12 anos no segmento de gastronomia japonesa. No portfólio, também integram como os tradicionais estabelecimentos Donburi, Rosa Takematsu e Hai! Sushi. Com o Yakinikuya, a ideia é apresentar ao público brasiliense o churrasco japonês interativo, uma experiência ainda pouco explorada na cidade

“O cliente recebe carnes fatiadas, acompanhamentos, molhos e guarnições, e prepara tudo em uma grelha individual ou compartilhada na mesa. A grande diferença é que o yakiniku valoriza cortes mais delicados, porções menores, molhos específicos e uma experiência mais interativa. Não é apenas comer carne; é participar do preparo, conversar, compartilhar e experimentar diferentes sabores ao longo da refeição”, contextualiza Nowan.

Segundo o sócio-proprietário, a grelha é o centro da experiência. Ela transforma o cliente em parte ativa da refeição. Em vez de receber tudo pronto, ele participa, escolhe o ponto da carne, testa combinações e compartilha o preparo com as pessoas à mesa. “Isso cria uma dinâmica diferente. A refeição se torna mais social, mais sensorial e mais memorável. A grelha também traz aroma, som e movimento para a mesa, elementos que fazem parte da essência do yakiniku”, acrescenta.

Tempo, atenção e presença

Nowan comenta que, em um mercado cada vez mais acelerado, viu uma oportunidade de criar um restaurante onde o tempo faz parte do valor da experiência. Dessa forma, o Yakinikuya não é pensado apenas para uma refeição rápida, mas para um momento de convivência. Ao chegar, o cliente é recebido pela equipe e conduzido à mesa. “Em seguida, explicamos o funcionamento da casa, da grelha e do rodízio. O cliente pode começar pelo buffet, pelos pratos frios, sushi, acompanhamentos e entradas”, indica.

Depois, os cortes de carne começam a ser servidos para que ele prepare na grelha da própria mesa. A equipe acompanha esse processo, orienta sobre o tempo de preparo, sugere combinações com molhos e ajuda sempre que necessário. A ideia é transmitir conforto para viver a experiência, mesmo que nunca tenha participado de um yakiniku antes.

Além de trabalhar com uma curadoria de carnes e acompanhamentos japoneses, o Yakinikuya Japanese BBQ trabalha também com buffet, sushi e pratos quentes, buscando unir fartura, qualidade e experiência. No entanto, Nowan indica que os cortes bovinos costumam ter muita saída, especialmente os mais macios e marmorizados.

“Trabalhamos com fornecedores selecionados e com controle rigoroso de qualidade. As carnes são escolhidas considerando padrão de corte, textura, frescor e regularidade de fornecimento. Já os ingredientes japoneses vêm de distribuidores especializados, para garantir que molhos, temperos, arrozes, algas e outros insumos mantenham características próximas da culinária original”, ressalta.

Três perguntas para Nowan Takematsu, sócio-proprietário do Yakinikuya Japanese BBQ:

Quais foram os maiores desafios para implementar esse modelo de negócio?

O maior desafio foi operacional. O yakiniku exige uma estrutura diferente de um restaurante japonês tradicional: grelhas em todas as mesas, exaustão adequada, cortes padronizados, equipe treinada para orientar o cliente e um fluxo de salão muito bem organizado.

Também foi necessário educar o público sobre a proposta. Muitas pessoas conhecem sushi, temaki e pratos quentes japoneses, mas ainda não tiveram contato com o yakiniku. Então, parte do nosso trabalho é apresentar essa cultura de forma simples, segura e encantadora.

Vocês buscam manter a experiência fiel à tradição japonesa ou se adaptam ao público local?

Buscamos respeitar a tradição japonesa, mas entendemos que toda operação precisa dialogar com o público local. Mantemos a essência do yakiniku: a grelha à mesa, os cortes fatiados, os molhos, os acompanhamentos e a experiência compartilhada.

Ao mesmo tempo, adaptamos alguns pontos ao hábito do brasiliense, como variedade, fartura, presença de sushi, buffet e um formato mais acolhedor para quem está descobrindo esse tipo de culinária. O equilíbrio está em preservar a alma japonesa sem tornar a experiência distante ou difícil para o cliente.

Como vocês veem o crescimento da culinária japonesa?

A culinária japonesa cresceu muito no Brasil e, em Brasília, já faz parte do cotidiano de muitos consumidores. Mas acreditamos que o mercado ainda tem espaço para evoluir além do sushi. Existe uma busca cada vez maior por experiências autênticas, por novos formatos e por restaurantes que contém uma história.

O yakiniku entra exatamente nesse momento. Ele amplia a percepção do público sobre a gastronomia japonesa e mostra que ela vai muito além do peixe cru. É uma culinária diversa, afetiva, técnica e muito conectada à experiência de compartilhar a mesa

Gabriella Collodetti

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Gabriella Collodetti

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