Carinho em Coutinho, autor de dois dos três gols do Vasco atuando centralizado. Foto: Matheus Lima/Vasco
O trabalho mais autoral da carreira de Fábio Carille é aquele Corinthians campeão brasileiro em 2017. Um time organizadíssimo e extremamente pragmático. Show ficava em segundo plano. A ordem era regularidade, somar a maior quantidade de pontos possível. Assim, ele ganhou o Campeonato Paulista e a Série A na mesma temporada. Como jogava aquela equipe? No 4-2-3-1.
O Vasco mostrou semelhanças com aquele Corinthians na vitória por 3 x 0 contra o frágil Nova Iguaçu na classificação para a terceira fase da Copa do Brasil. Vamos a elas…
No Corinthians, Fábio Carille usava três meias atrás do centroavante Jô. Um com característica de organizador e outro com perfil de ponta. Além deles, um homem centralizado. Romero era ponta pela esquerda. Jadson, o pensador na direita. Rodriguinho atuava centralizado.
Como o Vasco enfrentou o Nova Iguaçu? Guardadas as devidas proporções, Rayan era o jogador agudo pela direita. Philippe Coutinho assumiu o papel de meia central, atrás do centroavante Vegetti. Na esquerda, Nuno Moreira era o extremo com perfil de homem de criação, passe.
Chamo a atenção para o posicionamento de Philippe Coutinho. Fábio Carille pode ter encontrado a melhor função para o craque. Nesta temporada, ele atuou como parceiro de ataque de Vegetti no sistema 4-4-2 contra o Fluminense; ponta esquerda em uma linha de três atacantes ao lado de Vegetti e Rayan no 4-3-3 da derrota de sábado para o Flamengo; e formando par de meias com Tchê Tchê em um 4-3-2-1 na vitória por 1 x 0 diante do Botafogo na última rodada do primeiro turno do Carioca.
Ao que parece, a entrada de Nuno Moreira pode dar liga ao lado de Philippe Coutinho e de Rayan. O Vasco fica mais ofensivo. Sobrecarrega os volantes Paulinho e Hugo Moura e os laterais Lucas Piton e Paulo Henrique, é verdade, mas Fábio Carille pode ter encontrado a melhor forma de dar conforto e extrair o máximo possível da estrela do time.
“O Nuno é um meia que ocupa bem o espaço. Joga tanto por dentro quanto pela direita. Eu gosto de ter um lado mais agudo e outro mais pensador dando bastante amplitude com o lateral. O que mais me deixa feliz é o quanto o Coutinho cresceu dando essa liberdade de ser um armador. Ter um jogador que sabe movimentar, posicionar e trabalhar com poucos toques, que foi o caso do Nuno hoje, cresceu muito o futebol do Coutinho. O Nuno é um jogador muito bom para o equilíbrio da equipe. Um meia que faz o jogo ser rápido através de passes e não de drible”, explicou Carille na coletiva.
Exatamente como funcionava a dinâmica do Corinthians de 2017. Na prática, Rayan dá amplitude pela direita, Coutinho e Nuno Moreira se aproximam no meio e Lucas Piton, disparado o melhor lateral do Vasco, fica com o corredor para atacar. No Corinthians de 2017, Maycon e Gabriel se desdobravam para dar liberdade aos laterais Guilherme Arana e Fagner. Além disso, davam suporte a Jadson, Rodriguinho e Romero.
O sistema precisa ser testado contra adversários fortes como o Flamengo, no duelo de sábado pelas semifinais do Campeonato Carioca, mas 0 Corinthians de 2017 pode, sim, inspirar o Vasco de 2025 taticamente. Obviamente, se a torcida e a diretoria cruzmaltina deixarem Fábio Carille trabalhar.
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