Virada contra EUA consolida plano tático do Brasil para a Copa América

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A Seleção feminina encerra a última Data Fifa antes da Copa América, em julho, no Equador, com um sistema de jogo consolidado na bela vitória de virada do Brasil por 2 x 1 contra os Estados Unidos na noite desta terça-feira.

O técnico Arthur Elias dificilmente abrirá mão do 3-4-1-2. A configuração foi usada em cinco dos seis jogos disputados sob o comando dele depois da medalha de prata nos Jogos de Paris-2024.

Arthur Elias só usou linha de quatro no sistema defensivo na vitória por 3 x 1 contra a Austrália no ano passado. Ele quer três zagueiras, quatro jogadoras no meio de campo é uma articuladora atrás de dias atacantes de mobilidade.

A configuração é agradável, moderna, ofensiva, mas exige consertos. A defesa não pode sofrer gol com menos de um minuto de jogo numa combinação inaceitável de desatenção e trapalhada da goleira Natascha.

Quebra o planejamento de qualquer técnico. Referência do ataque dos EUA na partida desta terça, a brasileira nascida no Maranhão e naturalizada americana, Catarina Macario, não perdoou e abriu o placar.

Uma das características marcantes do Brasil com Arthur Elias é competir e não desistir. A Seleção precisou de 23 minutos para equilibrar o duelo e empatar a partida exatamente como Arthur Elias gosta: Gio Garbrlini fez o link com Kerolin e a atacante do Manchester City igualou.

O segundo tempo do Brasil foi quase perfeito. As chances eram criadas, mas o pecados dos erros de finalização se repetiam e acumulavam até um contra-ataque rápido e letal encerrar o jejum de 10 anos. O Brasil não derrotava as adversárias desde dezembro de 2014 no Torneio de Brasília.

A bola passa por seis jogadoras. Começa com a zagueira Mariza, passa pelos pés de Angelina, Kerolin, Jheniffer e chega até Luany, coadjuvante na assistência para Amanda Gutierrez tocar a bola com frieza para a rede de Mandy McGlynn.

Arthur Elias tem pelo menos duas ideias táticas na cabeça: o 3-4-1-2 e o 4-3-3 estão à mesa. As variações usadas em Paris-2024 também estão no repertório. A Copa América no Equador e os Jogos de Los Angeles-2028 são os dois degraus para o Brasil chegar consolidado e torte à Copa do Mundo de 2027, em casa, à caça do título inédito.

A derrota no sábadopor 2 x 0 para os EUA e o primeiro tempo desta terça assustaram, mas o primeiro triunfo na casa dos EUA turbina os sonhos do jovem Brasil: a formação inicial no segundo amistoso teve média de 24,9 anos contra 25,5 no primeiro dos dois confrontos.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Amanda Gutierres amistoso Brasil Estados Unidos Seleção Feminina

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